Entenda o trânsito de Santo Domingo

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Atualizado em 18 de maio de 2018

O trânsito de Santo Domingo vai exigir de você uma dose extra de bom humor. Apesar das largas avenidas, dos vários túneis e das modernas pontes, a cidade e a região metropolitana se entopem diariamente em engarrafamentos que se espalham por diversos pontos da capital da República Dominicana.

Se a situação é complicada nos horários alternativos, no começo das manhãs e no fim das tardes, você vai se surpreender com a quantidade de veículos que surgem em todas as direções. Com a mesma frequência e com o volume proporcionalmente frenético aparecem as buzinas. Dominicanos são devotos da arte de buzinar, ou seja, se passam por um cruzamento, buzinam, se querem mudar de faixa em uma avenida, buzinam, se for um motociclista seguindo na frente do carro, aí que eles buzinam mesmo.

Em meio a todo esse caos, é raro encontrar um guarda de trânsito que se atreva a tentar organizar o tráfego na metrópole. Aqui, os motoristas andam livremente na contramão, ultrapassam pelo acostamento e qualquer lugar parece ideal para estacionar, mesmo que uma placa diga claramente que aquele espaço é destinado a carga e descarga, por exemplo. Com isso, os dominicanos costumam dizer que quem dirige aqui é capaz de guiar um carro em qualquer canto do mundo.

Apesar de toda essa confusão, os dominicanos parecem conviver bem com toda essa loucura. Mas, para quem chega, decifrar os códigos do transporte público, por exemplo, pode ser uma das embaraçadoras surpresas.

Entenda o trânsito de Santo Domingo

Guaguas | Esses micro-ônibus usados para o transporte público, geralmente, trafegam em ruas determinadas fazendo uma rota pré-estabelecida. Velhas, com pouco conforto e segurança precária, nota-se claramente que é o meio de transporte mais utilizado pelos dominicanos. Basta permanecer alguns minutos na calçada para ver a quantidade de guaguas que cruzaram as ruas e avenidas.

Nas guaguas, os cobradores andam em pé na porta dos veículos. E, não raramente, tentam convencer as pessoas que estão nas paradas de ônibus a entrarem no carro. Como não há nenhuma indicação da rota que o veículo fará, você vai precisar se entender com o cobrador, que nem sempre terá tempo e paciência para lhe ajudar. A passagem custa DOP 20.

Concho | Também chamado de carro público, esse tipo de veículo têm um letreiro no teto e transporta até sete pessoas. São quatro no banco traseiro e outras duas no banco do carona, além do motorista. Entretanto, esse tipo de transporte não é indicado para turistas, uma vez que não são considerados seguros nem mesmo para os locais. Os conchos são sempre carros muito velhos, para não dizer caindo aos pedaços. A passagem custa DOP 25.

Entenda o trânsito de Santo Domingo

Aqui, andar na carroceria dos carros e trafegar na contramão são atitudes comuns.

Entenda o trânsito de Santo Domingo | Guagua

O interior de uma guagua: escassez de conforto e segurança.

Entenda o trânsito de Santo Domingo | Guagua

As guaguas são sempre muito velhas.

OMSA | Essa sigla que significa Oficina Metropolitana de Servicios de Autobuses é a forma simpática que os dominicanos encontraram para identificar a restrita frota de ônibus que circula pela capital e pelas cidades do entorno. Durante quatro horas de caminhada no meu primeiro dia em Santo Domingo eu vi apenas um OMSA, centenas de guaguas e incontáveis conchos. A passagem no OMSA custa DOP 10, em veículos sem ar condicionado, e DOP 15 nos veículos climatizados.

Voladora | Elas são as famosas vans. Menores que as guaguas, são, também, mais velozes. No trânsito caótico de Santo Domingo, velocidade é sinônimo de insegurança. Portanto, evite essa opção.

Entenda o trânsito de Santo Domingo | Concho

Os famosos conchos, também chamados de carros públicos.

Entenda o trânsito de Santo Domingo | Concho

Em um concho podem ser espremidos até sete passageiros.

Entenda o trânsito de Santo Domingo | Voladora

Essa voladora é um exemplo do péssimo estado de conservação dos veículos.

Táxi | Os táxis aqui, geralmente, não têm identificação e não devem ser abordados nas ruas por questão de segurança. A melhor opção é ligar para uma das empresas locais e solicitar um veículo. Assim, você será informado sobre o local onde deverá esperá-lo, o número do veículo e a tarifa. Diferente dos conchos, esses são sempre carros novos. A tarifa de partida gira em torno de DOP 40 a DOP 50.

Em todas as opções de transporte público, é essencial que você tenha dinheiro trocado e de preferência em um local de fácil acesso. Assim, você evita abrir bolsa ou carteira dentro dos veículos.

Embora tudo isso pareça confuso, lembre-se que você está em um país com cultura e costumes diferentes. Portanto, adapte-se a eles e aproveite a sua viagem. Nos conchos, por exemplo, não estranhe se alguém puxar assunto como se lhe conhecesse há anos. Retribua com sorrisos e seja feliz.

A viagem à República Dominicana teve o apoio da Betta Câmbio e da Vital Card.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

4 Comentários

  1. Avatar
    Alberto Giachello Junior on

    Olá Altier,

    Conheci seu blog hoje e gostei muito das reportagens. Parabéns!
    Estou com viagem marcada para Julho 2016 para República Dominicana e pretendo alugar um carro para os dias em que estiver em Santo Domingo.
    Você tem alguma dica sobre dirigir em Santo Domingo, situações ou regiões a evitar?
    Obrigado

  2. Avatar

    boa tarde irei fazer um cruzeiro no caribe sabado dia 7 mas vou de avião para santo domingo, gostaria de saber se e seguro pegar um uber la?

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