Viajar para a Venezuela ainda é possível?

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Atualizado em 29 de agosto de 2017

Há quem diga que esta não é a hora de viajar para a Venezuela. O país tem vivido, nos últimos anos, uma forte desestabilização política, que tem provocado manifestações agressivas e casos de violação dos direitos humanos. Isso tudo vem acompanhado de episódios como o fechamento de fronteiras e muitos outros absurdos. Mas será que tudo é realmente como vemos pela televisão e pela internet?

Embora as questões político-partidárias sejam a causa de grande parte dos problemas, este texto não pretende ter um posicionamento ideológico sobre os fatos, mas, tão simplesmente, nos fazer refletir se vale a pena viajar para a Venezuela neste momento de turbulência.

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

Ainda dá para viajar para a Venezuela?

Para entender melhor como está a situação no país, eu conversei com viajantes brasileiros, que estiveram na Venezuela recentemente, e com venezuelanos que ainda moram no país. As dicas desses nossos colegas são importantíssimas para que você entenda como estão os serviços básicos que turistas necessitam para uma viagem minimamente confortável.

O funcionamento dos aeroportos e das estradas, o crescimento do número de crimes e o aumento dos preços de mercadorias básicas – como itens de higiene, por exemplo – são alguns dos principais pontos dessa reportagem.

Por questões de segurança, a pedido de alguns entrevistados, nomes e sobrenomes não são reais.

Aeroportos e passagens

Principal porta de entrada do país, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar (CCS), praticamente não tem mais voos internacionais. Desde 28 de julho, a Avianca, que operava o maior número de conexões para outros países, encerrou suas atividades na Venezuela. Antes, muitas outras empresas já tinham feito o mesmo, como a GOL e a Conviasa, que voavam para o Brasil. A Copa Airlines é uma das poucas grandes empresas que ainda voa para cá.

Os atrasos em voos nacionais são muito comuns e, quase sempre, de duas horas, e são poucos os aeroportos que operam em boas condições. Isso acontece porque são raras as empresas que, hoje, têm autorização do governo para voar”, explica o administrador de empresas, Alberto Aguilar, que mora em Aragua.

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

Já não é tão fácil chegar a destinos como Los Roques.

Comprar passagem aérea é outro problema que você pode enfrentar ao viajar para a Venezuela. Ronny Dinelly, brasileiro que morou e trabalhou na Venezuela até janeiro deste ano, conta que é impossível comprar passagem com antecedência.

Quem quiser comprar passagem com antecedência só pode fazer isso um mês antes da viagem, diretamente no aeroporto ou em alguma agência de viagem. É que o sistema das empresas não mostra passagens com antecedência maior. Uma boa forma de economizar, é deixar para comprar as passagens internas lá mesmo, pois, se decidir comprar fora do país, terá que pagar em dólar, e isso não compensa, já que a moeda venezuelana está muito desvalorizada”, explica.

Estradas e ônibus

As estradas da Venezuela são, de uma forma geral, boas para o tráfego, especialmente aquelas que ligam cidades turísticas e comerciais. Em um lugar ou outro, você pode ter problemas com buracos e sinalização, mas esta não é a regra.

Por outro lado, o transporte de passageiros é considerado caro pelos venezuelanos, que, atualmente vivem sufocados por uma inflação que nem consegue mais ser medida. É o que explica Mary Castillo, que vive em Valencia, a 170 quilômetros de Caracas.

Os serviços de ônibus de um estado para outro são bem caros, em comparação aos ganhos de um venezuelano. Além disso, a venda das passagens só é feita no mesmo dia da viagem, a partir das 7h da manhã, quando os guichês das empresas começam a funcionar. Por isso, é normal ver filas nas rodoviárias a partir das 4h”, explica.

Além de impedir que você se planeje, essa prática de vender as passagens apenas no dia da viagem pode ser uma furada, já que as empresas e as linhas que cobrem certos destinos são bem limitadas. Uma solução, apontada por Mary, é fazer baldeação em cidades intermediárias até alcançar o destino final.

