30 coisas imperdíveis para ver e fazer em Curitiba – e arredores

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Atualizado em 26 de fevereiro de 2021

Curitiba é uma das cidades mais lindas do Brasil e não sou só eu que acha isso: a capital do Paraná tem um lugar especial no coração de muita gente. Então, para conhecer o motivo de toda essa fama, é bom dar uma olhada nas minhas  dicas do que ver e fazer em Curitiba. 

Jardins, praças, monumentos, museus, um passeio pela gastronomia e pela história dessa terra deixarão seus mais dias coloridos.

Educado e um pouco tímido, o povo curitibano sabe cuidar de tudo o que tem. Com você não será diferente: eles sempre estarão prontos para demonstrar sua amabilidade e o orgulho da cidade que construíram. Mas, você precisará dar o primeiro passo.

O que fazer em Curitiba

Sim,  há muita coisa boa para a gente ver e fazer em Curitiba  e dá para aproveitar muito, mesmo se você tiver pouco tempo.

É que a cidade é muito organizada e isso ajuda muito na hora de se locomover de um lugar para outro: a gente ganha tempo e consegue fazer mais coisas.

Além disso, você pode se organizar para conhecer todos os lugares que estão na mesma área de cada vez.

Para ter uma ideia de como organizar os seus dias, é só conferir o mapa abaixo:

Esta é a lista dos 30 lugares imperdíveis para conhecer em Curitiba.

  1. Jardim Botânico
  2. Museu Oscar Niemeyer
  3. Centro Histórico
  4. Feira do Largo da Ordem
  5. Ópera de Arame
  6. Centro Cívico
  7. Mercado Municipal
  8. Torre Panorâmica de Curitiba
  9. Unilivre
  10. Parque Tingui
  11. Bosque Portugal
  12. Praça Zumbi dos Palmares
  13. Portal Santa Felicidade
  14. Bosque Alemão
  15. Memorial Polonês
  16. Memorial Árabe
  17. Memorial Ucraniano
  18. Praça da Espanha
  19. Praça do Japão
  20. Catedral Basílica
  21. Mesquita
  22. Passeio de Bicicleta
  23. Curitidoce
  24. Bar O Torto
  25. Bar do Alemão
  26. Linha Turismo
  27. Passeio de trem para Morretes
  28. Esticada para conhecer Antonina
  29. Estrada da Graciosa
  30. Parque Estadual de Vila Velha

Se você conseguir, pelo menos, passar por todos esses lugares, já pode dizer que conhece Curitiba.

30 lugares imperdíveis de Curitiba e arredores

Jardim Botânico

O mais tradicional espaço verde de Curitiba tem quase 250 mil metros quadrados. Seus jardins geométricos, extremamente bem cuidados, são o cartão-postal da cidade.

fazer em Curitiba

A estufa, que abriga centenas de espécies da flora brasileira, é inspirada no Palácio de Cristal que existia em Londres, no século 19. O Jardim Botânico funciona de 6h às 20h e a entrada é gratuita.

Museu Oscar Niemeyer

Assinado pelo maior arquiteto brasileiro, esse museu também ficou conhecido como Museu do Olho, por causa de sua forma.

fazer em Curitiba

São mais de 16 mil metros quadrados destinados à arte – inclusive, as obras apreendidas durante a operação Lava-Jato estão em exibição no Museu.

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O Museu Oscar Niemeyer – MON abre de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada custa R$ 20. Estudantes, professores, doadores de sangue e pessoas com necessidades especiais pagam meia.

É importante explicar que Curitiba tem o Centro Cívico, onde ficam os prédios mais novos da administração pública – e é onde está o MON.

O Centro Histórico, como o nome diz, é onde está a parte mais histórica da cidade.

Centro Histórico

A parte histórica de Curitiba é vibrante. Na região onde tropeiros, garimpeiros e agricultores se encontravam, estão igrejas, como a de São Francisco, casas antigas, museus e outros monumentos.

