Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

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Atualizado em 14 de junho de 2018

Para quem é apaixonado por futebol e até mesmo para aqueles que só se lembram do esporte a cada quatro anos, visitar o Museu da Seleção Brasileira é um programa muito interessante. Afinal, nós estamos falando da única seleção que participou de todas as edições da Copa do Mundo e, também, daquela que conquistou o maior número de títulos mundiais. Foram cinco: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

A Casa do Futebol Brasileiro fica no Rio de Janeiro e abre suas portas todos os dias para receber visitantes do mundo inteiro e a entrada custa R$ 20.

No mesmo prédio, funciona a parte administrativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Isso significa que tudo passa por aqui. Desde as decisões do dia a dia, até as definições de escalação do time. Mas, é nas salas do moderno Museu, que a gente conhece e relembra a história do time, dos craques e de suas incontáveis conquistas.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

A primeira sala do museu já entrega o que nos espera na visita.

Uma paixão nacional

Nas primeiras salas, a gente entende um pouco como o futebol mexe com a autoestima do brasileiro e como o mundo nos reconhece como os melhores: aliás, quem nunca viajou para outro país e ouviu elogios aos nossos jogadores?

Nesta parte, o Museu da Seleção Brasileira é bem tecnológico, com vídeos bem produzidos e um visual super moderno. Não é nada semelhante àqueles museus que a gente tem que ficar lendo as coisas para entender, sabe? É tudo muito didático e empolgante.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Vídeos mostram um pouco da história da seleção e do futebol no Brasil.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

A cada frame a gente se reconhece nessa história.

Na sala seguinte, ficam os uniformes usados pela Seleção em toda a sua história. Alguns deles, originais, usados e autografados pelos jogadores, como Raí e Pelé. A propósito: você sabia que os nossos dois primeiros uniformes eram brancos?

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

A sala com os uniformes usados pela Seleção.

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A camisa usada e autografada por nosso maior jogador.

Logo depois, a gente entre em uma sala enorme cheia de troféus recebidos pela Seleção. Alguns deles foram conquistados em competições, mas a maioria foi oferecida por outras seleções e países em casos de jogos amistosos, por exemplo.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Os muitos troféus recebidos pela Seleção.

No próximo ambiente, a gente passa por um corredor onde estão expostas bolas de cada estado brasileiro. É muito interessante perceber como o futebol une o brasileiro. Das tribos indígenas do Amapá, aos gaúchos do Rio Grande do Sul, a cada passo, a gente percebe que isso está em nossa alma.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

O futebol faz parte da vida do brasileiro.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Neste corredor, exemplares de bolas de cada estado brasileiro.

Há ainda salas onde podemos ouvir narrações dos gols da Seleção, assistir partidas usando óculos de realidade aumentada e até tirar uma foto para aparecer no mosaico que forma a imagem da Seleção.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Há muitos elementos interativos no Museu.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Cheio de tecnologia, ele agrada a todos os públicos.

Antes de sair, a gente ainda passa por uma loja com produtos oficiais da Seleção. Eu achei as coisas um pouco caras, mas é uma opção. Uma camisa oficial, usada na Copa de 2018, custa R$ 249,90.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Antes de sair do Museu, a gente visita uma loja com produtos oficiais.

A taça do mundo é nossa

Na sala mais fotografada do museu, ficam expostas as réplicas das cinco taças conquistadas pelo Brasil. Desde a famosa Jules Rimet, que o Brasil conquistou definitivamente quando se tornou o primeiro tricampeão mundial, em 1970, até as mais recentes, conquistadas em 1994 – é tetra! – e em 2002.

Talvez, você não saiba, mas há dois fatos curiosos sobre as taças que o Brasil conquistou. A primeira curiosidade é que os troféus originais só ficam com a CBF por um ano. Depois desse tempo, eles são devolvidos à Fifa.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

A sala com os troféus conquistados em cinco Copas do Mundo.

O segundo fato curioso – e triste – é que a Jules Rimet original foi roubada do antigo Museu da Seleção em 1983. Só que, em 1966, a taça já tinha sido furtada e recuperada pela polícia de Londres. Infelizmente, para frustração do brasileiro, dessa vez, o troféu não foi recuperado, pois já tinha sido derretido pelos ladrões quando a polícia os encontrou.

Programe-se para visitar o Museu da Seleção Brasileira

Quanto custa | O ingresso custa R$ 20, estudantes de qualquer idade pagam meia-entrada, mas é preciso apresentar a carteira estudantil.

Crianças menores de seis anos, pessoas com necessidades especiais e professores da rede pública não pagam.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

O museu funciona todos os dias do ano, exceto no Natal e no Ano Novo.

Quanto ir | O Museu da Seleção abre todos os dias, das 10h às 18h, sendo que a última entrada é permitida somente até 17h30. Os únicos dias que o museu não funciona são Natal e Ano Novo.

Como chegar | O Museu da Seleção Brasileira fica na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ao lado do Barra Shopping (Avenida Luis Carlos Prestes, 130). Para chegar aqui, você pode usar as linhas de ônibus 169, 181, 301, 303, 308, 309, 315, 316, 345, 361, 415T, 465, 690, 692, 693, 700, 701, 753, 765, 806, 832, 844, 886, 887, 889, 2018, 2329 e 2918, ou o BRT descendo na estação Lourenço Jorge. Para quem vem de carro, o Museu tem estacionamento gratuito.

Como é visitar o Museu da Seleção Brasileira

Fachada do prédio da Confederação Brasileira de Futebol.

Onde ficar | Se você está procurando um lugar para se hospedar no Rio de Janeiro, eu selecionei ótimas opções em diversas áreas da cidade. Você pode ver tudo em: Onde se hospedar no Rio de Janeiro.

Minha viagem teve o patrocínio de S2 Rio.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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