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

Protestos tem ocupados as ruas do país constantemente há, pelo menos um ano. Foto: Christian Veron

A viajante venezuelana ainda alerta para o risco de furtos e roubos nos terminais rodoviários. “Mantenha sempre suas bolsas ao alcance dos olhos, e leve objetos de valor em sua bagagem de mão”, orienta.

Quem está pensando em cruzar a fronteira de ônibus tem a opção de viajar para a Venezuela com a Eucatur, que parte de Boa Vista, em Roraima, e chega a Puerto la Cruz, em uma viagem que dura 24 horas.

Esse mesmo ônibus sai de Manaus e passa em Boa Vista. Quem comprar a passagem na capital do Amazonas vai ter que comprar outra passagem e escolher uma das três cidades da Venezuela que a empresa oferece: Santa Elena de Uiarén, Puerto Ordaz e Puerto la Cruz”, explica.

Para quem planeja dirigir pelas estradas venezuelanas, a dica do Ronny é evitar trafegar à noite, já que a estrada fica mais perigosa e, em alguns lugares, há risco de assaltos.

Dinheiro e preços

Ninguém que está fora da Venezuela tem ideia do que acontece com o câmbio no país, como explica Alberto Aguilar. Ele esclarece que, desde muito tempo, o governo interfere diretamente na cotação das moedas estrangeiras e limita a troca do bolívar por qualquer pessoa, inclusive turistas. Por causa disso, surgiu um sistema cambial extraoficial, o famoso mercado paralelo, que eles preferem chamar de cambio real.

Isso significa que há duas cotações cambiais convivendo no país há anos. O El Dicom (Sistema de Divisas de Tipo de Cambio Complementario Flotante de Mercado) é o modelo oficial, usado por hostels, hotéis, casas de câmbio e outras instituições públicas e privadas. Quem controla essa cotação é o Banco Central da Venezuela, que atualiza o mercado a cada semana”, detalha o venezuelano.

Quem quiser consultar o câmbio da semana, basta acessar o site: dicom.gob.ve.

O câmbio paralelo, como conta Aguilar, é praticamente comparado à moeda do país vizinho, a Colômbia. “Em Cúcuta, na fronteira, é muito fácil fazer a troca das duas moedas, assim como na fronteira do Brasil com a Venezuela, mas o risco de receber notas falsas é grande”, indica.

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

Faltam muitos produtos nos mercados do país. Foto: Miguel Gutiérrez

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

Nos açougues também. Foto: Miguel Gutiérrez

Outro problema que tem devastado a população venezuelana é a inflação. Para você ter ideia, o índice já alcançou a casa dos 1.000%. Se quiser comparar, em 2016, a inflação medida no Brasil foi de 6,29%.

Inflação alta significa que tudo está mais caro e que, certamente, os venezuelanos não podem mais comprar as mesmas coisas que antes.

Como a prioridade dos venezuelanos é comprar comida, a grande maioria das lojas de roupa e sapatos está vendendo tudo com desconto. Os eletrônicos não são tão baratos, porém comparados com os preços brasileiros, dá para comprar mais barato que aqui, pois a Venezuela não tem tantos impostos como o Brasil”, conta Ronny.

O mercado instável fica ainda pior por causa do desabastecimento. Por isso, muitos mercados e restaurantes deixaram de funcionar ou, simplesmente, não têm mercadorias para oferecer aos clientes.

Nada funciona como em outros lugares, mediante a crise que atravessa atualmente o país. Você não vai encontrar, por exemplo, comida boa e de qualidade nas paradas estratégicas dos ônibus. Restaurantes, somente em centros comerciais e são muito caros. Fazendo uma comparação, é como se fosse o Rio de Janeiro em época de carnaval. Tudo muito acima do normal”, conta Augusto Pasqueto, brasileiro que trabalhou como vendedor na Venezuela.

A hospedagem na Venezuela é muito barata, e isso parece que ainda não mudou. É possível encontrar diárias econômicas a partir de R$ 3, mas, claro, em lugares mais famosos como Los Roques e Isla Margarita, as diárias nos resorts all inclusive são cobradas em dólares. Mesmo assim, dá para passar três dias em um deles pagando cerca de R$ 350.