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Aos domingos pela manhã, toda a área do Largo da Ordem recebe uma tradicional feira – a Ferida do Largo da Ordem – onde a gente pode comprar de tudo um pouco: de alimentos a peças de antiguidade.

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Catedral Basílica

No Centro Histórico, também fica a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Ela foi construída em estilo neogótico, entre 1876 e 1893, e é um dos prédios que mais impressionam nesta parte da cidade. Talvez seja porque ela foi inspirada na linda Catedral da Sé de Barcelona, na Espanha.

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A Catedral fica de frente para a Praça Tiradentes, onde fica o marco zero da cidade. Então, é o centro do centro mesmo.

Dá para fazer uma visita guiada, mas ela acontece uma vez por mês. A visita é gratuita e precisa ser agendada pelo site da Arquidioceses de Curitiba.

Mercado Municipal

Se você gosta de fazer aquelas comprinhas de produtos regionais, eu acho que caminhar pelo Mercado Municipal vai te fazer bem.

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Se você também gosta de comida de rua, no mercado ela ficou um pouco gourmetizada, mas isso foi muito bom. Uma dica do coração é comer um pastel na Pastelaria Curitiba.

Ópera de Arame

Esta famosa casa de shows recebeu o apelido de Ópera de Arame por ter sido construída com tubos metálicos com o teto transparente, mas o nome certo é Ópera Arte.

Ela fica na área de uma antiga pedreira e tem capacidade para 2.400 lugares.

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É, sem dúvida, outro lugar emblemático de Curitiba e para saber a programação, é só dar um confere nas redes sociais.

Torre Panorâmica

A antiga Torre da Telepar – que servia apenas para sustentar as antenas de sinal de telefone – é um dos atrativos que fica no caminho para outros, então vale a pena subir para dar uma olhada na cidade do alto.

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A entrada para a Torre Panorâmica custa R$ 6, mas ela está fechada temporariamente.

Mesquita Iman Ali Ibn Abi Tálib

No Centro Histórico, pertinho do Largo de São Francisco, será fácil notar a presença da Mesquita Imam Ali Ibn Abi Tálib.

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É que a arquitetura no estilo árabe e com muitos detalhes coloridos chama atenção – arcos, azulejos, minaretes – as torres característica de todas as mesquitas. Ela foi inaugurada em 1972 e é uma dos maiores símbolos da cultura árabe no Panará

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Dá para visitar a mesquita fora do período das orações. Vale lembrar que é preciso estar vestindo calça comprida e cobrindo os ombros. Mulheres devem cobrir a cabeça, mas eles emprestam o véu, se for necessário.

Unilivre

Desenhada pelo mesmo arquiteto da Ópera de Arame, a Universidade Livre do Meio Ambiente é um belíssimo espaço onde se compartilham informações e estudos sobre a natureza.

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Como está rodeada por um imenso bosque com mais de 35 mil metros quadrados, muita gente vem conhecer essa  curiosa estrutura em forma de caracol  e, de quebra, aproveita para desfrutar da beleza do lugar.

Parque Tingui

Curitiba é uma das cidades mais verdes do Brasil: são 55 metros quadrados de área plantada por habitante, três vezes mais do que o índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Então, não dá para visitar a cidade e não caminhar por um de seus 26 bem cuidados parques.

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A história do Parque Tingui já começa no nome. Tingui significa nariz afinado e é uma  homenagem ao primeiro povo indígena  que viveu na região.

Os índios tinguis eram guerreiros e tinham muita habilidade para construir armas e utensílios usando pedras.

Em uma das entradas do parque, você pode ver a estátua do cacique Tindiquera, obra do artista plástico Elvo Benito Damo.

A lenda por trás de Tindiquera diz que, ninguém menos que o líder dos tinguis, foi quem apontou aos colonizadores o lugar onde deveria ser fundada a vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, onde nasceu Curitiba.

