Como chegar a Auschwitz: o caminho para visitar os campos de concentração nazista

Atualizado em 23 de novembro de 2022 – 2 min de leitura

Foto: Leonor Oom

Para chegar a Auschwitz, o antigo campo de concentração e extermínio que se tornou o maior símbolo do Holocausto, é preciso ir até Oświęcim. A cidade fica a 67 quilômetros de Cracóvia, na Polônia, onde começa a viagem.

Auschwitz e Auschwtz-Birkenau foram os dois piores campos de concentração nazista durante a Segunda Guerra, e este é, de fato, o lugar mais triste que eu já visitei. Ainda assim, é algo que eu encorajo que todos façam para entender melhor o que foi esse período vergonhosa da história mundial.

Neste artigo, eu vou explicar sobre:

Como chegar a Auschwitz

O horário de visita começa às 8h, mas, devido às baixas temperaturas no inverno, os portões se fecham um pouco mais cedo. Para se planejar melhor, é bom saber quando ir a Auschwitz.

De avião

Não há voos diretos para a Polônia saindo do Brasil.

Isso significa que você terá que fazer escala em alguma cidade europeia e, depois, seguir viagem para Cracóvia, cidade base para visitar Auschwitz.

O mais perto que dá para chegar a Auschwitz de avião é pousando no Aeroporto Internacional de Katowice (KTC). Ele é um dos mais movimentados da Polônia e recebe voos nacionais e internacionais.

Por isso, é muito usado por viajantes que querem visitar os campos de concentração, mas voar direto nem sempre é a opção mais barata.

O que a maioria dos turistas prefere é mesmo ir para Cracóvia – cidade que merece sua visita – e, depois, descer de ônibus ou de carro até Oświęcim. Como as estradas são ótimas, a viagem rende e o percurso é feito cerca de uma hora.

Vale lembrar que o percurso entre os campos de concentração é feito em um ônibus particular gratuito oferecido pelo museu – a visita é totalmente gratuita, mas eu considero importante ter um guia, que pode ser contratado na hora da entrada.

De ônibus

Saindo de Cracóvia, você pode pegar o ônibus da empresa Lajkonik. A passagem custa PLN 18.

Há partidas todos os dias, a cada uma hora, das 8h às 21h, da estação rodoviária Krakow Glówny. Escolha a linha que faz parada exatamente no Museu de Auschwitz.

Como falei, as rodovias dentro do país e, também, as que nos conectam a nações vizinhas, como a Alemanha e a Eslováquia, por exemplo, são excelentes. Além disso, a maioria das empresas opera com ônibus novos, confortáveis e cheios de regalias como serviço de bordo, bebidas quentes e internet.

Agora, some a tudo isso o fato de que, viajando de ônibus na Polônia, a gente economiza muito.

Para você fazer as contas, uma passagem de trem de Varsóvia, a capital do país, para Cracóvia custa, em média, PLN 60. De ônibus, com a Poslki ou com a Flix Bus, eu encontrei tarifa de até PLN 29.

Eu já expliquei como é viajar de ônibus na Polônia.

De carro

Chegar a Auschwitz de carro é uma tarefa tranquila de rápida. As rodovias do país estão em ótimas condições e o estacionamento no museu é gratuito.

Durante o percurso há cobrança de pedágio, especialmente saindo de Cracóvia.

Brasileiros precisam ter a Permissão Internacional para Dirigir (PID) para dirigir na Polônia por até seis meses – veja como tirar a PID.

Se você for pego descumprindo as regras de trânsito – como não usar o cinto de segurança, por exemplo –, você poderá ser multado e terá que pagar a multa na hora, na moeda polonesa.

Informações Básicas

Visto

Brasileiros não precisam de visto e o período de permanência é de até 90 dias, podendo ser prorrogado para mais 90 dias.

Documentos

É necessário apresentar um passaporte com validade mínima de seis meses, após a data da saída do país, e com uma página em branco.

Dinheiro

A moeda da Polônia é o złoty, identificado pelas siglas PLN e zł. Para sua viagem, leve euros e troque nas casas de câmbio.

Vacinas

Nenhuma vacina específica é exigida, independentemente do motivo da viagem e da idade do viajante. O seguro viagem é obrigatório.  

Informações sobre covid-19

Desde 28 de março de 2022, não há restrições de entrada na Polônia relativas à pandemia de covid-19, o que significa que já não é necessário apresentar o certificado de vacinação ou teste negativo.

Com a medida, todos os viajantes internacionais não estarão sujeitos a quarentena. Também não é mais obrigatório preencher o Formulário de Localização de Passageiros (eKLP) antes de chegar ao país.

RETORNO AO BRASIL

De acordo com informações da Anvisa, viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

Seguro viagem

O seguro viagem  é obrigatório para todos os países europeus  que fazem parte do Tratado de Schengen: a Polônia é um deles.

Sem o seguro, você pode ser impedido de entrar no país. E tem mais: há uma cobertura mínima de EUR 30.000. Portanto, você precisa informar para qual – ou quais – país vai viajar antes de comprar o seguro.

Eu sempre indico o Seguros Promo, um site que compara os preços de várias seguradoras e nos mostra os melhores valores para cada cobertura.

Além disso, nem todos os países têm um sistema de saúde público e gratuito. Na verdade, na maioria deles, viajantes estrangeiros não têm acesso a assistência médica gratuita. Por isso, é muito importante ter o seguro internacional de saúde – também chamado de seguro viagem.

→ Faça uma cotação do seguro viagem

O custo de um seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele garante que você terá atendimento em casos de emergências médicas comuns, como acidentes de trânsito, intoxicações alimentares, acidentes vasculares e infartos cardíacos, por exemplo.

Você já imaginou quanto custa um tratamento médico para esses casos em outros países? Dependendo da gravidade, o atendimento pode custar milhares de dólares, podendo gerar sérias dificuldades financeiras para você e seus familiares para o resto da vida.

Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

DINHEIRO NA POLÔNIA

A moeda da Polônia é o złoty, identificado pela sigla PLN e pelo símbolo zł, e raramente você vai encontrá-la nas casas de câmbio do Brasil. Portanto, a sua melhor opção é viajar com euros e fazer a troca quando chegar à Polônia. Eu sugiro que você troque, pelo menos, um pouco de dinheiro no aeroporto para usar nas despesas imediatas, como no transporte público.

Você pode trocar facilmente o seu dinheiro na Polônia, em grandes e pequenas cidades, mesmo que seja na recepção de um hotel – só em último caso. As casas de câmbio – identificadas com a palavra Kantor – aceitam praticamente todas as principais moedas estrangeiras, menos o real. Elas geralmente funcionam das 9h às 19h, nos dias úteis, e até às 14h, aos sábados.

Você pode usar o seu cartão para fazer saques de dinheiro na Polônia. Mas, para isso, você pagará uma taxa – que varia de acordo com o banco -, além do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%. É importante lembrar que o seu cartão precisa estar desbloqueado para uso no exterior. Para isso, você deve solicitar a liberação em sua agência ou no aplicativo do banco.

As bandeiras de cartão de crédito e débito mais comuns – MasterCard, Visa, American Express e Diners – são aceitas amplamente no comércio polonês, mas, em cidades menores, é sempre bom perguntar antes de qualquer coisa.

Ao consumir algo em um bar ou restaurante, é recomendado dar uma gorjeta de 10% sobre o valor total da conta. O mesmo vale para táxis e outros serviços.

Veja mais dicas da Polônia

Ficou mas fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, é só deixar suas pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas da Polônia.

Sobre o Autor

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Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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