Segurança e criminalidade

Sobre este tema, basta dizer que Caracas é considerada a cidade mais violenta do mundo, com uma taxa de 130,35 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo a lista do Conselho Cidadão pela Seguridade Social Pública e Justiça Penal.

À medida que se multiplicam os protestos e a renda do venezuelano já não atende mais suas necessidade básicas, tem crescido o número de assaltos, roubos e assassinatos no país. “O perigo não está nas manifestações, mas nas ruas, no dia a dia. Durante as paralizações, muitos comércios fecham as portas, porque há risco de assaltos”, conta Mary.

O país, de forma geral, é perigoso, mas quando falamos de Los Roques e Isla Margarita, por exemplo, não há muito com o que se preocupar, já que a distância do continente e o turismo criou uma espécie de bolha onde estrangeiros regram a economia com dólares e euros.

Viajar para a Venezuela ainda é possível?

O mundos dos resorts parece estar alheio a tudo o que acontece no país.

Viajar para a Venezuela

Depois de ler essas informações, espero que você esteja mais seguro para decidir se prefere viajar para a Venezuela agora, e encarar todos os desafios de frente, ou se é melhor esperar a situação se acalmar.

Se quiser uma dica, eu diria para você esperar. Embora ainda não haja um horizonte de melhoras no curto prazo, viajar neste clima de insegurança e incertezas pode impedir você de conhecer o país como ele merece.

O que eles dizem

Ronny Dinelly
Fisioterapeuta
Boa Vista, Roraima

Para quem quer viajar para a Venezuela, minha dica é estar ciente de todos os riscos e pesquisar bem tudo o que deseja fazer. Os conflitos são mais intensos na capital Caracas e no estado Trujillo, já nas outras cidades não há manifestações relevantes, porém roubos e assaltos estão mais frequentes desde que a crise se agravou. Os lugares que recomendo são: Gran Sabana, cidade base para visitar o Monte Roraima, Isla Margarita e Los Roques, dois clássicos do país, e Punto Fijo. Os demais destinos são lindos, porém muito perigosos neste momento”.

Augusto Pasqueto
Vendedor
São Bernardo do Campo

“Quando estava morando na Venezuela, eu sabia onde encontrar as coisas do dia a dia com um preço mais acessível, mas gastava um tempo muito grande procurando e mais outro tempo negociando com os comerciantes. Além da inflação, a insegurança aumentou muito por lá. Os números de assaltos chegaram aos ares, literalmente. Houve um caso, há algum tempo, de dois casais brasileiros que iriam visitar a Isla Margarita e alugaram um avião de pequeno porte. Só que os pilotos eram assaltantes e, além de não os levarem a lugar algum, roubaram tudo que tinham: dólares, reais, documentos, passaportes, roupas, enfim, tudo. Por tudo isso e por tantos outros motivos, eu desaconselho viajar para a Venezuela neste momento. O país está passando por uma crise política e, mais ainda, por uma crise social. Há a possibilidade de intervenção internacional, não há alimentos, mas há uma inflação extrema. Quem quiser ir, claro, corre os riscos inerentes a essa escolha”. 

Alberto Aguilar
Administrador de Empresas
Aguara, Venezuela

Os restaurantes e hotéis das cidades mais turísticas estão preparados para receber os visitantes devido ao esforço próprio que fazem para manter os serviços básicos – água, energia e internet, por exemplo -, mas claro que isso depende da categoria do hotel que você escolher. Eu, particularmente, sempre que vou a um restaurante pergunto o que tem para comer, porque não adianta gastar um tempo escolhendo o que quero se não tem. Os mercados são outra história. Quando você passar em frente a um deles e perceber que tem uma fila de pessoas, pode saber que nele há o que comprar, principalmente produtos de primeira necessidade, como sabonete, creme dental e papel higiênico, por exemplo. Mas o curioso é que em alguns bairros das cidades as prateleiras estão sempre cheias, mas é porque as mercadorias estão com o preço muito além do que é estabelecido pelo governo. Eu aconselho aos turistas brasileiros que querem viajar para a Venezuela que avaliem bem o roteiro e que tenham todas as precauções devidas. É muito importante ter um seguro viagem, porque o sistema de saúde, aqui, não atende a estrangeiros adequadamente”.