Foto: Leonardo Stabile

Uma tarde no parque, que ocupa 380 mil metros quadrados, é um programa relaxante. Você pode alugar bicicletas e aproveitar as ciclovias ou deitar na beira de um dos lagos enquanto lê um livro. Desse jeito, conhecer um pouco da história de Curitiba fica mais fácil.

O parque fica entre as ruas Fredolin Wolf e José Valle, ao longo do Rio Barigui no bairro São João.

Memorial Ucraniano

Dentro do Parque Tingui fica uma praça dedicada à Ucrânia. Os imigrantes ucranianos ocuparam diversos bairros de Curitiba e contribuíram para uma cultura mais rica.

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O Memorial Ucraniano foi inaugurado em 1995 e tem uma réplica da Igreja Ortodoxa de São Miguel Arcanjo, que fica no interior do Paraná. A estrutura é feita de madeira escura, contrastando com o verde do parque.

Dentro da Igreja, foi organizado um museu onde você pode ver os tradicionais Pêssankas – Pysanka, em ucraniano –, que são os símbolos de boa fortuna na cultura eslava.

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Você pode visitar o Menorial de terça a domingo, das 10h às 18h.

Bosque Portugal

Portugal tem um papel marcante na história do Brasil e em Curitiba não é diferente. A cidade foi fundada pelos portugueses e a cultura desse povo predominou por muito tempo.

Ao caminhar pela cidade, é possível notar a arquitetura colonial portuguesa e os traços deixados pelos imigrantes.

O bosque Portugal, inaugurado em 1994, tem um painel decorativo e vinte pilares com azulejos pintados à mão, com trechos de poesias de autores brasileiros e lusitanos.

A preocupação em manter viva a cultura portuguesa é um reflexo do orgulho que Curitiba tem em ser a cidade que é.

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O bosque fica na Rua Fagundes Varela, no bairro Jardim Social.

Praça Zumbi dos Palmares

Novamente, Curitiba reflete o Brasil. Foi assim com a colonização portuguesa e é assim com o marco da cultura africana.

Os costumes africanos enriquecem a gastronomia, a música, a dança e diversos outros traços brasileiros. Mas, se quiser ver de maneira mais pontual a África em Curitiba, você pode visitar a Praça Zumbi dos Palmares.

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O local é uma homenagem ao ícone da resistência contra a escravidão.

São 54 totens, com quatro metros de altura cada, simbolizando as nações africanas.

O mapa do continente africano está ilustrado no chão e, nas extremidades ficam duas colunas representando a educação e a cultura, valores importantes para a formação de qualquer sociedade.

A praça foi inaugurada em 2010 e fica na Rua Elói Orestes Zeglin, no bairro Pinheirinho.

Portal Italiano

Na segunda metade do século 19, os italianos chegaram e, contribuindo para a rica cultura de Curitiba, ganharam seu espaço na cidade. Caminhando pelos bairros Santa Felicidade, Pilarzinho, Umbará e alguns outros, você consegue ver claramente a herança dos imigrantes da Itália.

Como homenagem à luta dessas pessoas, que fugiram para Curitiba em busca de uma vida melhor, o Portal Italiano – que também é chamado de Portal Santa Felicidade – foi inaugurado em 1990. É uma construção simples, é verdade, mas tem um valor simbólico gigante.

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A estrutura, que lembra um castelinho, fica na entrada do bairro Santa Felicidade e essa localização não é à toa: Santa Felicidade é, simplesmente,  o maior polo gastronômico de Curitiba  e a maior referência da cultura italiana na cidade.

Para ver o portal, basta ir à Avenida Manoel Ribas, no bairro Mercês.

Bosque Alemão

Mais um povo que fez a cultura de Curitiba ser que é hoje, os alemães chegaram à cidade a partir de 1833 e, logo que chegaram, começaram a inovar construindo enormes casarões.

Algumas dessas casas ainda existem e dão um charme extra ao bairro de São Francisco. A própria sede do Instituto Municipal de Turismo é uma construção alemã.

