10 curiosidades sobre Machu Picchu: histórias da cidade perdida dos incas

Atualizado em 27 de outubro de 2022 – 7 min de leitura
10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Maria Camila Castan

A cidade perdida dos incas é um dos destinos mais desejados do Peru, mas o que talvez você não saiba é que existe uma lista enorme de curiosidades sobre Machu Picchu – eu vou contar algumas que vão deixar você de queixo caído.

Para você ter uma ideia do simbolismo e do quando este lugar é enigmático, a aclamada atriz Fernanda Montenegro disse que “existe um antes e um depois na vida de qualquer pessoa que visita Machu Picchu”.

Neste artigo, eu vou explicar sobre:

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Machu Picchu fica em uma montanha, a 2.400 metros de altitude, encravada na Cordilheira dos Andes e foi por causa dessa localização que a cidade não foi alcançada e destruída pelos invasores espanhóis, no século 16.

A cidadela foi construída por ordem do imperador Pachacuti a partir de 1420, mas sua sua descoberta oficial só se deu em 1911. Desde então, surgiu um mundo de mistérios e curiosidades sobre Machu Picchu.

1. Ficou esquecida no tempo

Os espanhóis nunca chegaram a Machu Picchu e a cidade permaneceu esquecida até 1911, e por isso foi apelidada de “cidade perdida dos incas”.

Mas o fato é que a população peruana já tinha conhecimento de Machu Picchu e foram justamente os moradores da região que mostraram as ruinas para Hiram Bingham, professor da Universidade de Yale e grande arqueólogo norte-americano. Foi ele quem oficializou o apelido de Machu Picchu em seu livro “A cidade perdida dos incas”.

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Alex Azabache

2. Teve seus tesouros explorados

Embora a descoberta oficial só tenha acontecido em 1911, há vários registros de pessoas que tiveram algum contato com as ruínas – que mais tarde saberíamos se tratar de Machu Picchu. O primeiro relato é do espanhol Baltasar de Ocampo, que disse ter visitado uma suntuosa fortaleza construída no topo de uma montanha do vale do rio Urubamba, hoje território peruano. Anos mais tarde, em 1865, o naturalista italiano Antonio Raimondi andou pelas ruínas e relatou que estava em uma região de difícil acesso e extremamente pouco povoada.

Há, ainda, uma versão bem cabulosa que é uma das curiosidades sobre Machu Picchu. De acordo com os estudiosos, Machu Picchu teria sido descoberta pelo empresário alemão Augusto Berns em 1867, mais de 40 anos antes da descoberta oficial. Segundo estudos ainda em andamento, o empresário explorou e vendeu toda a riqueza encontrada nas ruínas para colecionadores europeus e norte-americanos com o aval do governo peruano da época, que cobrava 10% sobre todo o lucro.

3. Protegida por estratégia de guerra

Machu Picchu só ficou escondida todo esse tempo porque os próprios incas a protegeram durante a invasão espanhola. Diante dos ataques inimigos, toda a população foi retirada da cidade – assim como tudo que foi possível – e os acessos ao vale do rio Urubamba que levavam à cidade sagrada foram bloqueados.

Foi uma tática de guerra muito inteligente e graças a ela nós podemos ver a preciosidade da cultura inca, preservada nas ruínas de Machu Picchu, que começaram a ser restauradas quase que imediatamente depois de sua descoberta. Hoje, é um dos lugares mais visitados do mundo.

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Dominique Muller

4. Foi descoberta por acaso

A redescoberta de Machu Picchu se deu de forma nada planejada. É que, na verdade, o arqueólogo norte-americano Hiram Bingham estava em busca de outro tesouro: a lendária Vilcabamba, cidade construída em 1539 para abrigar os incas que haviam sobrevivido ao massacre cometido pelos espanhóis – ela foi totalmente destruída em 1572.

Só que no caminho que supostamente o levaria a Vilcabamba, o arqueólogo obteve informações a respeito de umas ruínas no alto de Machu Pichhu. Subindo encostas íngremes em meio à vegetação fechada, Bingham chegou à mais preciosa construção inca de que temos notícia e exclamou: Será que alguém vai acreditar no que encontrei? Em 1913, a revista National Geographic publicou uma longa reportagem com 186 páginas sobre as descobertas de Bingham em Machu Picchu.

5. Tudo foi bem planejado

A construção da cidade perdida foi detalhadamente planejada e essa é uma das grandes curiosidades sobre Machu Picchu. Dividida em duas principais zonas, agrícola e urbana, o uso do espaço era otimizado para que os moradores pudessem viver e produzir seus alimentos em um área de apenas um quilômetro quadrado.

Na zona agrícola, um conjunto de terraços irrigado por um complexo sistema de canais era ideal para o cultivo da batata, principal alimento dos incas. Na área urbana, as casas que ficavam ao redor da praça principal pertenciam aos líderes da comunidade. Os camponeses, viviam um pouco mais afastados, onde também ficavam os armazéns e os estábulos.

