Como chegar a Buenos Aires: as opções para conhecer a capital da Argentina

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Atualizado em 26 de setembro de 2022

Sempre há promoções de passagens aéreas para a capital da Argentina, mas se você está planejando chegar a Buenos Aires por terra ou pela água, vale a pena gastar alguns minutos para ler as minhas dicas.

Como chegar a Buenos Aires

Avião

O principal aeroporto de Buenos Aires é o de Ezeiza (EZE), que fica bem longe, a 40 quilômetros do Centro. Daqui, você pode pegar um ônibus convencional por ARS 2, um micro-ônibus por ARS 45 ou um táxi, que custa cerca de ARS 150.

O Uber já chegou à cidade, mas ainda tem poucos carros.

→ Não viaje para a Argentina sem o seguro viagem

Algumas companhias aéreas operam para o Aeroparque Jorge Newbery (AEP), que fica no bairro de Palermo – onde ficam os melhores hotéis -, a apenas dois quilômetros do centro.

A má notícia é que, em breve, este aeroporto deixará de receber voos internacionais.

Como chegar a Buenos Aires

Para nós, brasileiros, chegar a Buenos Aires de avião esta cada vez mais fácil. O destino se torna mais popular a cada ano e, com isso, mais empresas aéreas criam rotas de voo para lá. A Latam e a Gol são as que têm mais opções de voos para a Argentina, mas também é possível voar com a Aerolíneas Argentinas e com a Qatar.

Ônibus

Chegar a Buenos Aires de ônibus é uma opção – especialmente para quem está no sul do Brasil -, mas já aviso que é mais cansativa. O desgaste das muitas horas de viagem, somado ao valor da passagem, na maioria dos casos, não vale a pena.

Normalmente, o trecho de São Paulo à capital argentina ultrapassa os R$ 300, cada trecho, com duração de mais de 30 horas, enquanto que de avião, o percurso seria feito em duas horas.

Se você já estiver na Argentina e quiser viajar pelo país de ônibus, este site é o mais usado para encontrar passagens pelo país.

Carro

Esta opção é para, provavelmente, quem tem mais tempo: você pode passar por Foz do Iguaçu, conhecer Montevidéu, incluir um trajeto de barco ou ir parando em cada cidadezinha.

Para dirigir na Argentina, você pode usar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas é preciso fazer um seguro obrigatório chamado Carta Verde. O preço varia de acordo com a quantidade de dias e é fácil encontrar seguradoras que ofereçam o serviço no Brasil e na fronteira.

Barco

Apesar de não ser barato, dá para atravessar o Rio da Prata e chegar a Buenos Aires de barco. Os buques cruzam o rio todos os dias do ano e, para falar a verdade, eu não achei a viagem a coisa mais maravilhosa do mundo.

Até pode ser uma opção para quem não se programou e decidiu ir do Uruguai para a Argentina na última hora, mas o meu conselho é tentar comprar a passagem pelo menos com um dia de antecedência. As empresas que fazem esse trajeto são: Buquebus, Seacat e Colonia Express.

INFORMAÇÕES BÁSICAS
VISTO

Brasileiros não precisam de visto para entrar e permanecer no país por até 90 dias. Esse prazo pode ser prorrogado por mais 90 dias.

DOCUMENTOS

Brasileiros podem apresentar o passaporte ou a carteira de identidade, desde que tenha sido emitida há menos de dez anos.

MOEDA

O peso argentino, identificado pela sigla ARG, é a moeda nacional. Para sua viagem, leve reais ou dólares.

VACINAS

Nenhuma vacina específica é obrigatória, independentemente do motivo da viagem.

SEGURO VIAGEM

O seguro viagem não é mais obrigatório, mas é recomendado. Veja quanto custa o seguro viagem.

COVID-19

Apesar de não ser obrigatório, é recomendado estar vacinado contra covid-19. Veja as regras abaixo

INFORMAÇÕES SOBRE COVID-19

De acordo com o decreto publicado no dia 24 de agosto de 2022, não há mais nenhuma exigências quanto à covid-19. Portanto, não é necessário apresentar comprovante de vacinação nem resultados de exames RT-PCR.

Até então, era obrigatório preencher a Declaración Jurada Electrónica para el Ingreso al Territorio Nacional e ter  um seguro viagem com cobertura para a covid-19.

RETORNO AO BRASIL

Viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

SEGURO VIAGEM

Apesar de não ser obrigatório,  viajar para a Argentina sem o seguro viagem não e uma boa ideia.  Sem ele, você poderá ter que pagar caro, caso precise de uma consulta médica ou de atendimento hospitalar.

Ter um seguro viagem é ainda mais importante se você for viajar para áreas mais remotas do país, como a Patagônia e o norte argentino – na região de Jujuy e Salta, muitas pessoas se sentem mal por causa da altitude.

Além disso, o custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

→ Faça uma cotação do seguro viagem

Antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

GOLPE NO TÁXI

Na hora de pegar um táxi – que ainda é a melhor opção para se locomover nas cidades da Argentina –, utilize veículos de frota e fique de olho na hora de pagar: sempre olhe para o motorista e diga qual o valor em espécie você está entregando a ele.

Esse cuidado tem uma razão: alguns motoristas trocam a sua nota e dizem que a que você o entregou é falsa. Há casos em que eles deixam o dinheiro cair no chão do carro e pegam uma nota falsa para lhe repassar.

Outro golpe praticado por motoristas de táxi contra turistas é alegar que você entregou a ele uma nota no valor inferior ao pretendido.

Uma amiga chegou a Buenos Aires à noite. Cansada, depois de tomar um táxi, ela fez o pagamento com uma nota de ARS 100. Entretida com as malas, ela não percebeu que o taxista tinha trocado a sua nota por uma de ARS 10.

Ela se desculpou, entregou-lhe novamente uma nota de ARS 100, e manteve a postura desatenciosa. O motorista aproveitou e, novamente, disse que tinha recebido outra nota de ARS 10. No final das contas, ela pagou ARS 300 por uma corrida de táxi que custou menos de ARS 100.

Infelizmente, carros de aplicativo ainda não são tão comuns em várias cidades argentinas e isso nos faz reféns dos taxistas.

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Argentina.

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