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Os traços da Alemanha vão além do concreto e, por isso, o turismo cultural no bairro inclui uma homenagem a esse povo, que fez parte da história de Curitiba e enriqueceu a capital paranaense.

O Bosque Alemão foi inaugurado em 1996 e é onde fica o Oratório de Bach, homenagem ao compositor Johann Sebastian Bach e também a Torre dos Filósofos, homenagem aos grandes pensadores germânicos.

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Ainda no bosque, você pode  caminhar pela Trilha de João e Maria,  os famosos personagens do conto dos irmãos Grimm, e passar pela Casa da Bruxa que, diferente da historinha para crianças, é uma biblioteca infantil com espaço para encenações de contos e fábulas.

O Bosque fica na Rua Francisco Schaffer, no bairro Vista Alegre. Porém, fique atento ao horário, já que ele abre às 8h e fecha às 20h.

Memorial Polonês

O Memorial Polonês foi inaugurado em 1980, para marcar a visita do Papa João Paulo II. Porém, a história dos poloneses com a cidade começou bem antes.

Os primeiros poloneses chegaram ao Paraná em 1871 e fizeram de Curitiba a maior colônia polonesa do Brasil.

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O Memorial é, na verdade, um bosque formado por casas tradicionais polonesas.

Dentro de cada uma dessas casas, você vai encontrar antigos artefatos usados pelos imigrantes e ver mais de perto o papel deles no crescimento da cidade.

Uma das casas é hoje a Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, a padroeira da Polônia.

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Vale a pena tirar um momento do seu dia para perambular pelo bosque e descobrir mais sobre as culturas que estão vivas até hoje.

O Memorial fica na Rua Euclides Bandeira, no bairro Centro Cívico. Os dias para visitação são de terça-feira a domingo, de 9h às 18h.

Memorial Árabe

Inaugurado em 1996, o Memorial Árabe homenageia esse grupo de imigrantes que também contribuiu para a história de Curitiba.

Os árabes chegaram logo depois da Segunda Guerra Mundial e os sírios e libaneses no início do século 20. Os traços dessas culturas são muito fortes na gastronomia, com temperos e culinária típica.

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A construção, pintada de um vermelho forte deixando a área mais viva, abriga o Farol do Saber Gibran Khalil Gibran, poeta e filósofo libanês que marcou sua época produzindo obras literárias respeitadas em todo o mundo.

A entrada do Memorial é feita com vitrais coloridos e, lá dentro, existe um espaço para leitura e uma biblioteca.

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Conhecer o Memorial Árabe é indispensável quando você for explorar a história de Curitiba.

Para chegar a ele, procure pela Praça Gibran Khalil Gibran, no bairro Centro Cívico.

O Memorial funciona de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Praça da Espanha

Os espanhóis fazem parte da história do Brasil há séculos. Em Curitiba, imigrantes das regiões de Galícia, Andaluzia e Catalunha se dedicaram ao comércio, à gastronomia e às construções, fazendo da capital paranaense sua morada. Hoje, a cultura espanhola se mantem viva e misturada aos traços curitibanos.

Além de sentir os traços da Espanha, é possível ver o talento deles no trabalho com pedras e granitos, já que construíram obras usando mármore na Biblioteca Pública, no Palácio do Governo, no Tribunal de Contas e no Teatro Guaíra.

A homenagem a esse povo é a Praça da Espanha, inaugurada em 1990. Nela, você vê o Farol do Saber Miguel de Cervantes, onde fica a estátua do busto do famoso escritor.

No centro da praça existe uma fonte e, para aproveitar mais o lugar, basta escolher um dos diversos bares e restaurantes ao redor, complementando com um passeio gastronômico.

A Praça fica na Rua Coronel Dulcídio, no bairro Bigorrilho.

