Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes, Argentina e Uruguai

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Atualizado em 24 de julho de 2020

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Danilo de Barros Fonseca, 36, é um servidor público apaixonado por estrada e, sempre que pode, ele e a esposa saem para se aventurar pelo mundo. Deste vez, eles tinham na bagagem um sonho de criança: cruzar o Chile de carro e chegar à Cordilheira dos Andes.

Saindo de São Paulo, eles também passaram pela Argentina e pelo Uruguai.

Neste relato, Danilo compartilha seu diário de viagem e dá dicas para quem está planejando uma jornada semelhante.

“Eu havia planejado essa viagem desde a minha adolescência, por admirar a imponência da Cordilheira dos Andes e, também, por toda a mística de viajar pelo continente sul-americano. Em 2016, provei um aperitivo dessa aventura, indo de Lins, em São Paulo, a Montevidéu” – vagem que compartilhamos em: Uruguai de carro: de São Paulo a Montevidéu.

Três anos depois da viagem ao Uruguai, Danilo consultou a esposa sobre uma nova aventura, mas, dessa vez, seria mais longe, percorrendo Argentina, Uruguai e Chile de carro. Para surpresa dele, a esposa topou.

Preparativos para a viagem

“Pronto! Era o que eu precisava para colocar minha ideia em prática. Revisei nosso carro, Nissan Kicks 2018, me informei sobre o seguro Carta Verde, sobre o Soapex – seguros obrigatórios – e também sobre os demais itens obrigatórios, como extintor de incêndio e cabo rebocador”.

A Carta Verde é o seguro obrigatório para circular na Argentina e no Uruguai. O Soapex é exclusivo para rodar nas estradas chilenas. Todos devem ser emitidos por um corretor de seguro.

O Soapex custou cerca de R$ 44 e a Carta Verde saiu por R$ 70. Sem esses documentos, ninguém pode dirigir nos países vizinhos.

“Orações feitas, malas prontas e férias autorizadas pelo chefe, era hora de pegar a estrada.”

Viagem ao Chile de carro

O mapa da viagem já estava estabelecido. Com tudo bem planejado, eles partiram para uma expedição cortando a América do Sul de leste a oeste, vencendo os desafios da Cordinheira, como o mal de altitude.

Os detalhes, os nossos amigos viajantes contam a partir de agora.

Diário da viagem ao Chile de carro

DIA 1

Após um dia inteiro de trabalho, decidi que sairíamos naquela noite, para aproveitar nossos 17 dias de férias ao máximo. Então, partimos de Lins, em São Paulo, dirigimos até Campo Mourão, no Paraná.

Cansado, não quis arriscar ir além dos 470 quilômetros já rodados.

DIA 2

Acordamos bem dispostos e com fome de asfalto.

Partimos de Campo Mourão direto até Puerto Iguazu, na Argentina. Essa cidade argentina é vizinha à Foz do Iguaçu, onde abastecemos o carro, fizemos algumas compras no free shop, mas deixei pra ver as cataratas na volta da viagem.

Neste ponto eu faço uma observação: inicialmente, eu tinha planos para fazer o trecho de ida pelo Paraguai, passando por Assunción, mas, em contato com outros viajantes, não me recomendaram adentrar no interior do Paraguai pela chance de ser exigida propina para seguir viagem, por parte da polícia paraguaia.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Quero deixar registrado o meu respeito pelo povo paraguaio, mas, como não aceito tal comportamento e não compactuo com nenhum tipo de corrupção, preferi excluir as estradas paraguaias do meu passeio.

Ainda no segundo dia de viagem, após almoçarmos no free shop de Puerto Iguazu, seguimos pela ruta RN-12 para a cidade de Corrientes, na Argentina.

Chegamos no meio da noite, depois de um trajeto tranquilo, com pedágios baratos e boa pavimentação da estrada.

Rodamos 933 quilômetros e dormimos no Hotel Orly.

DIA 3

Acordamos em Corrientes, uma cidade obrigatória para quem curte pescaria, com muitas lanchas e barcos para alugar.

Depois de tomarmos café no hotel e fomos até o estacionamento buscar o carro. Saímos e aproveitamos para fazer umas fotos no rio Paraná, que faz divisa com a cidade de Resistência e tem uma ponte muito bonita e então partimos com destino à Salta, no Norte da Argentinca, no pé da Cordilheira dos Andes.

Aqui quero deixar outra dia importante: todo hotel que ficamos tinha que ter estacionamento incluído na diária. A gente usa o filtro da pesquisa para só mostrar lugares com vaga por carro.

Há um trecho muito ruim de asfalto, na cidade de Monte Quemado, e é preciso ter atenção para não deixar o pneu por aquelas bandas.

