Aventura em La Paz: como é descer a Estrada da Morte de bicicleta

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Atualizado em 5 de setembro de 2021

Como é descer a Estrada da Morte

Se você está procurando um pouco de adrenalina em sua viagem pela Bolívia, descer a Estrada da Morte de bicicleta é tudo o que você precisa. Considerado um dos passeios mais incríveis da região de La Paz, essa estrada pitoresca tem paisagens, curvas e abismos impressionantes, e o grande barato aqui é fazer o downhill, descendo de 4.200 a 1.200 metros, percorrendo um total de 75 quilômetros.

A estrada, que tem o título de mais perigosa do mundo, já foi concorrida por carros, ônibus e motos que se espremiam na estreita rota. Atualmente, a Estrada da Morte não é mais tão utilizada por veículos, já que outra rota foi construída como alternativa mais segura.

Entretanto, mesmo de bicicleta, a estrada é perigosa e já registrou acidentes graves. Mas basta que você siga as instruções e não abuse da velocidade para que seu passeio termine sem imprevistos, pois ele é planejado para garantir sua segurança.

A Aline Cristina Firmino, de São Paulo, e o João  Bittencourt, de Roraima, fizeram a descida na Estrada da Morte. Leitores do blog, eles toparam contar como foi essa aventura e, claro, deixaram suas dicas para quem quer viver essa experiência.

O João conta que foi de van até La Cumbre del Cristo, onde começa a descida de bicicleta pela Estrada da Morte, e que a primeira parte é feita no trecho asfaltado e, por isso, tem trânsito moderado de carros e caminhões.

Essa é a parte em que alcançamos maior velocidade. Em alguns trechos, chegamos a 60 km/h. Depois, a rodovia começa a subir e, então, voltamos para a van que segue a gente o tempo todo como carro de apoio”, lembra.

Como é descer a Estrada da Morte

Na subida, todos entram na van, como conta João, até a parte onde a rodovia não é asfaltada. É aqui que a adrenalina vai lá no alto. A Aline lembra como foi divertido passar por esse trecho da Estrada da Morte.

Toda parada era momento de escutar o guia falando das mortes que ocorreram naquele trecho, justamente para salientar a importância do cuidado. Tínhamos que ser muito cautelosos com cada pedregulho na estrada, pois um erro poderia ser fatal”, conta.

A descida termina no povoado de Coroico, a 1.700 metros de altitude, onde os nossos amigos aventureiros puderam presenciar o dia a dia de uma comunidade tradicional boliviana.

Cuidados essenciais

Para ser divertido e seguro, você precisa tomar alguns cuidados na hora de descer a Estrada da Morte. A primeira delas é contratar uma empresa que tenha experiência e equipamentos em bom estado. As empresas que os nossos amigos viajantes indicam é a X Treme Down Hill e a Gravity Bolivia. No preço do passeio, estão inclusos os equipamentos, fotos e vídeos, lanche no meio do passeio e almoço no final.

Outro ponto importante é se vestir apropriadamente. Geralmente, as empresas oferecem macacões, luvas e capacete, itens essenciais para sua segurança. Mas um fator que pode lhe perturbar é o frio.

Como é descer a Estrada da Morte

No inicio, a 4.700 metros de atitude, o frio é muito grande, e as paisagens com neve predominam, mas, à medida que vamos descendo, a temperatura vai aumentando e a floresta amazônica vai mostrando a sua cara”, lembra João.

Como a variação de temperatura é grande e como o seu corpo se aquecerá por causa da atividade física, o ideal é que você use três camadas de roupa. Assim, você pode tirá-las de acordo com o clima.

Como é descer a Estrada da Morte

Descer a Estrada da Morte

Aline conta que não é uma viajante aventureira e que está acostumada com atividades mais tranquilas, porém, motivada pela amiga, ela topou descer a Estrada da Morte e não se arrependeu.

A paisagem é incrível! Fomos em julho, portanto o frio estava um pouco intenso pela manhã. E por causa da altitude, o corpo estranhou um pouco. Mas a sensação é única: um misto de liberdade, medo, felicidade. Um momento de bastante temor foi retornar de ônibus pela estrada, pois estava chovendo e com muita neblina. Só o ônibus cabia na estrada, e ver da janelinha o penhasco foi tenso”, conta.

João, por outro lado, encoraja os mais medrosos. “O guia sempre anda de acordo com o ritmo do mais lento. Então, não precisa ser veloz, pois não estamos disputando uma corrida. O passeio deve ser apreciado nos seus mínimos detalhes, já que a paisagem é belíssima”, sugere.

Como é descer a Estrada da Morte

INFORMAÇÕES BÁSICAS
Visto | Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias.
Documentos | Você pode usar o passaporte ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos.
Dinheiro | A moeda oficial é o boliviano, representado pela sigla BOB. Veja como usar seu dinheiro na Bolívia.
Vacinas | A vacinação contra febre amarela é obrigatória. Saiba como solicitar o certificado.

SEGURO VIAGEM

Nem todos os países têm um sistema de saúde público e gratuito. Na verdade, na maioria deles, viajantes estrangeiros não têm acesso a assistência médica gratuita. Por isso, é muito importante ter o seguro internacional de saúde – também chamado de seguro viagem. No caso da Bolívia, o  seguro viagem passou a ser obrigatório  depois da pandemia de covid-19.

O custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

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Você já imaginou quanto custa um tratamento médico para esses casos em outros países? Dependendo da gravidade, o atendimento pode custar milhares de dólares, podendo gerar sérias dificuldades financeiras para você e seus familiares para o resto da vida.

Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

Veja mais dicas da Bolívia

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida é só deixar sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Bolívia.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

4 Comentários

  1. Estive aí na semana passada, realmente é um dos visuais mais belos que já vi. E sim, a estrada é sinuosa,exige respeito, cautela e atenção triplicada. Quando descemos por Coroico, pegamos um visual incrível e tenso com muitas chuvas e lama. Quase houve uma baixa em nossa equipe, que ao escorregar em direção ao precipício foi salva pelo guia que a agarrou pela perna quando já estava com busto do lado do abismo. É seguro, porém a adrenalina e os riscos são constantes. Além de, a equipe de guias e as bicicletas serem extremamente preparados justamente para a sua segurança. A equipe que nos guiou foi a excelente NO FEAR.

      • Sinistro é a palavra que define bem. Passagens estreitas, a estrada parece não ter fim pois são horas de bike descendo a montanha e nenhum trecho plano ao lado. Precipícios o tempo todo. Se quiser uma força, basta entrar em contato que conto pra você alguns relatos de carro pela interoceanica ate macchu picchu e de avião até la paz. Somos do Acre, poucos sabem, mas como você já esteve aqui, deve imaginar…partindo da fronteira bolivia pelo aeroporto de Cobija através de voos baratíssimos você chega a La Paz e de lá, caso queira, ganha o mundo, pois o aeroporto de El Alto tem voos que atravessam o oceano até a Europa também. Pessoas que moram em nossa região não fazem ideia do acesso e facilidades que temos em relação a viagens

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