Huacachina: conheça o incrível Oásis das Américas no deserto peruano

Atualizado em 5 de outubro de 2022 – 3 min de leitura

Huacachina

Por definição, a palavra oásis significa lugar com água e vegetação no meio de um deserto, e é exatamente isso que Huacachina é: um oásis. Esse pequeno vilarejo surge no deserto mais árido do mundo, que começa no sul do Peru e vai até o Chile, onde ganha o nome de Atacama.

Conhecido como Oásis das Américas, o povoado funciona como um  refúgio para os moradores de Ica e tem se tornado, cada vez mais, um importante atrativo turístico para a região.

Neste artigo, eu vou explicar sobre:

Como visitar Huacachina

Geralmente, os viajantes que fazem uma parada em Huacachina estão entre um destino e outro e, por isso, a maioria vem para passar o dia, seguindo viagem ao anoitecer. Assim foi comigo e, por isso, tive poucas horas para desfrutar desse incrível lugarzinho.

Tempo suficiente para relaxar sob a sombra de suas palmeiras, para fazer um passeio de buggy – não era exatamente um buggy, mas parecido – e para correr pelas gigantescas dunas e, sobre elas, deslizar feito criança com o sandboard.

Huacachina

Foi um dia bem divertido, descendo e subindo as dunas de areia. Algumas quedas – para não dizer muitas – e incontáveis gargalhadas. No final do dia, as pernas reclamaram do sobe e desce de mais cedo, mas estava tudo bem!

Na hora de ir embora, conversando com alguns moradores de Huacachina, fiquei sabendo que há uma lenda super curiosa que explica o aparecimento das dunas e do lago no meio do deserto.

Huacachina

Como contam os mais antigos, o lago surgiu depois que uma princesa foi sequestrada por um caçador enquanto tomava banho em sua banheira. Aproveitando um descuido de seu algoz, a princesa fugiu. Do balanço do seu vestido, surgiram as dunas que rodeiam o lago.

Quando ir

Na de Huacachina, o clima sempre é quente, seco e os dias são ensolarados.

A temperatura média anual é de 23 graus. Porém, entre os meses de janeiro e março ela pode superar os 30.

Se durante o dia você vai sentir calor, prepare-se para o frio da noite: as temperaturas podem cair até 15 graus.

Ainda assim, turistas podem se assustar ao sentirem a terra tremer.

Como os dias por aqui são sempre ensolarados, você pode programar sua viagem para qualquer época do ano.

Em março é feita a colheita da uva e é quando acontece o Festival Internacional da Vindima na cidade de Ica, a maior e mais importante da região.

O que para nós brasileiros pode ser uma ameaça aparente são os frequentes terremotos que balançam a cidade.

A maioria deles não apresenta riscos para a população. Porém,  é estranho acordar de madrugada sentindo o chão tremer , como aconteceu comigo.

Para saber onde aconteceram os últimos tremores de terra e qual a intensidade de cada um deles, você pode acessar o site do Instituto Geofísico do Peru.

Como chegar

Há ônibus partindo das principais cidades peruanas com destino a Ica. De Lima partem ônibus diários da Cruz del Sur Oltursa.

→ Principais empresas de ônibus no Peru

De uma forma geral, as rodovias peruanas estão em bom estado de conservação, principalmente aquelas que ligam grandes centros urbanos.

Brasileiros podem dirigir no Peru usando a Carteira Nacional de Habilitação por até seis meses.

Huacachina

O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Capitão FAP Renán Elías Olivera (PIO), que fica a 82 quilômetros, mas não recebe voos internacionais. Portanto, será preciso fazer uma escala em Lima.

→Principais ccompanhias aéreas do Peru

O Aeroporto Internacional Jorge Chávez (LIM) está a 30 minutos do centro de Lima.

Há voos diários de diferentes companhias aéreas que partem do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, com destino à capital peruana.

Sem escalas, a viagem dura aproximadamente cinco horas. De Lima, partem vários voos para as principais cidades do país.

De Ica a Huacachina, a maneira mais simples é tomar um táxi, que deve custar em torno de S/. 45.

Informações Básicas

Visto

Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

Documentos

Você deve apresentar o passaporte, com seis meses de validade, ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos e em bom estado de conservação.

Dinheiro

A moeda peruana é o nuevo sol, identificado pela sigla PEN e pelo símbolo S/. Para sua viagem, leve dólares e troque nas casas de câmbio.

Vacinas

A vacina contra febre amarela é recomendada para quem for viajar para a região amazônica. Veja como solicitar o certificado pela internet.

Informações sobre covid-19

Desde que reabriu suas fronteiras, o Peru adotou várias regras de prevenção e controle dos casos de covid-19. Isso significa que é preciso cumprir alguns requisitos sanitários e legais para entrar no país.