Monte Quemado foi nossa parada para abastecer e almoçar, de lá, seguimos para Salta, chegando no fim da tarde.

Deixamos as malas no hotel e fomos conhecer a cidade. Tomei uma cerveja Salta no centro e fomos a um restaurante animado, La Casona del Molino, onde comi uma autêntica parrija argentina, ouvindo música local ao vivo e bebendo uma cerveja artesanal boa demais.

A noite estava boa: hermanos e hermanas simpáticos, nota 10. Um lugar para sair alegre, bem alimentado e um pouco bêbado.

Contabilizamos 860 quilômetros neste dia e dormimos no Hotel Aybal.

DIA 4

Durante o café da manhã no hotel em Salta, estava decidindo se iríamos ficar mais um dia em Salta para dar uma volta no trem que existe na cidade e leva à um passeio pela montanha, mas requer pelo menos cinco horas de tempo (translado pra chegar na estação) e eu iria subir nas montanhas da Cordilheira dos Andes com meu próprio carro, então decidimos partir rumo ao Chile.

Passamos por Jujuy e chegamos umas duas horas da tarde em Purmamarca, parada obrigatória para subirmos no Cierro Siete Colores a pé e almoçarmos nessa cidade que é um graça, no meio da montanha.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

A partir daqui, dirigi na estrada mais incrível, mais fascinante da minha vida: a ruta 52, em direção ao Paso de Jama, que é a divisa da Argentina com o Chile.

Curvas fechadas, penhascos, salinas belíssimas, vista incrível e altitude subindo, subindo, ao ponto do plástico da garrafa de água ir amassando sozinha no console do carro.

Não precisamos mascar folha de coca, nem sentimos os efeitos da altitude de quase 5.000 metros.

Eu tenho um preparo físico regular, não sou sedentário e faço corrida de rua duas vezes na semana e minha esposa também, mas não posso negar que vi pessoas com mal estar e ânsia de vômito durante as paradas nos mirantes da estrada.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Enchemos o tanque do carro no último posto argentino – depois só em San Pedro do Atacama, no Chile -, chamado Pastos Chicos.

Chegamos na aduana chilena às 16h e, mesmo sendo outubro, um vento gelado cortando firme, e o policial revistou as malas  – não pode entrar com frutas, nada in natura no Chile -, revisou os documentos e nos liberou.

Entramos no Chile de carro e seguimos para San Pedro. No meio do deserto do Atacama, a estrada estava repleta de gelo e cheia de lhamas, lindas demais. Chegamos no começo da noite, depois de rodar 448 quilômetrosa, e dormimos no Hostal Katchi.

DIA 5

Ficamos dois dias em San Pedro de Atacama, no Chile e, então, fomos a pé no centro da cidade para fecharmos pelo menos dois passeios.

Fui com o carro mesmo nas Termas de Puritama: água termal, quentinha, no meio das montanhas, mas tem que levar roupão – nós não levamos e trememos de frio ao sair de dentro da água, mas valeu a pena.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Também fomos na Laguna Cejar, um lagoa de sal onde você não afunda, fica flutuando.

A noite fomos com à Camera Objetiva, mas o céu não estava tão favorável para as famosas fotos com o céu estrelado, mesmo assim, o Atacama é incrível.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

DIA 6

Tiramos o gelo da janela do carro e partimos de manhã de San Pedro. Pegamos a Ruta 5, Panamericana e uma puta tempestade de areia. O Nissan balançou bem, mas não arredou pé, ou melhor, a roda.

Paramos em Antofagasta, cidade litorânea banhada pelo Oceano Pacífico, muito bonita e grande, onde abastecemos, comemos e partimos em direção a Copiapó, também no Chile.

Acho que fui um pouco exagerado na rodagem nesse dia, não curto dirigir a noite em lugares que não conheço, ainda mais num país diferente e para dificultar um pouco, tem buracos bem grandes na pista.

Por outro lado, independente de sua religião, por todo o trajeto havia centenas de pequenos mausoléos em homenagem a Difunta Correa, com milhares de garrafas de água ao redor, procurem saber a sua lenda.

Chegamos intactos, quase 10 da noite em Copiapó, depoos de 855 quilômetros e dormimos no  Hhotel Montecatini.

DIA 7

17 de outubro, meu aniversário. Acordei animado, fomos num mercado local, pegamos algo para subistituir o almoço, pois nem queria parar pro almoço.

Queria comemorar meu aniversário em Viña del Mar, no Chile, chegar durante a tarde era minha meta.

Só paramos em La Serena para abastecer e bater um papo com um policial chileno, aliás a polícia chilena é muito simpática, até tirei uma foto na moto dos carabineros de chile.