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Seiji Seiji

6. Não é tudo uma coisa só

É comum usar o termo Machu Picchu para se referir a todo o complexo arqueológico que compreende a Llaqta e as montanhas Huayna Picchu e Machu Picchu. Llaqta é o termo quéchua usado para definir antigos assentamentos dos Andes Centrais, especialmente aqueles que funcionaram como centros administrativos durante o Império Inca. Então, dessa forma, podemos entender que llaqta é o vilarejo, o local onde estão as construções: casas, templos e terraços agricultáveis, por exemplo.

Já as montanhas sagradas de Machu Picchu e Huayna Picchu são as responsáveis pela escolha do lugar: os incas acreditavam que as montanhas eran sagradas por estarem mais próximas do céu. Quer saber mais uma das curiosidades sobre Machu Picchu? Na língua quéchua, Machu Picchu significa “velha montanha” e Huayna Picchu “montanha jovem”. As duas fazem parte da mesma formação rochosa, chamada Batolito de Vilcabamba.

7. Um refúgio para o imperador

Durante anos de estudo, várias foram as teorias levantadas para a construção de Machu Picchu. A mais aceita é a que afirma que o povoado seria usado como uma espécie de refúgio para o imperador e como um importante centro de controle da economia do Império Inca. A cidade perdida dos incas também era um reduto de cientistas e estudiosos, que eram profundos conhecedores de astrologia, agricultura e engenharia.

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Mike Van Schoonderwalt

8. Um importante centro religioso

Machu Picchu era considerada uma cidade sagrada por causa de sua altitude, mais próxima do céu, e por isso a cidadela era local de culto e de rituais religiosos. Um conjunto de construções erguidas ao redor de um grande pátio quadrado são as mais fortes evidências de que o lugar era, também, um centro religioso.

Nesta área estão duas importantes construções da civilização inca: o Templo Principal e a Casa do Sacerdote, porém há indícios de que elas não tenham sido concluídas. Outra construção de destaque é o Templo do Sol, feito de forma arrendada.

9. As pedras eram sagradas

As pedras usadas na construção de Machu Picchu foram obtidas no mesmo local onde a cidade foi estabelecida e a escolha do material não foi aleatória: os incas acreditavam que as pedras carregam a energia da natureza e que seus poderes atraiam o divino.

Essa é uma das curiosidades sobre Machu Picchu que eu acho mais interessante, porque foi assim que eles planejaram uma cidade toda construída de pedras, um lugar sagrado, perfeito para viver e realizar rituais. Por onde, inclusive, caminharia o deus sol.

10. O pouco que restou

Quem chega hoje a Machu Picchu vai ver pouco do que a cidade foi originalmente. É que mesmo que ela tenha sido protegida por séculos – ela foi construída no século 16 e só foi encontrada novamente no século 20 – o tempo e a falta de manutenção prejudicaram muito as construções originais.

Por isso, estima-se que apenas 30% da cidadela seja original: todo o restante foi reconstruído depois que os trabalhos de recuperação desse impressionante monumento começou. Hoje, é possível perceber a diferença entre as áreas originais e as reconstruídas, mas isso não faz Machu Picchu ser menos interessante.

10 curiosidades sobre Machu Picchu

Foto: Tom D’arby

Entenda o Império Inca

Agora que você já conhece algumas curiosidades sobre Machu Picchu, eu acho importante que você entenda melhor o que foi o Império Inca.

Os domínios do Império Inca se estendiam à região que hoje conhecemos como Peru, Equador, Bolívia e norte da Argentina e do Chile.

Esse estado-nação era governado por um imperador que era considerado divino e reconhecido como o Filho do Sol.

Foi durante o reinado do imperador Pachacuti – entre 1438 e 1471 – que os incas expandiram os seus domínios, tornando-se uma das maiores e mais importantes civilizações das Américas.

De acordo com o que contam os historiadores, o Império Inca teve início no século 7. Na época, sua capital era a cidade de Cuscoque na língua quéchua significa Umbigo do Mundo – a cidade mais importante do Império.

Foto: Ana Fantz

A civilização inca não desenvolveu uma escrita, e para o registro de cálculos matemáticos usava um feixe de cordas com nós chamado quipi.

A arquitetura inca era voltada, principalmente, para a construção de templos religiosos. A maioria dessas edificações foi feita sem o uso de argamassa, por isso os blocos de pedras eram encaixados perfeitamente.

A agricultura inca era extremamente desenvolvida. Os degraus formados nas encostas das montanhas, chamados de terraços, eram utilizados para ampliar a área de cultivo. Além disso, canais de irrigação foram construídos para desviar os cursos dos rios.