Mary Castillo
Gestora de Recursos Humanos
Valência, Venezuela

As áreas turísticas também foram afetadas, principalmente, por dois fatores: primeiro, pela crise na economia, e, segundo, pela deterioração dos serviços públicos. O abastecimento de água e de energia, por exemplo, são irregulares em muitas áreas e até inexistente em outras regiões. Há, ainda, uma série de eventos desagradáveis contrários ao governo acontecendo o tempo todo. Constantes protestos e manifestações estão inundando as ruas do país já há um ano. A má administração dos nossos recursos tem sido o fator fundamental que tem impedido nosso progresso tanto no turismo quanto na segurança pública. Infelizmente, neste momento, as coisas lindas que a Venezuela tem estão ofuscadas pelas situações políticas”.

Foto de capa: CNN

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

25 Comentários

  1. Avatar

    Super pertinente este texto!!!

    Venezuela é um dos destinos que mais tenho vontade de conhecer na América Latina.
    Em 2014/2015, quando estive na Colômbia, pensei seriamente em dar um pulo até lá. Porém, já naquela época os venezuelanos que conheci na Colômbia me alertaram de que não era uma boa ideia.

    Triste ver que quase três anos se passaram e a situação do país se agravou ainda mais!!
    O pior é que é uma bola de neve. O turismo, que poderia ser uma alternativa para ajudar o país a sair da crise econômica, é praticamente nulo!

    Parabéns pela matéria!

    Abraço

    • Altier Moulin

      É, realmente, muito triste, Murilo.
      É uma pena ver um lugar tão rico e tão cheio de belezas naturais nesta situação.
      Pior ainda é que não sabemos quando o país voltará a estar organizado para receber turistas.

      Obrigado e um abraço.

  2. Avatar

    E agora com a expulsao do cônsul brasileiro? Muda algo? Quero ir a los roques e tenho quem me receba no aeroporto. Porém nao sei o que significa essa expulsao.

    • Altier Moulin

      Oi, Marcelo.

      Parece que a situação da Venezuela só se agrava. Esse rompimento das relações diplomáticas com o Brasil deve ser momentânea, mas nunca sabemos ao certo.
      De qualquer forma, esteja muito precavido para seguir viagem.
      Em Los Roques, as coisas estão um pouco melhores, mas fique esperto com os cancelamentos e atrasos de voos.

      Um abraço.

  3. Avatar

    Boa tarde amigos. Estou viajando por todos os paises na america do sul, agora irei para guiana, suriname, venezuela, colombia, etc.
    Estou bem aflito quanto à venezuela. Minha ideia era entrar ali por Boa Vista RR e sair la em Maracaibo. Pelo jeito não é uma boa alternativa né.
    Alguem me da umas ideias por favor? Não preciso atravessar toda venezuela e tal, só ir, talvez só um carimbo no passaporte, só para registrar meu feito… Mas da Guiana, preciso sair la na Colômbia. Alguma sugestão para isso?
    Ja pensei num barco/navio, com alguma parada na costa venezuelana…será q existe essa opção?
    obrigado

  4. Avatar

    ola, eu sou aqui do parana, então sai beem caro a viagem até lá. no caso queria ir de onibus, ou excursão até onde der. e queria comprar eletronicos nas lojas de lá. tipo estou guardando dinheiro para comprar um iphone X, uma go pro, e na volta perto da fronteira uma impressora.
    e queria ficar uns dias la pra isso. ficar num hotel, mas pagar em bolívares.
    alugar um carro, se puder alugar sem ter a permissão internacional pra dirigir (sendo que a permissao é 45 reais) . vale a pena ?

  5. Avatar

    estou pensando em ir nas minhas férias em julho, imagino que pela desvalorização altíssima da moeda talvez seja um destino que economicamente valha muito a pena, gostaria de conhecer e ficar apenas na isla de margarita, partiria de são Paulo…será que é uma boa ideia?

