Salinas Grandes: um incrível deserto de sal no norte da Argentina

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Atualizado em 12 de abril de 2021

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Você já deve ter ouvido falar muito bem do norte da Argentina. É aqui, também, que ficam as Salinas Grandes, um daqueles lugares que a gente se orgulha o resto da vida por ter conhecido.

Paisagens deslumbrantes esperam por você em uma terra onde a simplicidade dos vilarejos e do povo que vive aqui é – sem qualquer demagogia – o que mais me tocou.

Esse deserto de sal é muito semelhante ao Salar de Uyuni, na Bolívia, mas é bem menor. Nem por isso, menos bonito. Se quiser comparar, dê uma lida nos posts que fiz sobre Uyuni.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

As Salinas Grandes

Para chegar aqui, eu fiz base em Purmamarca, uma cidade de Jujuy que realmente conquistou meu coração, tanto que fiquei mais tempo do que previa inicialmente.

Da cidade até as Salinas Grandes, a gente percorre cerca de 65 quilômetros, mas, a distância, que parece pouca no mapa, se torna longa por causa das muitas curvas da estrada.

É que o carro vai subindo a Cordilheira bem devagar e é isso que faz a gente perder o fôlego.

Aliás, isso não é brincadeira: à medida que a altitude aumenta, as dificuldades de respirar aparecem. Isso é comum em regiões mais altas, como eu explico em: Aprenda como prevenir o mal de altitude.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

As Salinas Grandes estão a uma altitude elevada – o ponto mais alto da estrada fica a 4.170 metros acima do nível do mar – e o frio aqui é quase permanente: eu peguei nove graus no mês de junho, no começo do inverno.

Para saber mais, você deve ler: Quando ir a Jujuy, no norte da Argentina.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Como elas se formaram

Explicando de forma simples, as salinas são o resultado do acúmulo de sais minerais que descem da Cordilheira dos Andes.

Como essa região entre Salta e Jujuy, duas províncias do noroeste argentino, é um platô, a água da chuva se concentra e o sal fica quando ela evapora.

Acho que, com isso tudo, você já faz ideia de que conhecer essa parte da Argentina vai ser um marco em sua história de viajante: eu nunca tive dúvidas desde que vi as primeiras fotos das piletas de extracción.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Essas aberturas geométricas são feitas no chão do deserto para extrair o sal e logo se enchem de água, que, com o reflexo dos raios solares, ganham tons de azul turquesa. Com o tempo, o sal se acumula novamente e elas somem.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Os lagos sagrados do salar

Mas, muito mais do que isso, os ojos del salar me deixaram de boca aberta. Eles são lagos enormes que aparecem naturalmente. Por isso, é preciso caminhar com cuidado e sempre acompanhado de um guia, pois a gente nunca sabe quando o chão vai ceder.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

A cor da água também é impressionante e pode variar de acordo com cada lugar, com a intensidade da luz solar e com a concentração dos minerais: quanto mais azulada, mais arsênio, e quanto mais amarelada, mais zinco tem o lago.

Para fazer uma caminhada pelo salar com um guia local, eu tive que pagar ARS 100. A visita é rápida, cerca de 40 minutos. Ele me contou como é feita a extração e disse que ninguém pode tocar nas águas dos lagos, pois eles são sagrados, considerados um presente divino.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Como visitar as Salinas Grandes

Agora que você já sabe o que vai encontrar por aqui, eu explico tudo que você precisa para programar sua viagem para as Salinas Grandes.

Quanto custa

Eu fiz essa viagem com a ADN Travel. Eles têm passeios que saem de Jujuy e de Purmamarca e que incluem o guia e o transporte. O passeio mais longo, que também inclui uma parada para ver o Cerro de Siete Colores, custa ARS 1.100.

Como chegar

A principal base para quem quer visitar as Salinas Grandes é o povoado de Purmamarca, na província de Jujuy. De ônibus, há chegadas e partidas, praticamente, a cada meia-hora e a passagem saindo de Jujuy custa cerca de ARS 85. Não há transporte público regular de Purmamarca para as Salinas Grandes.

De carro, você deve seguir pela RN-09 e, depois, entrar na RN-52. O aeroporto mais próximo fica em Jujuy, a 83 quilômetros de Purmamarca.  Para saber mais, leia: Como chegar a Jujuy.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Onde ficar

Eu me hospedei no hotel Luna Daniela. Ele fica a dois quilômetros do centro de Purmamarca, de frente para as montanhas que são o grande atrativo deste lugar.

Como está em uma área mais tranquila, ele é excelente para quem viaja sozinho, em família ou com amigos. Os quartos são grandes, limpos e têm calefação – o que é importante demais nessa região – televisão, internet sem fio, chuveiro quente e banheira.

Se quiser saber mais detalhes, leia: Como é se hospedar no hotel Luna Daniela.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Quando ir

O período mais agradável para vir à região de Purmamarca é nos meses de abril a outubro, sendo que a estação mais seca se concentra nos meses de julho e agosto. Aliás, agosto é o mês mais seco e praticamente sem chances de chover.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Nos meses chuvosos há chances de encontrarmos o salar alagado. Se por um lado isso limita o nosso campo de exploração, por outro, dá para ver o plano como um espelho refletindo o céu.

Salinas Grandes: o deserto de sal da Argentina

Para saber mais, leia: Quando ir a Jujuy, no norte da Argentina.

INFORMAÇÕES BÁSICAS
Visto | Brasileiros  não precisam de visto para entrar no país e o tempo de permanência é de até 90 dias. 
Documentos | Brasileiros podem apresentar o passaporte ou a carteira de identidade emitida há menos de 10 anos.
Moeda | O peso argentino (ARG) é a moeda local. Para sua viagem, leve reais ou dólares e troque nas casas de câmbio.
Vacinas | Nenhuma vacina é obrigatória, independentemente do motivo da viagem, mas é indicado ter um seguro viagem.

SEGURO VIAGEM

Nem todos os países têm um sistema de saúde público e gratuito. Na verdade, na maioria deles, viajantes estrangeiros não têm acesso a assistência médica gratuita. Por isso, é muito importante ter o seguro internacional de saúde – também chamado de seguro viagem –, mesmo que ele não seja obrigatório.

O custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

→ Faça uma cotação do seguro viagem

Você já imaginou quanto custa um tratamento médico para esses casos em outros países? Dependendo da gravidade, o atendimento pode custar milhares de dólares, podendo gerar sérias dificuldades financeiras para você e seus familiares para o resto da vida.

Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

Veja mais sobre a Argentina

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Argentina.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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