A incrível ponte do Vietnã sustentada por duas mãos

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Atualizado em 3 de junho de 2019

Quando planejava minha viagem para o Vietnã, decidi que precisava colocar no roteiro uma parada na cidade de Da Nang, na região central do país. É que aqui perto fica a mais famosa ponte do Vietnã, a Cau Vang, conhecida em inglês como Golden Bridge.

No topo de uma colina coberta por uma densa floresta, essa ponte sustentada por duas mãos de pedra, que parecem ter sido construídas há séculos, virou febre nas redes sociais. Mas, embora as mãos tenham um aspecto bem antigo, a ponte foi inaugurada há menos de um ano, como uma das muitas atrações de um completo turístico na cidadezinha de Ba Na.

Subida ao topo

A Golden Bridge fica a pouco mais de 1.400 metros acima do nível do mar e, para chegar a ela, a gente não precisa subir tudo isso a pé. É que para impulsionar o turismo no país, o governo construiu um teleférico gigantesco – o maior do mundo, com 5.801 metros. Ele faz o duro trabalho de nos levar até o topo.

A subida é tranquila e a paisagem é sensacional – especialmente se o dia estive ensolarado. De longe, a gente já consegue ver as grandes mãos que sustentam a ponte e o arco dourado que dá nome a ela: são 150 metros de comprimento exclusivos para pedestres.

A incrível ponte do Vietnã sustentada por duas mãos

Quando o teleférico parou na estação que leva à Golden Bridge, cheguei a suspirar mais fundo: eu já tinha visto tantas fotos daquele lugar, assistido a tantos vídeos mostrando como é a experiência de caminhar pela ponte, e, naquele momento, eu estava de frente para ela.

É verdade que é difícil encontrar a ponte vazia, porque o número de turistas que chega aqui todos os dias é impressionante. Basta olhar para o número de ônibus parados no estacionamento que você terá uma ideia de como será lá no topo. Além disso, por causa da altitude, se chegar muito cedo, você corre o risco de pegar tudo coberto por uma densa neblina. Então, é contar com a sorte .

Felizmente, como a área do resort é grande, eu não enfrentei filas. Na mais bonita ponte do Vietnã, claro, a batalha pelo melhor ângulo acontece o tempo todo e, por isso, a gente acaba tendo que ser paciente: conseguir uma foto sem intrusos, por exemplo, não será tão simples.

As mãos de pedra

O trabalho dos artistas que desenharam as mãos é realmente impressionante. De longe, elas nos convencem de que estão ali há décadas, talvez, séculos. Mas, quando chegamos mais perto, a gente vê que, na verdade, é tudo um efeito visual.

As mãos são feitas de concreto e pintadas detalhadamente para criar os efeitos que a deixam com esse aspecto de mais velhas: as rachaduras, os musgos e até os pequenos defeitos que, seriam comuns com o decorrer do tempo, são recriados e enganam perfeitamente o nosso cérebro. Somente quando chegamos mais perto, nos damos conta de que tudo é um truque. Um belo truque.

Como você deve imaginar, não é permitido tocar nas mãos – embora tenha visto alguns turistas fazendo isso – e nem subir nas grades da ponte.

Como falei, o Ba Na Hills é um resort de montanha com várias atrações. Além da mais incrível ponte do Vietnã, há um parque de diversões, uma pequena montanha-russa, um museu de cera com réplicas de autoridades e artistas famosos, uma estátua de buda com 27 metros de altura, templos, castelos e jardins que lembram a colonização francesa: sim, o Vietnã já foi uma colônia francesa. