De São Luis a Alcântara em um bate-volta

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Atualizado em 15 de fevereiro de 2018

A cidade de Alcântara fica do outro lado da baía que se forma da junção do mar com as águas do Rio Mearim. Partindo de São Luís, capital do Maranhão, a maneira mais comum de chegar aqui é de barco. São cerca de 1h30 navegando.

Ao desembarcar na cidade você será conduzido pelo passado colonial que Alcântara preserva em forma de casarões, igrejas e monumentos. Aqui, até o calçamento das ruas tem história e assim como ela é, simples e pequena, dá pra conhecer tudo em um período do dia – manhã ou tarde – sem pressa.

Eu chego cedo, por volta das nove horas, e logo encaro a Ladeira do Jacaré. É ela que vai me levar aos principais atrativos de Alcântara, como a Praça da Matriz, onde estão as ruínas da antiga Igreja de São Matias, e o Museu Histórico de Alcântara, um casarão do século 18, cheio de objetos e móveis da época.

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A Ladeira do Jacaré.

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A ruína da antiga Igreja de São Matias.

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Fachada de azulejo do prédio onde funciona o Museu Histórico.

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Essa região é a mais interessante da cidade. Aqui, há uma divergência de opiniões: alguns dizem que a igreja nunca foi terminada, enquanto outros afirmam que sim.

Seguindo o roteiro, passo pela Prefeitura, pela Igreja de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Vejo também as ruínas dos palacetes construídos para receber Dom Pedro II, visita que nunca aconteceu.

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O passado em forma de casario.

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Aqui até o calçamento das ruas conta a história.

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Ruína de um dos palacetes feitos para abrigar Dom Pedro II.

Alcântara é uma cidade pacata. Aqui há dois atrativos que enchem a sua população de orgulho: um deles é o fato da cidade abrigar o Centro de Lançamento, onde são desenvolvidas pesquisas espaciais e o lançamento de satélites.

Outro motivo de altivez é que em nenhum lugar do mundo – somente aqui – você encontra o delicioso doce de espécie. Essa iguaria tem uma fina camada feita de farinha de trigo onde repousa uma mistura de coco e açúcar.

Herança dos portugueses, o doce se tornou popular por ser distribuído gratuitamente durante a festa do Divino Espírito Santo. Essa é a principal da cidade e que acontece sempre no mês de maio. Porém, mesmo fora do período de festas, a exuberância desse doce toma conta da cidade. Ele é vendido em diversas casas pelo modesto preço de R$ 1.

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O doce de espécie.

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É fácil encontrar onde comprar o doce.

Planeje sua viagem à cidade de Alcântara

Quando ir | Alcântara pode ser visitada o ano inteiro, mas nos meses de outubro a abril as chuvas são frequentes. Portanto, a melhor época é mesmo o verão, a estação seca, que vai de maio a setembro.

Como chegar | Os catamarãs que chegam a Alcântara partem do Cais da Praia Grande, que fica em frente ao Centro Histórico de São Luís. Os horários variam de acordo com a maré, mas há saídas três vezes ao dia. A passagem custa R$ 12, cada trecho.

Com sorte – eu digo muita sorte – você pegará o mar tranquilo, pois a regra é que o barco balance muito e, por isso, algumas pessoas passam mal. Se preferir, você pode tomar um remédio para enjoo, conforme seu médico prescrever.

Eu peguei o catamarã às 7h e por volta das 12h já tinha conhecido os principais atrativos da cidade de Alcântara. Aqui, o atendimento na venda das passagens é precário com informações erradas e desencontradas.

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O guichês do terminal de Praia Grande.

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Interior do barco que me levou a Alcântara.

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O cais de Alcântara.

Eu optei por não contratar um guia e me virei bem, mas se quiser o acompanhamento de um profissional, você pode encontrar informações no centro de apoio ao turista que funciona na chegada, bem perto do cais.

Há outras opções para chegar a Alcântara. Se quiser vir de carro, você pode fazer a viagem de duas formas: cruzar a baía de ferry boat chegando ao terminal Ponta da Espera, em  Cajupe – Maranhão – ou seguir por terra em uma viagem que demora cerca de sete horas. Não há ônibus que faça esse trajeto.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um viajante apaixonado pelas coisas desse mundo. Um jornalista que adora contar boas histórias e compartilhar informações de viagem. Meu propósito de vida é ajudar outras pessoas a conhecerem lugares novos e a viverem experiências inesquecíveis.

6 Comentários

  1. Avatar

    Adorei o post!! Muito interessante as informações sobre Alcântara. Vou aproveitar e conhecer na minha viagem agora em julho para São Luis e Lençóis.

    • Altier Moulin

      Oi Brenda,

      Na verdade eu me referi ao ‘verão’ maranhense, já que por lá eles chamam de inverno a estação chuvosa e de verão a estação seca. 🙂

      Um abraço.

  2. Avatar
    Luis Carlos Smith on

    Esse lugar é muito lindo e tem história, as suas ruínas são provas disso . Podem visitar a base de lançamento de foguetes e as cidades vizinhas , Guimarães, Cedral e Cururupu com suas praias lindas e desertas (pouco usadas).

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