Dez coisas para fazer de graça em Berlim

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Atualizado em 2 de março de 2018

É muito difícil não gostar de Berlim, a capital da Alemanha. No melhor estilo europeu, a cidade é organizada, limpa, cheia de parques e praças. Os prédios clássicos e modernos se complementam em um show arquitetônico. Porém, você vai gostar mesmo é de saber que dá para fazer muita coisa de graça em Berlim.

Além disso, o sistema de transporte é eficiente, barato e cobre todas as áreas da cidade e de seus arredores. Mas, dependendo do lugar em que estiver hospedado, dá para fazer quase tudo a pé. Vale a pena caminhar pelos quarteirões que testemunharam o período mais lamentável da história humana: a Segunda Guerra Mundial.

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O que fazer de graça em Berlim

Memorial do Muro de Berlim | O Memorial do Muro de Berlim – Gedenkstätte Berliner Mauer, em alemão – é a principal fonte de memória do que foi a divisão do mundo em duas partes durante a Guerra Fria. E, aqui, essa história é contada por meio de pedaços do muro que ainda estão de pé. Além de tantas outras dolorosas lembranças que os alemães fazem questão de manter acessíveis a turistas do mundo todo.

Dez coisas para fazer de graça em Berlim

Parte do que foi preservado do Muro de Berlim com uma das torres de vigia ao fundo.

Em todo o espaço do Memorial, há placas indicativas, painéis que explicam cada detalhe, vídeos originais e áudio-guias. Esses elementos são super importantes para que você entenda melhor o que se passou nessa área de Berlim. Em algumas partes do Muro foram colocadas estacas de ferro e em vários pontos da cidade é possível ver uma linha no chão feita de paralelepípedos que mostra onde o Muro ficava.

Para saber mais sobre esse passeio, leia: Como é visitar o Memorial do Muro de Berlim.

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Monumento às vítimas do Muro.

East Side Gallery | Na verdade, em várias partes de Berlim você pode ver trechos do antigo muro. Um lugar que vale muito a pena conhecer é a East Side Gallery. Ela é considerada a galeria de arte ao ar livre que está a mais tempo em exibição. Aqui, artistas encheram as dolorosas paredes do muro de cores em pinturas de cunho político e humanista.

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O resto do muro que virou galeria de arte em Berlim.

Entre essas obras está o famoso grafite de Dmitri Vrubel, que mostra o caloroso beijo entre Leonid Brejnev, ex-líder do Partido Comunista Soviético, e o então presidente da Alemanha Oriental, Erich Honecker, em 1979.

Naquela época, era comum que os partidários comunistas se cumprimentassem com um beijo na boca, mas o movimento imortalizado na fotografia de Regis Bossu foi uma demonstração do forte vínculo entre a Alemanha e a extinta União Soviética.

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O famoso grafite de Dmitri Vrubel fica na East Side Gallery.

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A emblemática que mostrou ao mundo a aliança comunista.

Cúpula do Parlamento | Um dos prédios mais imponentes de Berlim é, justamente, o do Parlamento. Você pode conhecer parte de seu interior em uma visita guiada ou para subir até o topo do Reichstag para visitar a cúpula de vidro que tem uma vista linda da cidade. Mas você deve fazer o agendamento antes, no local ou pela internet.

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A cúpula do Parlamento alemão.

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A visão dessa doma de metal e vidro é sensacional.

Na entrada é preciso passar por procedimentos padrões de segurança e, depois, você recebe um áudio-guia que explica tudo o que você vai ver. As visitas na cúpula acontecem das 8h às 24h e você pode ficar o tempo que quiser aqui dentro.

Portão de Brandemburgo | O maior símbolo da capital alemã é muito concorrido e, dificilmente, você vai encontrar a área do Portão de Brandemburgo vazia, sem turistas querendo registrar esse momento.

Obra do século 18, esse incrível monumento resistiu a guerras e ao período comunista e, ainda hoje, guarda consigo as marcas daqueles tempos: observe nas colunas e nos prédios ao redor as marcas de tiro. Eu sugiro que você visite esse monumento à tarde, quando ele é mais bem iluminado pelo sol.

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O principal cartão-postal de Berlim.

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Detalhe do Portão de Brandemburgo.

