Conheça a Zona Colonial de Santo Domingo

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Atualizado em 15 de maio de 2018

Foi nesse cantinho do mapa que tudo começou. As primeiras edificações, as primeiras ruas planejadas, a primeira corte de justiça e tantos outros movimentos de vanguarda chegaram ao Novo Mundo pelas portas da primeira cidade das Américas. E, para entender como isso aconteceu, é imprescindível fazer uma visita à Zona Colonial de Santo Domingo.

Às margens do Rio Ozama, esse centro histórico se estende por ruas e avenidas. Ele oferece um ambiente de contrastes à beira do Mar do Caribe. E, é nessa cidade cheia de vida que começo a descobrir a República Dominicana.

Consagrada Patrimônio Mundial da Humanidade, em 1990, a Zona Colonial de Santo Domingo vai me conduzindo a esse passado muito bem preservado. Ou seja, são prédios, ruas e monumentos espalhados pela cidade que foi fundada, em 1496, apenas quatro anos depois que Cristóvão Colombo pisou o nosso continente.

Caminho pela Calle Las Damas, a primeira rua a ser projetada em todo o continente americano. Por aqui, as damas da corte espanhola desfilavam seus vestidos pesados e quentes sob o doloroso sol caribenho.

Zona Colonial de Santo Domingo | Calle Las Damas

A Calle Las Damas foi a primeira rua projetada das Américas.

La Fortaleza de Santo Domingo | É na Calle Las Damas que está a entrada para La Torre del Homenaje, construída dentro dos limites da Fortaleza de Santo Domingo – também chamada de Fortaleza Ozama. Ela é a mais antiga edificação militar ainda de pé das Américas e envolvia toda a Zona Colonial. Mais que um importante ponto de resistência aos invasores, esse lugar foi palco de pomposas cerimônias reais. Dentre elas a de chegada de Dom Diego Colombo, que recebeu o título de II Vice-Rei nesse mesmo lugar que hoje piso.

Aqui, não se contente em apenas observar essa imponente construção pelo lado de fora. Entre, suba as escadas que levam até o alto dos seus 18 metros, e olhe pelas fendas construídas estrategicamente. Depois disso, a sua relação com esse lugar não será a mesma. A entrada custa DOP 100, e as visitas acontecem de segunda a sábado, das 9h às 18h30. Aos domingos, é das 9h às 16h.

Zona Colonial de Santo Domingo | Torre de La Homenaje

A Torre de la Homenaje que é muito mais do que uma fortaleza militar.

Zona Colonial de Santo Domingo | Torre de la Homenaje

Caminhe, suba, desça, olhe. Explore cada canto desse prédio que começou a ser construído em 1502.

Panteón Nacional | Também conhecido como Panteón de la Patria, essa antiga igreja dos jesuítas foi transformada em um mausoléu e abriga os restos mortais dos principais heróis da nação. Políticos, militares, artistas e tantas outras figuras icônicas da sociedade dominicana descansam aqui. Uma breve visita guiada lhe dará um panorama geral sobre quem são e o que fizeram cada um deles. A entrada é gratuita e a visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 17h.

Zona Colonial de Santo Domingo | Panteón Nacional

Entrada do Panteón Nacional, o mausoléu onde descansam os heróis da nação.

Museo Las Casas Reales | Em toda a Zona Colonial, os prédios foram construídos com rochas coralíneas, extraídas da costa dominicana. Por isso, podemos observar detalhes nas paredes dos prédios que lembram restos da vida marinha. Assim acontece nesse belo prédio onde funcionou o tribunal que atuava sobre questões que envolviam todo o Novo Mundo.

Nas salas da corte, onde os transgressores das leis imperiais eram julgados, você chega a se arrepiar ao imaginar que daqui saíram as decisões que custavam muitas e muitas vidas. A entrada para o museu custa DOP 100 e as visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 9h às 17h.

Zona Colonial de Santo Domingo | Casas Reales

Fachada das Casas Reales.

Zona Colonial de Santo Domingo | Casas Reales

As rochas coralíneas que abundam nos prédios da Zona Colonial.

Zona Colonial de Santo Domingo | Casas Reales

Uma das salas da suprema corte imperial.

Alcázar de Colón | O Museu Alcázar de Colón domina o cenário na Plaza de España. Esse palacete foi construído a partir de 1510 para servir de moradia para Diego Colombo, o filho de Cristóvão Colombo, e sua esposa María de Toledo, filha do rei Fernando, da Espanha. Seus corredores restaurados e as mais de 800 peças originais cumprem bem o papel de nos transportar para aquele tempo. A entrada custa DOP 100 e a visita pode ser feita de terça a domingo, das 9h às 17h.

Zona Colonial de Santo Domingo | Alcázar de Colón

O palacete onde morou o herdeiro de Cirstóvão Colombo.

Zona Colonial de Santo Domingo | Alcázar de Colón

Por essa janela, o Império contemplava o Novo Mundo.

Catedral de Santo Domingo | A Catedral de Santa María la Menor foi a primeira a ser construída no continente americano. Sua fachada simples não revela a sua grandiosidade interna, especialmente a beleza de seu teto.