  6. Avatar

    Queria ir para Venezuela e não lugares turísticos e sim cidades pequenas tipo atravessar o país partindo de Boa Vista por ônibus. Iria apenas com uma mochila mesmo e ficar um mês por lá. Levaria Albumina em pó (proteína do ovo) e talvez batata doce em pó assim já evitaria esse problema de alimentação. Consigo viver só com isso fácil fácil. Lógico se tivesse algum lugar para alimentar por lá melhor mas se não só preciso de água.
    O problema é locomoção pelo que vc disse não tem transporte para ficar viajando.
    Chegando lá onde troco dólares por bolivar? E quanto tu acha que é necessário em reais para um viagem simples e não estilo passeio passando por cidades pequenas durante um mês na Venezuela ( o valor gasto dentro do país apenas)?
    E a viagem não faria esse ano ainda provavelmente ano que vem.

    • Altier Moulin

      Oi, Ulysses.

      Seria uma aventura gigantesca e inesquecível, sem dúvida, mas antes de tudo, esteja certo de que o país permite entrada de albumina. Alguns destinos costumam barrar produtos de origem animal.
      Sim, a locomoção está bem prejudicada por causa dos protestos e da crise econômica.
      Olha, como não sei em quais as cidades você ficará é impossível dizer quanto vai gastar e muito menos dizer onde trocar dólar.
      Uma solução é trocar na reais por bolívares na divisa com Roraima.

      Tem que estudar muito sobre esse roteiro.

      Um abraço.

  7. Avatar

    Amigos, to com passagem comprada pra Manaus em 21Jul. Como tenho família por la devo ficar uma semana e depois seguir por estrada até desembocar em isla Margarita. Ainda estudando roteiro, mas me interessei por um fenômeno natural em Catatumbo (
    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141010_vert_tra_relampagos_dg) antes de seguir pra margarita. Minha passagem de volta Manaus – Rio está marcada pra 16Ago. Disseram que é bom cambiar na fronteira, mas aceito sugestões sobre câmbio, roteiros ou se alguém animar pode me acompanhar. (Facebook: Vinicius Miquiles) abçs

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    Apesar de dizerem que tudo lá se resume em assaltos, na verdade, os perigos são a própria pessoa que faz: ficar se gabando de ter dinheiro, viajar em carro de luxo, jóias extravagantes, etc… Vai pra lá? leve o essencial e comida a vontade, materiais de higiene, etc. É só não se meter em assuntos politicos. Vamos quase todos os anos por lá. Uma delícia!. Vá conhecer, voce não vai de arrepender. Outra coisa, só viaje de dia. No Brasil tem mais assaltos que lá. Uma dica importante: leve com vc (à mão) bastante bombom de chocolate (os policiais GNV) adoram chocolate (vc vai ter proteção especial, na ida e na vinda. BOA VIAJEM!

    • Altier Moulin

      Oi, José.

      Claro que nenhum país se resume a uma única coisa. Mas, como você mesmo disse, há algo de errado quando é preciso andar com bombons para ter segurança privilegiada, né?!
      Não tenho dúvidas de que estamos falando de um país lindo e que deve ser visitado. Porém, é muito importante ir sabendo o que pode encontrar.

      Um abraço.

  9. Avatar
    Valdy José de Godoy Junior on

    Prezados. Em primeiro lugar, parabéns ao Altier. Praticamente não existem posts atuais sobre turismo na Venezuela. Vou um pouquinho na contramão dos confrades, pois não me preocupo com as dificuldades, questões políticas, etc (quem sabe sou um irresponsável…hehe). Minha maior dúvida é o preço do transporte para chegar lá. Pelo que vi, a melhor alternativa é a escala no Panamá. É isso? Não entendi a opção pela fronteira (via Boa Vista): tem aeroporto na fronteira? é isso? Abraço

  10. Avatar

    Estou pretendendo ir a Los Roques archipelago, ou em alguma outra praia na costa, ainda não defini direito, se tiver alguém que queira ir comigo em fevereiro, bora irmos juntos nessa loucura,rsrs.
    Adorei o relato, caso eu for eu aviso aqui como foi

    • Altier Moulin
      Altier Moulin on

      Isso, Marloy. Pesquise muito.
      Leia sobre política e, principalmente, informações de fontes diferentes é muito importante.
      O que está acontecendo na Venezuela é muito mais do que apenas o resultado dos embargos.

      Um abraço.

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