Enfim, chegamos em Viña del Mar e fomos direto para a região vizinha do cassino, lá comemoramos meu aniversário com estilo:  todo orgulhoso de já ter completado mais de 4.000 quilômetros de viagem.

Depois do jantar, fomos para a vizinha Valparaiso, onde fiquei num hotel, que era uma casa enorme antiga, sensacional, e o proprietário ainda nos presenteou com mais vinho. Sr. Claudio era  gente boa demais!

Rodamos 775 quilômetros e dormimos no Hotel Boutique Sutherland House.

DIA 8

Café da manhã bom demais, quase colonial, pegamos umas dicas de ônibus urbano, muito barato e fomos fazer um mochilão de um dia por Viña del Mar e depois Valparaiso, duas cidades bem bonitas, vale muito a pena.

Fomos conhecer o cassino, o relógio de flores, fomos no shopping local e em Valparaiso fomos em umas das casas que foi de Pablo Neruda, hoje um museu em sua homenagem.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Chegamos no fim da tarde ao hotel e fomos para a capital, Santiago.

Como toda cidade grande, o trânsito é um pouco pesado, mas nada que tire paciência e fomos para o nosso hotel. Deixamos o carro lá e fomos de Uber para o restaurante Como Água para Chocolate. Sensacional!

Voltamos de madrugada e, depois de rodar 130 quilômetros, dormimos no Reyall HB Providencia.

DIA 9

Nosso hotel era muito bem localizado. O bairro Providencia é um local muito elegante de Santiago, perto de tudo, então, pegamos as bicicletas disponíveis no hotel e fomos conhecer o pedaço.

Na volta, pegamos o metrô até o centro de Santiago, onde vimos o Mercado Municipal, o mirante do Cerro San Cristobal, o Palácio do Governo e o Museu, tudo isso a pé e dá pra fazer tudo pela manhã e de tarde.

Á noite fomos ao Jumbo, mercado localizado dentro do Shopping Costanera.

Comprei vinho e azeite – baratos de mais –  tudo com acidez abaixo de 0,3,e uma cerveja chamada Austral Cafayate, de figo, muito boa. Vale a pena comprar no mercado. É mais baratos os vinhos que nas vinícolas.

DIA 10

Tomamos café e fomos de carro conhecer a vinícola Concha y Toro. Fomos sem reserva mesmo, como não era alta temporada e, em meia-hora, compramos os ingressos para o tour e já entramos.

Meu, que estrutura!

Sei que existem mais vinícolas, algumas bem exclusivas, que precisam de reservas com um mês de antecedência, mas não sou especialista e já me bastou conhecer a Concha y Toro, além disso eu ainda irei conhecer outras vinícolas em Mendoza, na Argentina.

Saímos do tour e fomos de carro para o Represa El Yeso, nas margens do rio Maipo: a montanha estava coberta de neve, uma coisa linda.

Voltamos para Santiago e todo esse trajeto não deu mais que 130 quilômetros, contando ida e volta.

DIA 11

Partimos de Santiago pela manhã e tomamos o rumo para Mendoza, na Argentina, pela estrada los caracoles, cheia de curvas e neve, até que chegamos ao Paso Libertadores, que é a aduana na divisa entre Chile e Argentina.

Finalmente, estávamos saindo do Chile de carro.

Deixamos o carro no hotel em Mendoza, no fim da tarde, e fomos a pé até um dos barzinhos.

Mendoza foi uma das cidades que mais gostei, organizada, limpa, bonita e agitada. Jantamos e voltamos para o hotel San Lorenzo Apartments depois de rodar por 362 quilômetros.

DIA 12

Acordamos e fomos conhecer as vinícolas. A primeira foi a famosa Bodega Chandon, que tem uma de suas filiais na América do Sul.

Que passeio legal! Lugar cheio de história, bonito e ainda você paga de gatão com vinho e espumante Chandon por um preço acessível, bem mais barato que em qualquer free shop ou mercados brasileiros.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Saímos da Chandom e fomos na vinícola Belasco de Baquedano, onde também fizemos o tour e jantamos com menu harmonizado: que coisa gostosa, meu!

Uma fartura enorme de comida: várias entradas e pratos, sobremesa, tudo acompanhado com o vinho correto, programa romântico que não pode faltar.

Eu precisava fazer essa média com a patroa, né? Afinal, ela estava firme e forte no rolê, sem reclamar das distâncias percorridas. Já pensou, só os dois no carro e ficar um brigando com outro?

DIA 13

Noite de sono bem aproveitada, disposição a mil, partimos de Mendoza rumo à Santa Fé, na Argentina.