As pesquisas agrícolas desenvolvidas por eles chegaram a criar centenas de tipos de batata, tornando-as mais resistentes às diferentes condições climáticas da Cordilheira dos Andes.

Além disso, eles plantavam feijão e milho, esse último considerado um alimento sagrado.

Foto: Tom D’arby

A sucessão do império não raramente gerava disputas entre os próprios membros da família imperial, e, quando os espanhóis invadiram a região inca, os irmãos Atahualpa e Huascár brigavam pelo trono.

Enfraquecidos pela luta interna, eles foram surpreendidos e derrotados pela expedição militar comandada por Francisco Pizarro.

Informações Básicas

Visto

Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

Documentos

Você deve apresentar o passaporte, com seis meses de validade, ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos e em bom estado de conservação.

Dinheiro

A moeda peruana é o nuevo sol, identificado pela sigla PEN e pelo símbolo S/. Para sua viagem, leve dólares e troque nas casas de câmbio.

Vacinas

A vacina contra febre amarela é recomendada para quem for viajar para a região amazônica. Veja como solicitar o certificado pela internet.

Informações sobre covid-19

Desde que reabriu suas fronteiras, o Peru adotou várias regras de prevenção e controle dos casos de covid-19. Isso significa que é preciso cumprir alguns requisitos sanitários e legais para entrar no país.

De forma geral, os documentos exigidos para a entrada de brasileiros – além dos já citados acima – são os seguintes:

  1. Comprovante de vacinação contra covid-19 com esquema vacinal completo – a terceira dose é exigida para maiores de 40 anos –, esta regra vale para viajantes maiores de 12 anos;
  2. Resultado negativo de teste RT-PCR feito há, no máximo, 48 horas antes do embarque, exigido apenas de viajantes não vacinados;
  3. Formulário Declaração de Autorização de Saúde e Geolocalização preenchido e enviado eletronicamente até 72 horas antes da partida, exigido de todos os viajante.
  4. Comprovante de hospedagem, que pode ser solicitado para que as autoridades peruanas monitorem seu estado de saúde.

É importante saber que, para viajantes vacinados, a dose final deve ter sido administrada pelo menos 14 dias antes da viagem.

Todos os viajantes – vacinados ou não – podem ser submetidos a verificação de temperatura e a testes aleatórios para detecção de covid-19 na chegada ao Peru. Se o resultado der positivo, será necessário seguir as instruções das autoridades de saúde e pode ser necessário cumprir quarentena de até 14 dias.

No caso de crianças menores de 12 anos, basta que estejam assintomáticas para embarcar, não sendo exigido comprovante de vacinação ou teste RT-PCR.

É obrigatório o uso de máscara dupla – uma máscara cirúrgica e uma máscara de pano ou apenas uma do modelo KN95 – durante os voos e nos aeroportos peruanos.

Em todo o Peru, o estado de emergência continua em vigor. Por isso, o comprovante de vacinação contra covid-19 pode ser exigido para entrar em museus, sítios arqueológicos, shoppings, supermercados, restaurantes e em outros ambientes fechados.

Você pode acompanhar os números oficiais da covid-19 no site do Governo do Peru.

Retorno ao Brasil

Viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

Seguro viagem

Apesar de não ser obrigatório,  viajar sem o seguro viagem durante a pandemia não é uma boa ideia.  Ainda que você esteja com o esquema vacinal completo, é bom saber que terá atendimento médico e hospitalar na hora que precisar.

Além disso, o preço do seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele também garante que você estará amparado em situações como cancelamento da viagem, extravio de bagagem e muitas outras.

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Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

MAL DE ALTITUDE

Se você vai viajar para o Peru, já sabe que é importante se prevenir do mal de altitude. Também conhecido como soroche, ele é muito comum em viajantes que se aventuram por regiões próximas a 3.000 metros de altitude.

Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, enjoo, vômito, tontura, cansaço excessivo e mal-estar. Esses são os principais reflexos da dificuldade do nosso organismo em absorver o oxigênio, e, embora seja raro, em condições extremas, o mal de altitude pode levar à morte.

Isso acontece porque, à medida que a altitude aumenta e a pressão atmosférica cai, o ar fica mais rarefeito. Assim, a concentração de oxigênio diminui e o nosso corpo sente isso. Para prevenir ou diminuir seus efeitos, é bom evitar fazer movimentos rápidos e esforço físico nos primeiros dias.

Mascar folhas de coca é uma forma bastante eficaz de prevenir o mal de altitude. A forma correta de usar a folha é deixar a erva no canto da boca e sugar o sumo que ela libera quando em contato com a saliva. O uso do chá pode ser mais saboroso e nas farmácias é fácil encontrar pílula para soroche.

Veja mais dicas do Peru

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver mais dicas do Peru.

Sobre o Autor

<a href="https://www.penaestrada.blog.br/author/altier/" target="_self">Altier Moulin</a>

Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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