Praça do Japão

A Praça do Japão é um lugar que não deve ficar de fora do seu roteiro. A homenagem aos imigrantes japoneses é feita de diversas formas, sempre enaltecendo a beleza e delicadeza dessa cultura.

O Portal Japonês é a entrada da Praça e, a partir daí você tem algumas opções. O  Memorial da Imigração Japonesa  é o maior prédio da praça e tem arquitetura asiática e conta um pouco da história dos imigrantes.

Você pode visitar a Biblioteca Municipal da Praça do Japão, onde estão disponíveis publicações em japonês, ou a Casa de Chá, onde acontece uma cerimônia do chá toda quinta-feira.

Recentemente, a Praça ganhou a Casa da Cultura, onde você vai conhecer as dobraduras de papel – famosos origamis -, a arte floral e os poemas de três versos, conhecidos como haikai.

A capital paranaense tem a segunda maior comunidade japonesa do Brasil, perdendo somente para São Paulo.

A Praça do Japão fica na Avenida Sete de Setembro, no bairro Água Verde e está aberta todos os dias.

A Casa da Cultura funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, e para participar da cerimônia do Chá, você pode ir de 9h às 16h, toda quinta-feira.

Passeio de bicicleta

Eu indico que você faça um passeio com o pessoal do KuritiBike. Eles têm várias opções de roteiros, mas o que eu escolhi foi o Bar & Bike, que percorre um circuito de bares da capital paranaense.

Se você ainda não sabe, Curitiba tem um conceito muito próprio: o bar de rua. Neles, os clientes consomem as bebidas e os aperitivos na calçada, muitas vezes sentados no meio-fio. No verão ou no congelante inverno curitibano, essa é uma tradição que nunca morre.

No passeio, a gente fez quatro paradas, sendo que em três nós tivemos direito a degustação.

O bolinho de carne do bar O Torto, um dos primeiros bares de rua de Curitiba, criado em homenagem ao jogador garrincha, estava na lista.

Bar do Alemão

Você não pode voltar de Curitiba sem experimentar a famosa carne de onça – nem imagine cometer esse pecado, viu?

Claro que o prato não é feito com carne de onça, mas, de boi, e ganhou esse nome porque quem come fica com “bafo de onça”, por causa da quantidade de cebola que vai no preparo.

É um clássico curitibano e o Bar do Alemão é um ótimo lugar para encarar essa onça.

CURITIDOCE
Se você gosta de explorar a gastronomia das cidades que visita, o Curitidoce pode ser muito interessante.

Esse tour guiado – que, na verdade tem vários roteiros – nos apresenta Curitiba e seus sabores. São chocolaterias, sorveterias, confeitarias, cafeterias e muito mais.

Para saber mais, dê uma olhada no site que tem tudo.

Linha Turismo

Se você quiser otimizar seu tempo para conhecer a maioria dos lugares que eu mostrei, você pode usar a  Linha Turismo. 

Ela passa por 26 pontos turísticos em um percurso de 45 quilômetros, que dura, mais ou menos, três horas. E o mais legal é que a gente pode descer e subir do ônibus enquanto o tíquete estiver valendo.

Dê uma olhada no mapa:

Eu acho que vale muito a pena, principalmente se você não conhece nada da cidade e deseja ter uma visão do todo.

Ah! Você pode comprar a passagem no próprio ônibus. Aproveite para ver todas as informações.

O que fazer nos arredores de Curitiba

Passeio de trem para Morretes

Este é o segundo passeio mais procurado no Paraná, perdendo apenas para as Cataratas do Iguaçu.

A viagem de trem para Morretes é realmente um daqueles programas imperdíveis.

O trem sai de Curitiba e, durante todo o tempo, um guia vai nos dando as informações históricas de cada lugar, e olha que são muitos os fatos interessantes que envolvem a ferrovia.

Se quiser saber mais sobre a viagem, leia: Curitiba: a viagem de trem para Morretes. Dá para fazer um bate-volta, como eu explico.

Só não deixe de comer o tradicionalíssimo barreado, viu?