Parque Tiergarten | A maior área verde de Berlim foi, praticamente, destruída durante a Segunda Guerra Mundial, e as poucas árvores que sobraram daquele tempo foram usadas como lenha no pós-guerra. Além disso, boa parte dessa área foi usada para sepultar soldados soviéticos assassinados durante os combates.

Totalmente reflorestado, o Tiergarten tem praças de alimentação, lagos onde você pode fazer passeios de barco, trilhas para caminhadas contemplativas e algumas áreas onde se pratica o nudismo. No parque também está a belíssima Coluna da Vitória, que celebra o sucesso nas guerras do século 19.

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A Coluna da Vitória que fica no Tiergarten.

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A escultura que comemora as vitórias do século 19.

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Dá para fazer muita coisa no Tiergarten, inclusive andar nesses barquinhos.

Memorial do Holocausto | O Memorial aos Judeus Mortos na Europa – também chamado de Memorial do Holocausto ou de Holocaust-Denkmal, em alemão – ocupa uma área de quase 20 mil metros quadrados, e se assemelha a um enorme cemitério com exatos 2.711 blocos de concreto que parecem verdadeiros túmulos.

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Os blocos de concreto que dão a aparência de um imenso cemitério.

Mas não é só isso: no subsolo, funciona um museu, que eles chamam de Centro de Informação. Ele lembra as vítimas do regime nazista na Alemanha e de todo o território ocupado durante a Segunda Guerra Mundial, e reconta essa terrível história por meio de fotos, vídeos, mapas e outros meios audiovisuais.

Para saber mais sobre esse passeio, leia: O imperdível Memorial do Holocausto, em Berlim.

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Uma das salas do museu exibe o nome de todas as vítimas do Holocausto já identificadas.

Sachsenhausen | Esse foi um dos primeiros campos de concentração a serem construídos na Alemanha. Em 1936, muito antes do início da guerra, ele já recebia presos políticos, desafetos do regime de Adolf Hitler, mas sua principal função era, mesmo, treinar o exército nazista. Durante o Holocausto, muitos judeus foram enviados para cá e exterminados covardemente.

A visita ao campo de concentração de Sachsenhausen é triste e muito dolorosa, mas estar nesse lugar nos dá uma visão – ainda que pequena – do que foi esse trágico período histórico vivido pelo país.

Para saber mais sobre esse passeio, leia: Como é a visita a Sachsenhausen.

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A entrada do campo de concentração.

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O muro e as torres que vigiavam os prisioneiros.

Igreja Gedächtniskirche | Parcialmente destruída durante a Segunda Guerra, essa igreja luterana é, hoje, um memorial à paz. E isso aconteceu porque os berlinenses impediram que ela fosse totalmente reconstruída no pós-guerra, já que para eles aquele era um dos fortes símbolos da necessidade de promover a bonança no país e no continente.

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A igreja, que foi destruída pela guerra, virou um monumento à paz.

É interessante observar as marcas de tiro nas paredes, os vitrais quebrados e o relógio parado no tempo. Do lado de dentro, o teto tem uma pintura belíssima que também foi danificada durante os ataques, e dá pra ver, com clareza, que apenas alguns reparos foram feitos para que o que restou do templo continuasse de pé.

Como a igreja foi transformada em museu, as celebrações acontecem no prédio construído ao lado da antiga igreja.

Check Point Charlie | Outro símbolo da Guerra Fria e da divisão de Berlim, o Check Point Charlie funcionava como um posto de fronteira entre a Alemanha Oriental, comunista, e a Alemanha Ocidental, capitalista. Havia muitos outros pontos de controle como esse, mas Charlie era o mais movimentado.

Considerado pelos prisioneiros do regime comunista como a porta para a libertação, hoje, ele é um importante ponto de memória e, aqui perto, funciona um museu que conta toda sua história.

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O posto de fronteira mais famoso de Berlim.

Feirinha de antiguidades | Para quem gosta de comprar bugigangas, a feirinha que funciona nos finais de semana perto do Museu Bode é um verdadeiro achado. Aqui, dezenas de artesãos apaixonados por antiguidades expõem suas relíquias para venda.

Esculturas, telas, livros, bijuterias, louças, cristais e quase tudo o que você pensar tem aqui. Os preços variam muito, então o ideal é dar uma circulada antes de decidir o que levar.

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A feirinha que reúne quase tudo o que você imaginar.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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