Centro Histórico de São Luís: como visitar esse Patrimônio Mundial

Atualizado em 18 de outubro de 2022 – 3 min de leitura

Centro Histórico de São Luís

Para visitar o Centro Histórico de São Luís é preciso se desfazer de qualquer imagem de cidade colonial que você tenha.

Se vier para cá achando que vai encontrar algo como as cidades históricas de Minas Gerais, especialmente Ouro Preto e Diamantina, ou até mesmo a pequena cidade de Goiás, no interior do estado homônimo, você vai se decepcionar.

→ Onde ficar em São Luís

Pouco cuidado e com vários prédios precisando de restauro, o Centro Histórico de São Luís – um Patrimônio Mundial – nem sempre é visto com bons olhos.

Neste artigo, eu vou explicar sobre:

Entenda o Centro Histórico

Talvez, isso tenha uma explicação: as peculiaridades das diferentes regiões brasileiras não podem ser ignoradas, e comparar qualquer lugar com outro é um erro primário.

Para entender um pouco como isso funciona é preciso saber, por exemplo, que no Maranhão há apenas duas estações no ano: a da seca e a da chuva.

Centro Histórico de São Luís

Assim, expostas ao vento e à chuva por quase seis meses, as construções históricas se degradam num ritmo muito mais rápido do que a burocracia exigida para seu restauro e manutenção.

Centro Histórico de São Luís

Apesar disso, caminhar por essas ruas estreitas e ver os prédios que guardam parte da história da cidade – e do nosso país – é uma experiência prazerosa.

Durante o dia ou à noite, o Centro Histórico de São Luís sempre tem uma atração para nos entreter.

Centro Histórico de São Luís

Eu cheguei cedo e fiz uma gostosa caminhada passando pelo Museu Histórico e Artístico do Maranhão, que funciona num casarão do século 19 e, depois, visitei a Fonte do Ribeirão, onde a população se abastecia com água potável.

Centro Histórico de São Luís

Minha próxima parada foi o Teatro Arthur Azevedo cujas primeiras ideias para sua construção surgiram ainda em 1815. O nome, que veio bem mais tarde, é uma homenagem a um importante teatrólogo maranhense.

Eu não consegui, mas se quiser, você pode conhecer o interior do teatro.

A sede do governo maranhense

Depois de almoçar frutos do mar e de experimentar o saboroso arroz de cuxá no famoso e requintado restaurante do Senac, eu fui conhecer o Museu de Arte Sacra e fiz uma visita guiada pelo Palácio dos Leões, a sede do governo maranhense.

Centro Histórico de São Luís

Antes que o dia acabasse, eu ainda passei pela Casa do Maranhão, que funciona num imenso casarão e tem objetos que contam as raízes da cultura do Bumba Meu Boi, a principal atração das festas de São João no estado, e muitos outros temas importantes.

Centro Histórico de São Luís

Outro museu muito interessante é o Museu dos Dinossauros. Não deixe de fazer uma visita guiada e entenda porque esta região do país é tão importante para a pesquisa paleontológico mundial. Apesar de pequeno, o museu vale a visita.

Passar pelo Mercado das Tulhas é uma experiência antropológica.

Enquanto alguns comem e bebem tranquilamente, pequenos comércios vendem de tudo um pouco. É tudo muito simples, mas muito rico para quem tem um olhar aguçado para os detalhes da vida cotidiana.

A Rua Portugal fica pertinho. É nela que estão os prédios que têm suas paredes cobertas por legítimos azulejos portugueses.

Eu tenho certeza que você vai querer tirar uma foto aqui.

Pôr do Sol em São Luís

Antes do dia acabar, corra para a beira-mar para assistir o incrível pôr do sol sobre a junção do mar com o rio na Baía de São Marcos. É renovador.

Quando a noite cair, volte para o Centro, como eu fiz, e assista o espetáculo do Tambor de Crioula.

Essa manifestação cultural imortalizada em gerações de quilombolas tem um ritmo africano em danças e cantos que lembram o passado da escravidão.

Como visitar o Centro Histórico de São Luís

Pegue qualquer ônibus que tenha acesso ao Terminal da Praia Grande ou que passe em frente a ele. Desça e atravesse para o outro lado da Avenida Vitorino Freire. Pronto, você já está no Centro Histórico.

Fique esperto com seus objetos pessoais e evite ostentar objetos que chamam a atenção de oportunistas, como câmeras, celulares e joias, e mantenha sua bolsa ou mochila sempre bem próxima de você.

À noite, evite ruas mais desertas e escuras. Use um calçado confortável e roupas leves. Não se esqueça do protetor solar e de se hidratar.

Veja mais dicas do Maranhão

Ficou mais fácil planejar sua viagem? Se tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo.

Se preferir, pode falar comigo no Instagram: @altiermoulin. Agora, aproveite para ver outras dicas do Maranhão.

Sobre o Autor

<a href="https://www.penaestrada.blog.br/author/altier/" target="_self">Altier Moulin</a>

Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

comentários

20 Comentários

  1. Isabela

    Eu indo a São Luiz e vou me hospedar no centro, realmente não parece muito agradável aos olhos. Mas gostaria de dicas de como ir aos Lençóis maranhenses.

    Responder
  2. Eduardo Lima Felix

    Olá. Boas dicas. Estarei indo pra São Luís na primeira semana de Agosto, em uma estadia de quatro dias, vale a pena fazer um “bate-volta” até Alcântara?. Abraço.

