Quando ir a Sucre: veja a melhor época para planejar sua viagem

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Atualizado em 27 de setembro de 2022

quando ir a Sucre

Sucre, assim como muitas outras cidades da Bolívia, vai lhe ensinar a lidar com o mal de altitude. A capital constitucional do país fica a 2.710 metros de altitude, cravada entre os picos da Cordilheira dos Andes. Justamente por isso, é importante saber quando ir a Sucre, pois com toda essa altura, nosso corpo pode demorar um pouco para se acostumar.

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Ainda assim, o mal de altitude não é motivo para desanimo – mesmo que cause cansaço às vezes -, já que ir a Sucre, e conhecer a Cidade Branca, é explorar um Patrimônio Mundial da Humanidade cheio de história e cultura.

Eu visitei a cidade em janeiro e peguei dias ensolarados e sem chuva. Mesmo no verão, nos pontos mais altos da cidade e arredores, faz frio pela manhã e à noite – como em Tarabuco, por exemplo. Então, não dispense aquele casaco mais quentinho.

quando ir a Sucre

Quando ir a Sucre

Localizada nos vales da cordilheira central da Bolívia, Sucre é abençoada com um dos melhores climas do país. Devido a grande variedade de altitude no território, o clima entre as cidades bolivianas muda muito. Então, fique atento.

Por aqui, os dias têm temperaturas amenas, com média de 20 graus e as noites são um pouco mais frias. A chuva não é muito frequente, sendo cerca de 82 dias de precipitação por ano.

Verão

A estação mais quente do ano vai de outubro a abril. O verão em Sucre tem clima agradável, céu ensolarado e também maior incidência de chuva.  Nessa época, as temperaturas variam de 21 a nove graus.

Mesmo que os dias mais chuvosos aconteçam neste período, sendo janeiro o mês com mais precipitação, a cidade ainda é considerada boa para visitar o ano inteiro.

Entre outubro e novembro acontece o Festival Internacional de Cultura em Sucre, quando artistas do mundo inteiro aparecem para se expressar e expor seus trabalhos para o mundo. São fotógrafos, músicos e escritores juntos num belo festival cultural.

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Inverno

O frio chega com mais força entre maio e setembro. Esse é o período mais seco do ano, também muito bom para ir a Sucre. A temperatura máxima chega as 23 graus e a mínima a cinco, o que para nós brasileiros, pode ser bem frio.

A estação fria aqui é considerada, apenas, fresca e o céu fica quase sem nuvens também. É raro, mas pode acontecer de cair neve durante o inverno.

INFORMAÇÕES BÁSICAS
VISTO

Brasileiros não precisam de visto para entrar e permanecer no país por até 90 dias. Esse prazo pode ser estendido por mais 90 dias.

DOCUMENTOS

Você pode usar o passaporte, com validade de seis meses, ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.

DINHEIRO

A moeda oficial é o boliviano, representado pela sigla BOB. Veja como usar seu dinheiro na Bolívia.

VACINAS

A vacinação contra febre amarela é obrigatória. Veja como emitir o Certificado Internacional de Vacinação.

SEGURO VIAGEM

O seguro viagem não é obrigatório, mas altamente recomendado. Veja quanto custa o seguro viagem.

COVID-19

Apesar de não ser obrigatório, é recomendado estar vacinado contra covid-19. Veja as regras abaixo

INFORMAÇÕES SOBRE COVID-19

As regras para viajantes vacinados e não vacinados são um pouco diferentes. Por isso, é preciso ter atenção na documentação exigida pela imigração boliviana.

Além de todos os documentos básicos de uma viagem internacional, como passaporte ou carteira de identidade, passagem de ida e volta e comprovante de hospedagem, por exemplo, é preciso ter em mãos os seguintes comprovantes:

  1. Certificado de vacinação contra covid-19 com, pelo menos, duas doses, sendo que a última deve ter sido aplicada, no mínimo, 14 dias antes da viagem – exigido apenas de viajantes vacinados;
  2.  Resultado negativo de teste RT-PCR, feito até 72 horas antes da viagem, ou antígeno (teste rápido), feito até 48 horas antes da partida para a Bolívia – exigido apenas de viajantes não vacinados maiores de cinco anos;
  3. Formulário de Localização de Passageiros, disponível no site da Direção-geral de Aviação Civil – apenas um por família.

De forma geral, viajantes brasileiros não precisam fazer quarentena na chegada ao país, mas é importante estar preparado para que restrições que afetem viagens internacionais entrem em vigor com pouco ou nenhum aviso prévio por parte das autoridades bolivianas.

Você os detalhes das regras Resolución Multi-Ministerial 001, de 27 de abril de 2022.

Apesar de não haver restrições nacionais para covid-19, os departamentos e municípios têm a autonomia para impor restrições em nível local.

Acesse o site oficial para acompanhar os números de casos de covid-19 na Bolívia.

RETORNO AO BRASIL

Viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

SEGURO VIAGEM

Apesar de não ser obrigatório,  viajar sem um seguro viagem com cobertura para covid-19 não é uma boa ideia. 

O custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você também terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

Se você for fazer qualquer atividade de risco – como trekking em vulcões, cruzar o Salar de Uyuni de carro ou conhecer a Amazônia boliviana, por exemplo – o seguro passa a ser essencial para sua viagem. Pode confiar em mim!

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Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

MAL DE ALTITUDE

Se você vai viajar para a Bolívia, já sabe que é importante se prevenir do mal de altitude. Também conhecido como soroche, ele é muito comum em viajantes que se aventuram por regiões próximas a 3.000 metros de altitude.

Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, enjoo, vômito, tontura, cansaço excessivo e mal-estar. Esses são os principais reflexos da dificuldade do nosso organismo em absorver o oxigênio, e, embora seja raro, em condições extremas, o mal de altitude pode levar à morte.

Isso acontece porque, à medida que a altitude aumenta e a pressão atmosférica cai, o ar fica mais rarefeito. Assim, a concentração de oxigênio diminui e o nosso corpo sente isso. Para prevenir ou diminuir seus efeitos, é bom evitar fazer movimentos rápidos e esforço físico nos primeiros dias.

Mascar folhas de coca é uma forma bastante eficaz de prevenir o mal de altitude. A forma correta de usar a folha é deixar a erva no canto da boca e sugar o sumo que ela libera quando em contato com a saliva. O uso do chá pode ser mais saboroso e nas farmácias é fácil encontrar pílula para soroche.

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida é só deixar sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Bolívia.

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