Antonina

Como fica Pertinho de Morretes, dá para fazer um rápido passeio por Antonina, cidade que é abraçada pelo mar, onde repousam as embarcações dos pescadores que mantêm viva a tradição na cidade.

Antonina é pequena e aconchegante, são apenas 19.000 habitantes. A cidade foi morada original dos sambaquis, grupo indígena que viveu nessa região até que fossem criados os primeiros povoados, no final da década de 1640.

Aliás, foram eles, os índios, que deram origem ao que hoje conhecemos como Estrada Graciosa. Por essa rota eles migravam para o litoral nos meses mais frios do ano, onde sobreviviam por meio da pesca e da cata de mariscos.

Estrada Graciosa

Hoje a Estrada da Graciosa se tornou um ponto turístico do caminho entre Curitiba e Morretes. Então, a minha dica é ir de trem e voltar de van ou de carro para poder fazer paradas na estrada.

É uma estrada jardim, linda e perfeita para boas fotos.

Parque Estadual de Vila Velha

Quem visita Curitiba tem, também, a grande oportunidade de estender a viagem um pouco mais para conhecer o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa.

Rodeado pela bela paisagem dos Campos Gerais, o Parque é famoso pelos arenitos que se formaram nessa região há mais de 300 milhões de anos.

Para ver os detalhes desse passeio, leia: Os arenitos do Parque Estadual de Vila Velha.

Cataratas do Iguaçu

Um pouco mais longe – ou bem mais longe – estão as famosas Cataratas do Iguaçu. Essa é uma dica extra para você colocar no roteiro se tiver com tempo e com dinheiro para esticar a viagem até Foz do Iguaçu.

Todos os adjetivos que eu usar serão insuficientes para descrever a beleza, a magnitude e a impressionante grandeza das Cataratas que se formam no Rio Iguaçu: um conjunto de 275 cachoeiras escorrem por penhascos com até 82 metros de altura, o que equivale a um prédio de aproximadamente 27 andares.

O que fazer em Curitiba e arredores

Para saber mais detalhes deste passeio, leia: Cataratas do Iguaçu: preciso dizer algo?

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Quando ir

O clima em Curitiba varia bastante: em algumas épocas do ano, faz calor, frio e chove no mesmo dia.

A temperatura média, no verão, é de 21 graus, com máximas de 34. No inverno, faz muito frio, e as temperaturas chegam próximo de zero grau. Julho é, normalmente, o mês mais frio.

Quem leva

Special Paraná tem pacotes que atendem todas essas atividades que eu considero essenciais para ver e fazer em Curitiba.

Para conhecer todos os pacotes, e para fazer sua reserva, basta acessar o site da agência.

Como chegar

O Aeroporto Internacional Afonso Pena (CWB) fica a 18 quilômetros do Centro.

De carro, a principal rodovia é a BR 116, a Regis Bittencout. Depois de concedida à iniciativa privada, ela está duplicada e em boas condições. Há cobrança de pedágios e você pode consultar os valores no site da concessionária.

Dê ônibus, as principais empresas que chegam a Curitiba são a Viação Cometa e a  Itapemirim.

A Estação Rodoferroviária fica na Avenida Presidente Affonso Camargo, no Jardim Botânico, uma região bem central de Curitiba.

Para chegar a ela, você pode usar o sistema de transporte público, chamado pelos curitibanos de biarticulado, e descer no tubo – ponto de ônibus – da Rodoferroviária.

Onde ficar em Curitiba

Sem muita enrolação, vou logo dizer que o melhor lugar para ficar em Curitiba é o Centro.

Basta olhar no mapa abaixo para ver que as principais atrações da cidade estão a poucos quilômetros dele – algumas, a poucos metros – e, assim, fica fácil conhecer tudo em pouco tempo e sem gastar muito.

Ficar na região central também é ideal porque, nesta área, estão os melhores hotéis da cidade: os mais procurados, os mais bem avaliados e, claro, aqueles que cobram um preço justo – tem de tudo nesta área.

