Carolina, a cidade da Chapada das Mesas

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Atualizado em 27 de julho de 2018

Chamada de Paraíso das Águas, a cidade de Carolina fica a 800 quilômetros de São Luís, no sul do Maranhão. Ela tem esse pretensioso apelido porque em seu território já foram encontradas exatamente 89 cachoeiras e mais de 400 nascentes. Para você ter uma ideia, só no Complexo da Pedra Caída, que visitei quando estive na cidade, estão 25 quedas d’água. Você pode conferir isso em: Cachoeiras de Carolina, no Maranhão.

Embora as cachoeiras de Carolina já tenham fama nessa região, a cidade ganhou mais visibilidade por ser o principal ponto de apoio para os viajantes que querem conhecer a Chapada das Mesas. A região tem natureza e relevo exuberantes e virou Parque Nacional em 2005. Recentemente começou a se despontar como atrativo turístico no cenário nacional e internacional.

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Mas se você pensa que a história desta cidade é também recente, isso é um engano. Carolina, que cresceu às margens do Rio Tocantins, já foi uma das cidades mais movimentadas do Maranhão. A atividade econômica daqui se comparava à da capital, São Luís. Um exemplo de que Carolina é uma cidade de vanguarda é que aqui, como contam seus moradores, foi construída a primeira hidrelétrica das Regiões Norte e Nordeste, ainda na década de 1950.

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Vista do Morro do Chapéu.

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A cachoeira do Itapecuru, também chamada de cachoeiras gêmeas.

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Cachoeira de São Romão, que fica dentro da área do Parque.

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Pôr do sol no Rio Tocantins.

E não é só isso. Carolina esteve na rota da imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, uma das esposas de Dom Pedro I, que inclusive ficou hospedada na cidade. Em homenagem a tal fato, o povoado que se chamava São Pedro de Alcântara recebeu um dos nomes da arquiduquesa.

Dessa época, ainda resta o casarão que abrigou a imperatriz. Ele fica bem perto da Avenida Getúlio Vargas, a mais tradicional da cidade, no Centro Histórico. O centro de Carolina é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Essa região tem mais de 500 construções em estilo colonial – entre elas a Igreja Matriz – e diversos monumentos que retratam a história desse povo desde a época colonial até os tempos modernos.

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Fachada do prédio onde se hospedou a esposa de Dom Pedro I.

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Avenida Getúlio Vargas, a mais tradicional da cidade.

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Uma das praças de Carolina.

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Quando ir |  Esta região do Nordeste tem basicamente duas estações: inverno e verão. O inverno, que é a estação chuvosa, vai de outubro a abril. O verão, a estação seca, vai de maio a setembro. Essa é a época ideal para visitar Carolina e conhecer os atrativos da Chapada das Mesas. O aniversário de Carolina é no dia 8 de julho e na primeira semana do mês acontecem os festejos na cidade.

Como chegar | Você tem várias opções para chegar a Carolina e eu explico todos os detalhes em: Como chegar a Chapada das Mesas.

Onde ficar | A Pousada do Lajes é uma das melhores opções de Carolina. Ela fica a apenas dois quilômetros do Centro e tem uma estrutura rústica, bem coerente com a paisagem natural que você vê ao redor. As diárias aqui incluem um delicioso café da manhã com frutas e outras iguarias locais. Os quartos são equipados com ar condicionado e a piscina é ideal para nos refrescar do sol quente do Maranhão. Veja todas as minhas sugestões em: Onde se hospedar na Chapada das Mesas.

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Piscina da Pousada do Lajes.

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O delicioso café da pousada.

Onde comer | Já na entrada de Carolina, a Churrascaria Estrela do Sul oferece um bom cardápio com opções para todos os bolsos.  O rodízio custa R$ 38,90, o buffet sai por R$ 36,90, o quilo, e o famoso prato feito custa R$ 14.

O Restaurante Rio Lajes, que fica em frente à Pousada do Lajes, tem refeições fartas e bem saborosas – com aquele gostinho caseiro, sabe? – por R$ 25. No almoço e no jantar eles servem peixe frito, galinha caipira e carne de sol acompanhados de arroz, feijão, salada e farofa. Hóspedes da Pousada têm desconto.

O restaurante flutuante Chega Mais fica no Rio Tocantins e tem opções como pizza, mariscos, massa e carnes grelhadas. É tudo muito simples, mas agradável. Eu comi uma picanha na chapa acompanhada de arroz, farofa, feijão tropeiro, salada e batata frita, e paguei R$ 40, para duas pessoas.

Uma opção para suas noites é a Pizzaria Tio Pepe, que funciona na Praça Jose Alcides de Carvalho. Aqui você pode acompanhar o movimento da cidade enquanto come pizza, lanche ou uma boa massa.

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A comida caseira do Restaurante Rio Lajes.

Bancos | A cidade tem agências do Bradesco, do Banco do Brasil, do Banco da Amazônia e lotéricas. Não há Banco 24Horas.

Telefone e Internet | Celulares da Tim, Vivo e Oi funcionam bem. A internet na maioria dos lugares é a rádio e nem sempre funciona.

Minha viagem à Chapada das Mesas teve o apoio da Cia do Cerrado e da Pousada do Lajes.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

33 Comentários

  1. Avatar
    Anderson Guttemberg on

    Parabéns pelo blog!

    Moro em Imperatriz e não conheço a Chapada das Mesas, mas vejo que vale muito a pena e visitarei em agosto.

    Abraço!

  2. Avatar
    fernando araujo on

    Dicas muito boas e roteiros muito parecidos com o que fiz. Para quem não foi, recomendo visitar as cachoeiras do poço azul e encanto azul, elas ficam em um hotel distante 18km de riachão, tem estrutura boa e um bom restaurante no local. Sou cearense, mas depois dessa viagem fiquei mais louco pelo Maranhão, pois não tem nada parecido com o norte do estado.

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