Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

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Atualizado em 2 de janeiro de 2019

A 36 quilômetros do centro de Carolina e a seis da entrada do Parque Nacional da Chapada das Mesas fica o Complexo da Pedra Caída. São 12.600 hectares destinados exclusivamente ao ecoturismo e ao turismo de aventura. Aqui, você vai encontrar 25 quedas d’água, mas a principal delas é a Cachoeira do Santuário com 46 metros de altura.

Para chegar até ela eu caminho 600 metros por passarelas e rampas suspensas. Também atravesso cerca de 50 metros dentro do Cânion do Santuário com água até a cintura. A cachoeira fica escondida pelos paredões do cânion e o som da queda d’água é minha única referência. Porém, ao chegar à sua frente vejo que valeu à pena todo esforço para estar aqui.

A piscina que se forma na base da cachoeira tem 1,5 metro de profundidade, em média, e uma espeça nuvem de água se espalha pelo ar o tempo todo. Por isso, não reclame se não conseguir tirar aquela foto perfeita.

Quando estiver por aqui, não deixe de dar uma passada no mirante do Santuário, uma ponte suspensa que também é chamada Ponte do Pedro. O passeio para essa cachoeira custa R$ 25.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

A magnífica Cachoeira do Santuário.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

Os paredões que escondem a cachoeira.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

A ponte suspensa.

Cachoeiras do Pedra Caída

Apenas sete das 25 cachoeiras do Complexo da Pedra Caída podem ser visitadas. As demais ficam distantes e ainda não estão acessíveis. Além da Cachoeira do Santuário, eu visitei a do Capelão e a da Caverna.

A Gruta da Caverna fica a seis quilômetros da sede do Pedra Caída. Esse trajeto pode ser feito de carro, mas é preciso caminhar mais 400 metros em passarelas suspensas e outros 30 metros com água na cintura para cruzar a caverna e chagar à cachoeira. Aqui, é possível passar por trás da queda d’água e até mesmo relaxar enquanto ela nos faz uma massagem.

Distante três quilômetros da Cachoeira da Caverna está a Cachoeira do Capelão. Ela tem 22 metros de altura e a piscina de águas tingidas em tons de azul que se forma aos seus pés alcança uma profundidade de 4,5 metros. Para chegar até ela é preciso fazer uma pequena caminhada por um riacho com água na canela.

A cachoeira recebeu esse nome porque há um casal de macacos capelão que mora nas proximidades. O passeio pelas Cachoeiras da Caverna e do Capelão custa R$ 40.

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A Cachoeira do Capelão.

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A caminhada até ela é feita por dentro do riacho.

A Cachoeira do Garrote fica a 13 quilômetros da sede do Complexo e chega-se até ela de carro. A Cachoeira da Pedra furada e a Cachoeira da Lua ficam a 1.700 metros e o percurso é feito caminhando por passarelas.

A Cachoeira do Brilho está a três quilômetros de caminhada – essa é a única que não tem passarela suspensa – e, portanto, é preciso ter mais cuidado, pois a trilha apresenta grande variação no relevo. Aqui, uma das grandes atrações é contemplar o paredão de 12 metros e a mata virgem que o rodeia.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

A gruta que atravessamos antes de chegar à cachoeira.

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A Cachoeira da Caverna.

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Todo o complexo tem trilhas assim.

Esportes de Aventura

Não saia do Pedra Caída sem conhecer suas tirolesas. Hoje, duas estão em funcionamento. Uma delas tem 1.400 metros de comprimento e está a 392 metros de altura. É a tirolesa mais alta da América do Sul e a segunda mais comprida do país – a primeira fica na cidade de Pedra Bela, em São Paulo.

Ao se lançar do penhasco onde está instalada a estação de partida da tirolesa, você nem imagina o que lhe espera: a uma velocidade máxima de 100 km/h você voará sobre a vegetação do Cerrado maranhense contemplando a bela paisagem da Chapada das Mesas. Eu lhe garanto que quando chegar ao chão firme você vai desejar fazer isso novamente.

Para chegar ao topo do morro de onde você descerá preso aos cabos da tirolesa, há duas opções. A primeira é subir pela trilha suspensa que vai serpenteando as encostas do morro. A outra é usar o teleférico.

São 25 minutos de tranquilidade saindo de uma altura de quatro metros e chegando a 392. Cada cabine transporta até duas pessoas e o preço do percurso de ida e volta é de R$ 50. Para descer na tirolesa é cobrada uma taxa de R$ 80 e você precisa ter mais que 13 anos e pesar menos que 150 quilos. Outras opções como o rapel e arvorismo estão em fase de implementação.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

Aqui é tomar fôlego e se jogar.

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O teleférico do Pedra Caída.