De forma geral, os documentos exigidos para a entrada de brasileiros – além dos já citados acima – são os seguintes:

  1. Comprovante de vacinação contra covid-19 com esquema vacinal completo – a terceira dose é exigida para maiores de 40 anos –, esta regra vale para viajantes maiores de 12 anos;
  2. Resultado negativo de teste RT-PCR feito há, no máximo, 48 horas antes do embarque, exigido apenas de viajantes não vacinados;
  3. Formulário Declaração de Autorização de Saúde e Geolocalização preenchido e enviado eletronicamente até 72 horas antes da partida, exigido de todos os viajante.
  4. Comprovante de hospedagem, que pode ser solicitado para que as autoridades peruanas monitorem seu estado de saúde.

É importante saber que, para viajantes vacinados, a dose final deve ter sido administrada pelo menos 14 dias antes da viagem.

Todos os viajantes – vacinados ou não – podem ser submetidos a verificação de temperatura e a testes aleatórios para detecção de covid-19 na chegada ao Peru. Se o resultado der positivo, será necessário seguir as instruções das autoridades de saúde e pode ser necessário cumprir quarentena de até 14 dias.

No caso de crianças menores de 12 anos, basta que estejam assintomáticas para embarcar, não sendo exigido comprovante de vacinação ou teste RT-PCR.

É obrigatório o uso de máscara dupla – uma máscara cirúrgica e uma máscara de pano ou apenas uma do modelo KN95 – durante os voos e nos aeroportos peruanos.

Em todo o Peru, o estado de emergência continua em vigor. Por isso, o comprovante de vacinação contra covid-19 pode ser exigido para entrar em museus, sítios arqueológicos, shoppings, supermercados, restaurantes e em outros ambientes fechados.

Você pode acompanhar os números oficiais da covid-19 no site do Governo do Peru.

Retorno ao Brasil

Viajantes com o esquema vacinal completo não precisam fazer teste de antígeno (teste rápido) ou RT-PCR para retornar ao Brasil, e também não é preciso preencher a Declaração de Saúde do Viajante, que está suspensa pela Anvisa.

Viajantes não-vacinados ou vacinados parcialmente precisam apresentar resultado negativo de teste de antígeno (teste rápido), coletado até 24 horas antes do voo, ou RT-PCR, coletado até 72 horas antes do embarque.

Seguro viagem

Apesar de não ser obrigatório,  viajar sem o seguro viagem durante a pandemia não é uma boa ideia.  Ainda que você esteja com o esquema vacinal completo, é bom saber que terá atendimento médico e hospitalar na hora que precisar.

Além disso, o preço do seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele também garante que você estará amparado em situações como cancelamento da viagem, extravio de bagagem e muitas outras.

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Então, antes de embarcar, compre o seguro viagem, imprima o comprovante e tenho o número de emergência em local de fácil acesso.

Eu sempre uso a plataforma da Seguros Promo para comparar valores antes de fazer a compra. Eles têm um suporte muito eficiente e preços sempre muito bons.

MAL DE ALTITUDE

Se você vai viajar para o Peru, já sabe que é importante se prevenir do mal de altitude. Também conhecido como soroche, ele é muito comum em viajantes que se aventuram por regiões próximas a 3.000 metros de altitude.

Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, enjoo, vômito, tontura, cansaço excessivo e mal-estar. Esses são os principais reflexos da dificuldade do nosso organismo em absorver o oxigênio, e, embora seja raro, em condições extremas, o mal de altitude pode levar à morte.

Isso acontece porque, à medida que a altitude aumenta e a pressão atmosférica cai, o ar fica mais rarefeito. Assim, a concentração de oxigênio diminui e o nosso corpo sente isso. Para prevenir ou diminuir seus efeitos, é bom evitar fazer movimentos rápidos e esforço físico nos primeiros dias.

Mascar folhas de coca é uma forma bastante eficaz de prevenir o mal de altitude. A forma correta de usar a folha é deixar a erva no canto da boca e sugar o sumo que ela libera quando em contato com a saliva. O uso do chá pode ser mais saboroso e nas farmácias é fácil encontrar pílula para soroche.

Veja mais dicas do Peru

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver mais dicas do Peru.

Sobre o Autor

<a href="https://www.penaestrada.blog.br/author/altier/" target="_self">Altier Moulin</a>

Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

comentários

4 Comentários

  1. Silvana

    Olá, estou programando ir ao peru ano q vem vou ficar em lima e quero ir a huacachina. Qual melhor forma? Tenho 2 dias em lima.

    Responder
    • Altier Moulin

      Oi, Silvana.
      Se você tem pouco tempo, pegue um ônibus noturno e passe o dia em Huacachina.
      Volte para Lima no fim do dia de ônibus.
      Um abraço.

      Responder
  2. Evelin

    Parabens pelo blog, estou adorando!!! Tem me ajudado muito a planejar minha viagem!!! 🙂

    Responder
    • Altier Moulin

      Obrigado, Evelin. 🙂

      Responder

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