Os melhores hotéis de Curitiba

SAINT EMILION HOTEL

Vamos começar pelos mais  econômicos? O Saint Emilion Hotel é um hotel bem equipado, com tudo que precisamos para dias tranquilos e de bom sono. Ele fica no Centro, a  melhor região para se hospedar em Curitiba.

Os quartos são amplos, arejados e muito confortáveis. O café da manhã é farto, sempre com muitas opções e, juntando a tudo isso, o atendimento que sempre é especial, o hotel acumula vários pontos positivos.

HOTEL SOL

O Hotel Sol é um hotel pequeno e básico, perfeito para quem quer apenas um lugar para dormir e deixar a bagagem. Ele fica no Centro, pertinho da Rua 24 horas e do Mercado Público.

Os quartos são compactos, limpos e o café da manhã é básico, podendo ou não estar incluso na tarifa – tem que conferir isso antes de fazer a reserva.

LIZON CURITIBA HOTEL

O Lizon Curitiba Hotel é um dos hotéis mais tradicionais da cidade. Atendimento ótimo, limpeza e cuidados com higiene em dia e café da manhã saboroso, com muita variedade pães, bolos e frutas. Os quartos são bem confortáveis, amplos e práticos. Tem um bom custo-benefício.

Onde ficar em Curitiba

O hotel é muito bem localizado e tem tudo perto: farmácia, shopping e dá para ir caminhando até o Mercado Público. Ele também fica pertinho da Estação Ferroviária e da Rodoviária – perfeito para quem vai fazer a viagem de trem até Morretes.

HOTEL ROCKEFELLER

O Hotel Rockefeller fica na mesma área, no Centro, bem perto da Estação Ferroviária e de várias atrações da cidade. Ele é muito procurado por hóspedes que vêm a Curitiba a trabalho e, para nossa sorte, costuma ter diárias mais baratas nos finais de semana.

Onde ficar em Curitiba

Os quartos são extremamente confortáveis, espaçosos e arejados. A decoração de todo o hotel é muito acolhedora e isso faz muita diferença. O café da manhã e o atendimento também são muito elogiados.

PESTANA CURITIBA

O Pestana Curitiba é um dos mais completos do Centro. Com toda responsabilidade que a marca tem, ele oferece conforto e comodidade na medida certa: tem piscina, restaurante com cardápio bom, atendimento organizado e profissional.

Onde ficar em Curitiba

Os quartos são bem amplos – coisa que a gente encontrava mais facilmente em hotéis mais antigos – e super aconchegantes. Outro ponto positivo é que o Pestana Curitiba aceita animais de estimação.

Onde ficar em Curitiba

IBIS STYLES CURITIBA

Para quem gosta da rede, tem um hotel Ibis Styles Curitiba no Centro Cívico que é muito interessante. Ele funciona em um casarão e nada lembra o antigo padrão de hospedagem oferecido pelo grupo. Como sempre digo, Ibis é garantia de que a gente não vai ter surpresas desagradáveis na hospedagem – pelo menos comigo sempre foi assim.

Onde ficar em Curitiba

É um básicão que, às vezes, a gente precisa e não há problema nenhum nisso. Os quartos são compactos, bem resolvidos e – claro – a melhor parte está fora das paredes do hotel: uma cidade linda para a gente explorar. Então, nesse caso, uma boa cama é o suficiente.

INTERCITY CURITIBA CENTRO CÍVICO

Outro hotel que merece sua atenção é o Intercity Curitiba Centro Cívico. Essa rede está revolucionando o modelo de hospedagem no Brasil e tem cada vez mais ganhado o coração dos viajantes que não abrem mão do conforto, da segurança e – claro – querem pagar um preço justo pelo serviço.

