Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

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Atualizado em 19 de março de 2018

As tropas alemãs alcançaram a região onde hoje é a Eslováquia no início do maior conflito armado que o mundo já viveu. Isso foi em 1939. Ainda hoje, você pode visitar lugares que vão lhe fazer entender melhor como era Bratislava na Segunda Guerra.

Essa complexa história começa por causa da influência que Adolf Hitler exercia sobre os países da Europa Central. Nessa região, o chefe do partido nazista comandou a divisão da antiga Tchecoslováquia. Uma parte era composta pelas províncias Moravia e Bohemia, e à outra foi permitido escolher entre ter o território dividido pela Polônia e pela Hungria. Ou, se tornar um país independente.

Os políticos eslovacos escolheram começar uma nova nação, e Bratislava, a maior cidade do território, foi eleita a capital. Só que o novo país teve vida própria por apenas seis anos, tempo que durou a guerra. Logo depois as regiões foram reunificadas como antes, mantendo o nome de Tchecoslováquia. A nova separação só aconteceu décadas mais tarde, com o fim do comunismo. Assim, surgiram a República Tcheca e a Eslováquia.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

O escultura do soldado que lembra os tempos de guerra.

No período em que a Eslováquia era aliada da Alemanha, milhares de tchecos e judeus foram expulsos do país. Muitos perderam a vida nos campos de concentração.

Antes que a guerra terminasse, com a libertação de Bratislava pelo exército soviético, em junho de 1944, as forças aéreas norte-americanas bombardearam a cidade e seus arredores. A destruição foi grande. Até mesmo os pequenos vilarejos do país tiveram que começar a enviar soldados para a guerra.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

O Slavin é o maior memorial da Segunda Guerra construído na Eslováquia.

O memorial da guerra

O lugar mais emblemático dessa triste história se chama Slavin. Slavin fica em uma pequena colina rodeada de mansões e representações consulares, perto do centro de Bratislava.

Esse memorial, inaugurado em 1960, comemora a libertação do país e o fim das atrocidades cometidas pelos nazistas alemães e eslovacos. Ele também lembra os milhares de soldados soviéticos que lutaram para proteger a cidade.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

A escadaria solene que nos leva ao memorial.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

Os nomes de todos os soldados soviéticos mortos no país.

Esta é uma magnífica obra de arquitetura do governo comunista, que comandou o país até o fim da Guerra Fria, em 1989. A construção tem certa similaridade com outros prédios erguidos na Europa, durante esse período, como o Palácio da Cultura e da Ciência, em Varsóvia, na Polônia.

Construído sobre um antigo cemitério, o monumento abriga os restos mortais dos soldados. No topo de uma coluna, a imponente escultura de um combatente soviético com onze metros de altura.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

A bela construção do governo comunista.

O complexo de Slavin é composto por vários elementos. A visita começa pela escadaria solene, que vai nos conduzindo à essa parte triste da história mundial a cada degrau. No final da escada, estão 278 sepulturas individuais e uma cova coletiva com os restos mortais de 6.845 soldados soviéticos.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

A cova coletiva com mais de 6.800 soldados.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

São 278 sepulturas individuais.

Na área central, fica o salão solene, que tem várias estátuas e um sarcófago simbólico esculpido em mármore branco. É nesse edifício que fica o obelisco de quase 40 metros onde está a enorme estátua do soldado. Do lado de fora, nas paredes, estão gravadas as datas de liberação de vários lugares do país, que aconteceu entre os anos de 1944 e 1945.

Na área do Slavin, também há várias estátuas de artistas eslovacos famosos, como Jan Kulich, Tibor Bartfay e Jozef Kostka. Além de toda a beleza do lugar, daqui dá para ter uma vista bem legal de Bratislava.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

Uma das paredes externas do salão central.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

O soldado de onze metros que fica no topo do obelisco.

Slavin: Bratislava na Segunda Guerra

Uma das várias esculturas do complexo.

Conheça o memorial de Bratislava na Segunda Guerra

Quanto custa | A entrada no complexo de Slavin é gratuita.

Quando ir | Você pode visitar o memorial todos os dias do ano. No dia 4 de abril, quando se comemora a libertação do país, acontecem cerimônias públicas.

A Eslováquia tem um inverno frio, com muita neve, e um verão ameno, mas bastante chuvoso. O melhor período para visitar o país é na primavera, entre maio e junho, e no outono, entre setembro e outubro.

Quem leva | Se você quiser entender melhor tudo o que está neste espaço, contrate um passeio guiado. Vejas as opções e faça suas reservas.

Como chegar | O memorial e cemitério de Slavin fica a quase quatro quilômetros da Cidade Velha, no distrito consular, e para chegar aqui você pode pegar os bondinhos da linha 203 e descer na última parada. Depois, caminhe por apenas 500 metros pelas ruas Vinárska e Pažického.

Onde ficar | O coração da capital eslovaca é a Cidade Velha, e ficar aqui faz toda a diferença, especialmente se você tiver pouco tempo. Eu escolhi as melhores opções para ajudar você a decidir e, por isso, sugiro que você leia Onde se hospedar em Bratislava.

Visto e Documentos |Brasileiros não precisam de visto para entrar na Eslováquia, mas é preciso apresentar o passaporte com pelo menos seis meses de validade e um seguro viagem específico para países europeus.

Informações importantes | Para planejar sua viagem à Eslováquia com mais segurança, eu sugiro que você leia Eslováquia: informações que você precisa saber.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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