Como chegar a Sucre: opções para otimizar tempo e economizar grana

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Atualizado em 27 de setembro de 2022

Sucre cresceu entre os picos da Cordilheira dos Andes. Cidade colonial, linda e capital constitucional da Bolívia, foi aqui que os movimentos de independência do país se fortaleceram. Chegar a Sucre é uma tarefa a ser bem planejada.

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Apesar de tímida, ao chegar a Sucre você vai perceber que seu charme histórico se mistura com a modernidade dos estudantes que vivem aqui, já que é também uma cidade universitária.

Sucre tem muitos pontos turísticos históricos. São igrejas, praças, monumentos e, também, comida boa e rodada dupla em vários bares. Para preparar seu roteiro, eu sugiro que você leia: O que fazer em Sucre.

Como chegar a Sucre

Avião

Chegar a Sucre de avião é algo que não tem mistério. A cidade é servida por apenas um aeroporto, o Aeroporto Internacional Juana Azurduy de Padilla (SER). A apenas 10 quilômetros do centro, ele recebe voos de vários países sul-americanos. Além de receber, também, de cidades bolivianas como Santa Cruz da la Sierra e La Paz.

As principais companhias aéreas que fazem a rota até Sucre são Boliviana Aviación (BoA), Transporte Aéreo Militar (TAM) e Amaszonas.

Quando estiver chegando à cidade, corra para a janela do avião, porque a aproximação da aeronave é uma das mais difíceis do país e a gente consegue ver a Cordilheira do alto, com seus campos desérticos e gelados.

Ônibus

O terminal rodoviário da cidade fica a apenas dois quilômetros do centro. Porém, mesmo que isso pareça simples e prático, a verdade é que as viagens de ônibus até aqui são muito longas.

Partindo de Santa Cruz de la Sierra, por exemplo, são 16 horas em um trajeto de subidas e curvas sem fim. Isso acontece porque a geografia da cidade atrapalha muito o transporte na região.

A empresa que faz o trajeto é a Trans Oruruo e a passagem, vendida exclusivamente nos postos autorizados, custa cerca de BOB 70. Os ônibus chegam e partem do Terminal entre 16h e 20h. Se quiser entender melhor o sistema rodoviário, eu aconselho você a ler: Como é viajar de ônibus na Bolívia.

Como chegar a Sucre

Carro

Uma viagem de carro na Bolívia não é assim tão simples. É que a burocracia por aqui é grande e, especialmente, chegar a Sucre exige muita atenção ao volante. Como a estrada tem muitas curvas, você deve dirigir em baixa velocidade, sempre durante o dia.

As estradas bolivianas melhoram muito durante os últimos anos, então, essa nem deve ser a sua principal preocupação. O maior problema é o mal de atitude, que pode afetar algumas pessoas com sonolência, dor de cabeça, enjoo e vômito. Dirigir nessa situação não é nada legal.

Para saber mais, leia: Bolívia de carro: tudo o que você precisa saber.

Como chegar a Sucre

INFORMAÇÕES BÁSICAS
VISTO

Brasileiros não precisam de visto para entrar e permanecer no país por até 90 dias. Esse prazo pode ser estendido por mais 90 dias.

DOCUMENTOS

Você pode usar o passaporte, com validade de seis meses, ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.

DINHEIRO

A moeda oficial é o boliviano, representado pela sigla BOB. Veja como usar seu dinheiro na Bolívia.

VACINAS

A vacinação contra febre amarela é obrigatória. Veja como emitir o Certificado Internacional de Vacinação.

SEGURO VIAGEM

O seguro viagem não é obrigatório, mas altamente recomendado. Veja quanto custa o seguro viagem.

COVID-19

Apesar de não ser obrigatório, é recomendado estar vacinado contra covid-19. Veja as regras abaixo

INFORMAÇÕES SOBRE COVID-19

As regras para viajantes vacinados e não vacinados são um pouco diferentes. Por isso, é preciso ter atenção na documentação exigida pela imigração boliviana.

Além de todos os documentos básicos de uma viagem internacional, como passaporte ou carteira de identidade, passagem de ida e volta e comprovante de hospedagem, por exemplo, é preciso ter em mãos os seguintes comprovantes:

  1. Certificado de vacinação contra covid-19 com, pelo menos, duas doses, sendo que a última deve ter sido aplicada, no mínimo, 14 dias antes da viagem – exigido apenas de viajantes vacinados;
  2.  Resultado negativo de teste RT-PCR, feito até 72 horas antes da viagem, ou antígeno (teste rápido), feito até 48 horas antes da partida para a Bolívia – exigido apenas de viajantes não vacinados maiores de cinco anos;
  3. Formulário de Localização de Passageiros, disponível no site da Direção-geral de Aviação Civil – apenas um por família.

De forma geral, viajantes brasileiros não precisam fazer quarentena na chegada ao país, mas é importante estar preparado para que restrições que afetem viagens internacionais entrem em vigor com pouco ou nenhum aviso prévio por parte das autoridades bolivianas.

Você os detalhes das regras Resolución Multi-Ministerial 001, de 27 de abril de 2022.

Apesar de não haver restrições nacionais para covid-19, os departamentos e municípios têm a autonomia para impor restrições em nível local.

Acesse o site oficial para acompanhar os números de casos de covid-19 na Bolívia.

RETORNO AO BRASIL

Viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

SEGURO VIAGEM

Apesar de não ser obrigatório,  viajar sem um seguro viagem com cobertura para covid-19 não é uma boa ideia. 

O custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você também terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

Se você for fazer qualquer atividade de risco – como trekking em vulcões, cruzar o Salar de Uyuni de carro ou conhecer a Amazônia boliviana, por exemplo – o seguro passa a ser essencial para sua viagem. Pode confiar em mim!

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Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

MAL DE ALTITUDE

Se você vai viajar para a Bolívia, já sabe que é importante se prevenir do mal de altitude. Também conhecido como soroche, ele é muito comum em viajantes que se aventuram por regiões próximas a 3.000 metros de altitude.

Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, enjoo, vômito, tontura, cansaço excessivo e mal-estar. Esses são os principais reflexos da dificuldade do nosso organismo em absorver o oxigênio, e, embora seja raro, em condições extremas, o mal de altitude pode levar à morte.

Isso acontece porque, à medida que a altitude aumenta e a pressão atmosférica cai, o ar fica mais rarefeito. Assim, a concentração de oxigênio diminui e o nosso corpo sente isso. Para prevenir ou diminuir seus efeitos, é bom evitar fazer movimentos rápidos e esforço físico nos primeiros dias.

Mascar folhas de coca é uma forma bastante eficaz de prevenir o mal de altitude. A forma correta de usar a folha é deixar a erva no canto da boca e sugar o sumo que ela libera quando em contato com a saliva. O uso do chá pode ser mais saboroso e nas farmácias é fácil encontrar pílula para soroche.

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida é só deixar sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Bolívia.

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