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Cânion do Colca: o majestoso voo do condor perto de Arequipa

Atualizado em 8 de janeiro de 2024 – POR ALTIER MOULIN

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

A cidade de Arequipa é a segunda maior do Peru. Ela está encravada na Cordilheira dos Andes, a 2.300 metros acima do nível do mar. Além dos prédios do Centro Histórico e dos imponentes picos nevados que cercam a cidade, eu descobri o Cânion do Colca. Um destino imperdível para quem está planejando visitar este lado do Peru.

Reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o Centro Histórico foi construído com sillar, uma rocha vulcânica de cor clara, e por isso, Arequipa é também chamada de Cidade Branca.

→ Onde ficar em Arequipa

Embora a cidade tenha todo esse apelo histórico, a maioria dos turistas que chega a Arequipa faz o passeio bate-volta até o Cânion do Colca. Isso porque, a não ser que você tenha um forte motivo, não é necessário pernoitar na região do Cânion.

Bate-volta ao Cânion do Colca

A viagem de Arequipa até o Cânion do Colca começa cedo, porque é preciso percorrer 250 quilômetros – uma grande parte em estrada de terra – cruzando dezenas de pequenas vilas às margens do rio Colca.

O vale do Colca foi formado pela movimentação da placa tectônica sul-americana. Ele é um dos mais profundos do mundo, chegando a ter 3.400 metros em seu ponto máximo, que fica mais longe, na cidade de Canco.

O ponto mais alto da região é o vulcão inativo Ampato, com 6.288 metros de altitude, enquanto que o mais baixo é onde se encontra o leito dos rios Colca e Andamayo, a 970 metros do nível do mar.

Todo o vale tem uma extensão de 100 quilômetros e ocupa apenas um setor da bacia do rio Colca, entre os distritos de Callalli e Huambo.

Nesta área, existem 16 aldeias collaguas e cabanas, herdeiras de uma rica tradição cultural. Entretanto, as aldeias de Chivay e Cabanaconde são as mais visitadas por turistas.

Porta de entrada para o Cânion, Chivay fica a 42 quilômetros de Arequipa e a paisagem até ela já vale o passeio: a gente viaja sobre uma área de vulcões, alguns inativos e outros apenas adormecidos e não é raro encontrar neve pelo caminho.

Em Chivay estão as piscinas de águas termais que brotam a quase 90 graus e descem do vulcão Misti carregadas de enxofre. Nas piscinas, peruanos e estrangeiros se banham para se aquecer do frio e por acreditarem em seus poderes curadores.

Não é preciso andar muito para perceber que a gente está em terras de longa história.

Os povos que habitavam esta região, antes da chegada dos incas, eram mestres no cultivo do maíz, uma espécie de milho. Além disso, foram eles os primeiros a criar os terraços nas montanhas para ampliar as possibilidades de plantio.

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

Hoje, os collaguas e os cabanas dividem o domínio da região e se diferenciam de uma forma muito peculiar.

Os collaguas habitam as partes mais altas do vale e as mulheres usam sempre chapéus bordados. Já os cabanas ocupam a parte mais próxima ao rio e as mulheres não têm enfeites nos chapéus.

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

O voo do condor

A estrada sinuosa que margeia o cânion nos leva até o ponto mais alto da rota. Cabanaconde é famosa por ser o lugar onde assistimos ao enigmático voo do condor-dos-andes, no mirante Cruz del Condor.

Não há quem venha ao Colca e não almeje apreciar o voo de uma das maiores aves do planeta, que desperta grande admiração em boa parte dos países andinos.

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

Medindo quase 1,5 metro de altura e com mais de três metros de envergadura, o condor-dos-andes abre as suas asas sobre o cânion e proporciona momentos de entusiasmo e plenitude.

Apesar do dia ter começado frio e nublado, o sol apareceu e eu tive a sorte de ver e de fotografar o voo destes gigantes bem de perto.

No caminho de volta para Arequipa, Maca é um pequeno vilarejo que sofreu durante anos com a erupção do Quehuisha.

Na última vez, o vulcão começou lentamente a soltar fumaça e cinzas em um processo de erupção que durou mais de um ano e atingiu fortemente a cidade. Com isso, centenas de moradores tiveram que abandonar suas casas.

Ainda hoje, é possível ver as evidências da destruição causada pelo vulcão.

A viagem pelo Cânion do Colca não termina antes de cruzar uma estrada longa e com poucas curvas, que corta o Parque Nacional de Aguada Blanca.

Ele é a morada de lhamas e vicunhas selvagens que, assim como o condor, são símbolo da Cordilheira dos Andes.

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

Quando ir

De forma geral, as temperaturas de Arequipa são amenas, com termômetros oscilando entre dez e 24 graus praticamente o ano todo.

Um ponto positivo da cidade é que ela tem mais de 300 dias de sol por ano. No verão, de novembro a abril, a temperatura gira em torno dos 20 graus.

No inverno, os termômetros variam entre cinco e nove graus. As chuvas são mais frequentes de janeiro a março, quando chove praticamente todos os dias – apesar disso, não são chuvas duradouras.

Cânion do Colca e o majestoso voo do condor

A melhor época para programar uma viagem para Arequipa é de novembro a abril: os meses ideais são dezembro e janeiro.

Em agosto, a cidade lembra o aniversário de sua fundação espanhola com feiras, fogos de artifício e até brigas de touros. Nessa época faz frio especialmente à noite.

Como chegar

Uma viagem de carro de Lima a Arequipa pode ser longa o suficiente para lhe deixar entediado. São mais mil quilômetros de estrada saindo do nível do mar até uma altitude de 2.380 metros.

O roteiro pode ficar mais interessante se você tiver tempo e disposição para fazer paradas em cidades estratégicas, como em Paracas, Nazca, Ica, e vilarejos pelo caminho.

A maneira mais fácil de chegar a Arequipa é de avião. O Aeroporto Rodriguez Ballon (AQP) fica a oito quilômetros do Centro.

→Principais companhias aéreas do Peru

Há dois terminais de ônibus na cidade: o Terminal Terrestre e o Terminal Terrapuerto. Eles estão um do lado do outro, a cerca de três quilômetros do Centro Histórico. Um táxi até eles custa cerca de PEN 10.

→ Principais empresas de ônibus no Peru

Informações Básicas

Visto

Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e o prazo máximo de permanência é de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

Documentos

Você deve apresentar o passaporte, com seis meses de validade, ou a carteira de identidade, emitida há menos de dez anos e em bom estado de conservação.

Dinheiro

A moeda peruana é o nuevo sol, identificado pela sigla PEN e pelo símbolo S/. Para sua viagem, leve dólares e troque nas casas de câmbio.

Vacinas

A vacina contra febre amarela é recomendada para quem for viajar para a região amazônica. Veja como solicitar o certificado pela internet.

Informações sobre covid-19

Desde outubro de 2022, o governo peruano eliminou todas as exigências relacionadas à pandemia de covid-19 para entrar no país. Sendo assim, não é necessário apresentar exames ou comprovar vacinação.

Seguro viagem

Apesar de não ser obrigatório,  viajar sem o seguro viagem não é uma boa ideia,  pois é sempre bom saber que teremos atendimento médico e hospitalar na hora que mais precisarmos.

Além disso, o preço do seguro viagem é menor do que se costuma pensar e ele também garante que você estará amparado em situações como cancelamento da viagem, extravio de bagagem e muitas outras.

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Veja mais dicas do Peru

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver mais dicas do Peru.

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