Onde ficar em Curitiba

A localização do hotel é muito boa, perto de várias atrações da cidade – ele fica na avenida que divide o Centro Cívico do Centro Histórico. É perto de tudo, mas tem um certo distanciamento que nos dá um respiro muito bem-vindo.

Onde ficar em Curitiba

TRANSAMERICA PRIME BATEL CURITIBA

Para não dizer que eu só dei dicas de hotel no Centro, vou colocar o Transamerica Prime Batel Curitiba que é um dos melhores da cidade – isso não é pouca coisa, né? O Batel é um bairro boêmio de Curitiba, perfeito para quem gosta de curtir a noite e comer bem – os melhores restaurantes da cidade estão nessa região.

Onde ficar em Curitiba

Apesar de ficar um pouco afastado das atrações da cidade – nem é tão longe assim -, ele ganha vários pontos porque tem uma estrutura excelente para quem quer bom atendimento, conforto, segurança e outras mordomias que o dinheiro pode pagar.

HOTEL RADISSON CURITIBA

O Radisson Hotel Curitiba é um dos mais caros de Curitiba, mas é perfeito para quem quer uma hospedagem completa, com um quarto mega aconchegante, privacidade e comodidades mil  – o hotel é um luxo.

Ele fica no Batel, um bairro boêmio de Curitiba, e tem academia, sauna e serviço de massagem – aí você aproveita e relaxa de vez. O restaurante tem pratos ótimos e terminar a noite no bar do hotel é uma boa opção. Com certeza, valerá muito a pena.

Hostel em Curitiba

Se você está precisando economizar uma grana e topa dividir um quarto com outros viajantes, o melhor hostel da cidade é o Motter Home Curitiba.

MOTTER HOME CURITIBA HOTEL

O Motter Home Curitiba Hostel é o preferido dos viajantes econômicos e também de quem prefere a energia de um hostel do que a solidão de um quarto de hotel – agora eu fui dramático, mas quem não é? O hostel tem uma avaliação super positiva em todos os aspectos e, sem dúvida, é uma grande escolha.

A localização também é perfeita: perto do Batel – onde estão os melhores bares da cidade – e das atrações dos Centros Histórico e Cívico. Há transporte público fácil e o pessoal que atende no hostel sempre dá dicas muito boas. É só colar neles que o sucesso vem.

Faixas de Preços

Agora que você viu quais são os melhores hotéis da cidade e onde ficar em Curitiba, eu vou mostrar o mapa com as faixas de preços.

No mapa abaixo estão todas as opções de hospedagem em Curitiba e você pode escolher aquela que se encaixa melhor no seu orçamento.



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RECOMENDAÇÕES DE VIAGEM - COVID-19

Devido à pandemia de Covid-19, novas medidas de saúde e segurança foram adotadas. Elas são importantes para evitar o contágio, protegendo você, quem trabalha diretamente com o turismo e as comunidades locais.

Antes de viajar, verifique a situação do seu destino para não encontrar atrativos fechados e, claro, não colocar a sua vida e a de seus familiares em risco.

Veja algumas medidas adotadas:

  • Álcool gel disponível nos quartos e nas áreas comuns;
  • Uso obrigatório de máscaras nas áreas comuns;
  • Respeito às regras de distanciamento físico;
  • Uso de produtos de limpeza eficazes contra o coronavírus;
  • Café da manhã pode ser servido no quarto.

Veja mais dicas do Paraná

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver mais dicas do Paraná.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

9 Comentários

    • Oi, Fabio.

      Tudo é uma questão de perspectiva, não é?
      Se uma pessoa está planejando vir a Curitiba, acho importante saber dessa opção, ainda que pareça longe.
      Eu dou várias dicas de lugares mais próximos também.

      Um abraço.

  1. Escreva mais, é tudo o que tenho a dizer. Literalmente, parece que você se baseou no vídeo para seu ponto de vista.
    Você claramente sabe o que você está falando. Por que reduz sua inteligência em apenas postar vídeos para seu blog, quando você poderia estar nos dando algo informativo para ler?

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