Na catedral, permaneceram até 1877 os restos mortais de Cristóvão Colombo. Trazida da Espanha por María de Toledo, a urna de chumbo onde se lia ‘Ilustre varão Dom Cristóvão Colombo, Primeiro Almirante da América’ foi enterrada sob o altar-mor da igreja e resistiu a invasões e a saques até ser lavada de volta para Sevilha, onde está exposta ainda hoje.

A entrada para visitação custa DOP 40, mas, se preferir usar o sistema de áudio-guia, o valor sobe para DOP 60. A Catedral pode ser visitada todos os dias, das 8h às 18h. As missas acontecem diariamente, às 17h.

Zona Colonial de Santo Domingo | Catedral de Santo Domigo

Monumento a Colombo e a fachada da Catedral de Santo Domingo.

Zona Colonial de Santo Domingo | Catedral de Santo Domingo

O majestoso teto da primeira catedral das Américas.

Calle El Conde | A única rua exclusivamente para pedestres da cidade é também a que tem o comércio mais movimentado. Como está no coração da Zona Colonial, multiplicam-se as lojas destinadas a turistas com grande variedades de souvenires, quadros e outras bugigangas.

Aqui, aproveite para almoçar. O restaurante Petrus tem boas opções com preços justos. O prato do dia com arroz, carne e salada, por exemplo, custa DOP 165. Já o prato completo, que tem muitas outras opções, sai por DOP 265. Experimente o refrescante suco de jagua, o nosso jenipapo.

Programe seu passeio pela Zona Colonial de Santo Domingo

O que levar | Alguns itens são indispensáveis para a sua caminhada pela Zona Colonial de Santo Domingo. A maioria deles diz respeito ao calor enlouquecedor da capital dominicana. Mesmo nos dias nublados, você vai suar em bicas. Portanto, vá preparado:

  • Uma bermuda e uma camiseta leve e de cores claras vão lhe ajudar bastante. Se possível, proteja a cabeça com chapéu ou boné.
  • Você vai precisar se hidratar muito mais do que o normal, portanto tenha sempre uma garrafa com água na mochila.
  • Abuse do filtro solar, nosso poderoso aliado. Caso contrário, você vai ganhar um bronzeado nada atraente, com marcas da camiseta.
  • Você vai caminhar por algumas horas, subir e descer escadas. Portanto, escolha o seu calçado mais confortável.
  • Sempre ande com notas pequenas e moedas. Elas chamam menos atenção e facilitam o troco, inclusive na estrada dos prédios históricos.
  • Tenha cuidado ao usar o seu telefone celular. Um turista distraído pode ser uma presa fácil para espertalhões, principalmente na Calle El Conde.

Quando ir | De junho a setembro, a ocorrência de furacões e tempestades ciclônicas pode ser maior. É nesse período que os preços quase batem no chão, já que o número de turistas cai bastante. Em contrapartida, dezembro e janeiro sãos os meses mais movimentados. Nessa época, o céu é o limite para os preços.

Os dominicanos têm orgulho de afirmar que o seu país tem sol e calor o ano inteiro. Mais do que sol, eu diria que eles têm calor o ano inteiro. Mesmo nos dias nublados, a alta umidade do ar vai lhe fazer transpirar como nunca.

Quem leva | Um passeio guiado pela Zona Colonial de Santo Domingo vai lhe dar uma ideia melhor de todos os lugares que apresentei neste post. Consulte e reserve seu passeio pelo Centro Histórico.

Como chegar | O principal aeroporto da República Dominicana é o Aeroporto Internacional Las Américas (SDQ) e há voos diretos saindo do Brasil para cá. A Gol opera voos para a capital dominicana e para Punta Cana, a 198 quilômetros. Além dela, outras companhias aéreas fazem o trecho de Guarulhos a Santo Domingo, como a Avianca e a Latam.

ATUALIZAÇÃO | A Gol suspendeu seus voos para Santo Domingo desde 1º de fevereiro de 2015 e não há previsão de retorno.

A mais importante empresa de ônibus do país é a Caribe Tour, que tem uma frota nova que nos leva a diferentes pontos do país. Outras empresas, como a Metro e Expreso Bávaro, também têm saídas regulares.

Como as distâncias entre uma cidade e outra são pequenas, uma boa opção é alugar um carro para conhecer melhor os diferentes aspectos do país. Faça uma cotação e reserve on-line. O trânsito nas principais cidades dominicanas é tão complexo que eu explico isso em Entenda o trânsito de Santo Domingo.

Onde ficar | Santo Domingo é uma cidade complexa, agitada e com um trânsito mais que caótico: nos momentos de pico, os engarrafamentos são quilométricos. Por isso, escolher onde se hospedar aqui faz toda a diferença. Para conhecer melhor a Zona Colonial de Santo Domingo, o ideal é ficar no Centro. Veja todas as opções de hospedagem em Santo Domingo.

Visto e documentos | Brasileiros não precisam de visto para entrar na República Dominicana, mas é necessário apresentar o passaporte e pagar uma taxa de USD 10 na entrada. Esse valor somente poderá ser pago em dólares americanos, portanto sugiro que você já tenha isso em mãos para evitar fazer a conversão no aeroporto.

Minha viagem à República Dominicana teve o apoio da Betta Câmbio e da Vital Card.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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