Seguindo pela rutas 7 e 158, paramos em Rio Cuarto para abastecimento e almoço,chegando a Santa Fe no começo da noite.

Fiz uma sauna caprichada no hotel – aliás paguei muito barato na diária: menos de R$ 100 o casal – e não acreditei no tamanho da estrutura. Acho que foi o melhor custo benefício que já vi em hospedagem

A seleção de futebol da Argentina já treinou e ficou concentrada no hotel e tem um monte de fotos do Messi.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Saímos à noite para conhecer a cidade de Santa Fé, fomos numa choperia e depois numa confeitaria onde eu comi o alfajor mais gostoso da minha vida: Confitaria las Delicias. Compre umas duas caixas do alfajor Gayali, porque vai ficar com gosto de quero mais.

Rodamos 930 quilômetros e dormimos no Colon Hotel de Campo Resort & Spa

DIA 14

Saímos de Santa Fe pela manhã, pegamos a ruta 168 e depois a 18, atravessamos a divisa da Argentina com o Uruguai e fomos até Termas Del Dayman, cidadezinha uruguaia pequena, mas muito gostosa, com um parque termal, onde ficamos até à noite, pois chegamos por lá bem no começo da tarde.

Chile de carro: aventura pela Cordilheira dos Andes

Aproveitamos o dia todo e, à noite, fomos passear em Salto-Uru, cidade um pouco maior.

Você deve saber que, no Uruguai, o consumo de maconha é legalizado e a erva é vendida em farmácias. Esta é a segunda vez que visito  o Uruguai, país de povo tranquilo demais, gente boa.

Rodamos 400 quilômetros e dormimos no Hotel Village Termas de Dayman.

DIA 15

Saímos de Dayman pela manhã, paramos em Bella Union-Uru, onde tem um free shop bem completo e vale a parada.

Entramos no Brasil em Barra do Guaraí e comemos numa churrascaria.

Seguimos por Uruguaiana, via BR-472 até São Borja, no Rio Grande do Sul, cidade onde nasceram os nossos presidentes Getúlio Vargas e João Goulart, conhecida por mim nos livros de história. Então, fiz questão de visitar.

Em São Borja, compensa entrar novamente em solo argentino, mesmo com pedágio custando quase R$ 55 para carros brasileiros, pois a distância até Foz do Iguaçu fica bem menor do que ir pelo Brasil.

Chegamos em Foz do Iguaçu, no Paraná, no meio da noite, bem cansados. Foram 750 quilômetros de viagem e dormimos no Hotel San Rafael.

DIA 16

Acordamos em Foz do Iguaçu. Deixei o carro no hotel e fomos de ônibus, bem barato  – cerca de R$ 4, por pessoa – até Ciudad del Este, no Paraguai. Minha esposa aproveitou para comprar maquiagem, perfumes, enfim… para muambar.

À noite, fomos jantar em Foz e dormir para aproveitar nosso penúltimo dia de viagem.

DIA 17

De volta pra casa! Saímos de Foz, com uma ponta de melancolia, talvez pelas férias que se acabavam, mas orgulhosos de termos vividos juntos essa experiências únicas, que além da poeira, dos azeites, das cervejas, dos vinhos, das azeitonas, dos alfajores que carregávamos na bagagem, trazíamos conosco a emoção de cada quilômetro rodado em terras estrangeiras.

Os 800 quilômetros que separam Foz do Iguaçu de Lins, onde moramos, foram poucos que nem vi passar. Nós dois íamos relembrando tudo e saboreando cada detalhe da viagem.

Saldo da viagem ao Chile de carro

Danilo, na companhia de sua esposa, rodou quase 9.000 quilômetros e realizou  seu sonho de infância, de moleque que aprendeu a dirigir aos 13 anos na Variant II do pai, tamanha vontade que tinha de guiar um carro por aí.

Ele realizou seu sonho de chegar ao Chile de carro e passou por outros dois países e mais de 20 cidades, sem contar os vilarejos e pequenos povoados.

Veja outras viagens de carro

Gostou do roteiro do Danilo? Se ficou com algum dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo e aproveite para ler outros relatos de viagem de carro.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um viajante apaixonado pelas coisas desse mundo. Um jornalista que adora contar boas histórias e compartilhar informações de viagem. Meu propósito de vida é ajudar outras pessoas a conhecerem lugares novos e a viverem experiências inesquecíveis.

3 Comentários

    • Altier Moulin

      Oi, Wander.

      Creio que sim. Talvez vc precise fazer uma quilometragem menor por dia e evitar o período de chuva e neve.
      Depois nos conte como foi.

      Um abraço.

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