Planeje seu passeio no Complexo da Pedra Caída

Quando ir |  Esta região do Nordeste tem basicamente duas estações: inverno e verão. O inverno, que é a estação chuvosa, vai de outubro a abril. O verão, a estação seca, vai de maio a setembro. Essa é a época ideal para visitar Carolina e conhecer os atrativos da Chapada das Mesas. O aniversário de Carolina é no dia 8 de julho e na primeira semana do mês acontecem os festejos na cidade.

Como chegar | Você tem várias opções para chegar a Carolina e eu explico todos os detalhes em: Como chegar a Chapada das Mesas.

Quanto custa | A entrada no Completo da Pedra Caída custa R$ 50 e você pode desfrutar das piscinas e do toboágua.

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A entrada do Complexo.

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Um das várias piscinas.

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A alegria da criançada.

Onde comer | Na entrada de Carolina, a Churrascaria Estrela do Sul oferece um bom cardápio com opções para todos os bolsos.  O rodízio custa R$ 38,90, o buffet sai por R$ 36,90, o quilo, e o famoso prato feito custa R$ 14.

O Restaurante Rio Lajes, que fica em frente à Pousada do Lajes, tem refeições fartas e bem saborosas – com aquele gostinho caseiro, sabe? – por R$ 25. No almoço e no jantar eles servem peixe frito, galinha caipira e carne de sol acompanhados de arroz, feijão, salada e farofa. Hóspedes da Pousada têm desconto.

O restaurante flutuante Chega Mais fica no Rio Tocantins e tem opções como pizza, mariscos, massa e carnes grelhadas. É tudo muito simples, mas agradável. Eu comi uma picanha na chapa acompanhada de arroz, farofa, feijão tropeiro, salada e batata frita, e paguei R$ 40, para duas pessoas.

Uma opção para suas noites é a Pizzaria Tio Pepe, que funciona na Praça Jose Alcides de Carvalho. Aqui você pode acompanhar o movimento da cidade enquanto come pizza, lanche ou uma boa massa.

Onde ficar | A Pousada do Lajes é uma das melhores opções de Carolina. Ela fica a apenas dois quilômetros do Centro e tem uma estrutura rústica, bem coerente com a paisagem natural que você vê ao redor. As diárias e incluem um delicioso café da manhã com frutas e outras iguarias locais. Os quartos são equipados com ar condicionado e a piscina é ideal para nos refrescar do sol quente do Maranhão. Veja todas as minhas sugestões em: Onde se hospedar na Chapada das Mesas.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

O meu quarto na Pousada do Lajes.

Complexo da Pedra Caída: natureza e aventura

O café com iguarias nordestinas da pousada.

Quem leva | Durante os meus dias na Chapada das Mesas eu fui muito bem atendido pela Cia do Cerrado, empresa pioneira em ecoturismo na região. Eles têm passeios para todos os atrativos da Chapada e a viagem é feita em veículos confortáveis, sempre acompanhada de explicações atenciosas do guia, que faz também o papel de motorista.

Bancos | A cidade tem agências do Bradesco, do Banco do Brasil, do Banco da Amazonas e lotéricas. Não há Banco 24Horas.

Telefone e Internet | Celulares da Tim, Vivo e Oi funcionam bem. A internet na maioria dos lugares é a rádio e nem sempre funciona bem.

Minha viagem à Chapada das Mesas teve o apoio da Cia do Cerrado e da Pousada do Lajes.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

20 Comentários

  1. Avatar

    Esse lugar e sua região, com essas Cachoeiras Maravilhosas, é a prova viva que o Maranhão tem muita natureza linda a se desfrutar. Viva o nosso Brasil!!!

  2. Avatar

    Primeiramente, seu site é maravilhoso, parabéns!!
    Já fui a carolina, riachão e chapada das mesas… uma dica que deixo que é essencial.
    1. Leve óculos de mergulho (nem que seja o mais simples, aqueles de piscina mesmo)
    2. Se possível, uma uma máquina ou celular a prova d’água (aquelas capinhas de celular serve)
    3. Não deixe de ir do Encanto azul, posso azul(não lembro o nome) o que fica em riachão. Na minha opinião é o mais bonito. durante o dia fica cristalino e com o óculos, da pra ver anascente que tem em baixo.

    Vai deixar sua experiencia muito melhor e inesquecível.
    Boa viajem a todos!!

    • Altier Moulin

      Oi, Victor.

      Muito obrigado pelas dicas. Realmente um óculos de mergulho ajuda demais nas cachoeiras e nos lagos. Dá pra ver os peixinhos e as nascentes. Sem falar na capinha de celular, que garante aquelas fotos maneiras.

      Um abraço.

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