    Responder
    • Altier Moulin

      Oi, Eduardo.
      Vale sim. Fica muito perto e é uma passeio interessante, principalmente se estiver com guia.
      Um abraço.

      Responder
  3. Ricardo

    Excelente narrativa do passeio no Centro Histórico de SLZ.
    Super indico a leitura.

    Responder
  4. Delma

    Eu quero conhecer os lençóis maranhenses e fiz várias pesquisas e a sua foi a melhor de todas,só fiquei com uma dúvida eu ir ora passa o fim de semana mas vi que vende camarão e o centro q vc visitou,a dúvida e todos esses lugares funcionam no fim de semana ou só de segunda a sexta-feira?só faltou fala sobre isso , abraços.

    Responder
    • Altier Moulin

      Oi, Delma.

      Não sei se entendi, porque você falou dos Lençóis e depois de um lugar que vende camarão.
      Acho que você está falando do Mercado das Tulias. Ele fecha aos domingos.

      Um abraço.

      Responder
  5. Roberta

    Adorei as discas Altier! Foi o melhor roteiro que li sobre o sítio histórico do Maranhão! Estarei na cidade amanhã e vou tentar seguir seus passos! kakakaka! Valeu, obrigada!

    Responder
    • Altier Moulin

      Aproveite, Roberta. 😉

      Um abraço.

      Responder
  6. Marcos

    Oi, Altier Moulin. Gostei demais de suas dicas. Vou em outubro p / São Luís e ficarei hospedado no Centro Histórico. Meu receio maior é com minha segurança, talvez isso se dê por conta do sensacionalismo da imprensa e de alguns turistas. Gostaria de saber se dá para circular tranquilamente pela cidade durante o dia e como faço para me locomover Centro Histórico-centro da cidade-Centro Histórico.

    Grato

    Responder
    • Altier Moulin

      Oi Marcos,

      Não há muito o que fazer a não ser evitar ostentar objetos caros nas ruas do Centro Histórico.

      Aptoveite! 🙂

      Responder
  7. Fabio Furtado

    Sou maranhense natural de São Luis e tenho o seguinte estereótipo da cidade: para quem vem a passeio tudo é muito lindo e maravilhoso, porém, a quem vive 41 anos como é meu caso, não vejo nada belo. Uma cidade repleta de problemas crônicos e inclusive históricos. Por insuficiência mental de portugueses a cidade foi fundada totalmente sem planejamento ocasionando hoje distúrbios em sua mobilidade urbana. Um estado mais pobre da federação, a capital muito pior que muitos interiores de estados das regiões sul e sudeste, está na 19ª de cidade MAIS VIOLENTA DO PLANETA, acreditem não há nada a comemorar…………………………….

    Responder
    • Altier Moulin

      Oi Fabio,

      Discordo, em partes, de você. Sempre teremos o que comemorar e, claro, sempre teremos o que melhorar. Os problemas de São Luís não são exclusivos da cidade.
      Não sei se você já visitou outras cidades históricas do país, mas quase todas precisam de restauro e de cuidados. Esse é um mal do nosso país.
      São Luis realmente não é a cidade mais linda que conheci, mas, sem dúvida, sua história, desenhada nas ruas do Centro Histórico e nos azulejos das fachadas, e sua cultura, com o ápice no Bumba-meu-boin deveria ser orgulho de todos os maranhenses porque isso não existe em nenhum outro lugar do mundo.

      Um abraço.

      Responder
      • Vinícius Guimarães

        Obrigado, Altier, por teu serviço:
        Me animei em fazer esse relato uma vez que li meu conterrâneo acima. Sou nascido e criado nessa linda cidade, (tenho 35 anos) cujos problemas exorbitam qualquer esfera como “segurança” ou afim, mas em razão de um Projeto de Segurança, vim pesquisar um pouco sobre minha própria terra pra não usar apenas expressões genéricas como justificativa desse Projeto e assim esbarrei em tua página. De novo, obrigado por teu serviço que soube, muito gentilmente, observar e absorver as lindezas que temos, não se ausentando de discretamente citar que a nossa manutenção poderia ser mais periódica, porém entendo das burocracias próprias de nosso Brasil e pra minha surpresa referenciando, inclusive, o nosso tão particular clima, que oscila entre duas estações, seca e chuva, em razão de nossa proximidade com a linha do equador. Diante do desserviço deste cidadão local, a beleza de teu serviço se fez ainda mais evidente pra mim.
        Abraços, @vimaranes (instagram)

        Responder
        • Altier Moulin

          Obrigado pelo depoimento, Vinícius.
          Problemas existem em qualquer lugar, mas, como disse o poeta e diplomata Rui Ribeiro Couto: “todas as viagens são lindas, mesmo aquelas que fizeres no teu bairro. O encantamento dependerá do estado de sua alma”.
          Um abraço!

          Responder
  8. Raquel

    Adorei !
    Sou maranhense e moro próximo a São Luis. Uma das minhas maiores diversões ao visitar a ilha não é it a praia, é visitar o centro histórico da cidade e reviver a historia do meu estado.

    Responder
    • Altier Moulin

      Obrigado, Raquel!

      Responder
  9. Adson

    Muito legal a matéria!

    Responder
    • Altier Moulin

      Obrigado, Adson.

      Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *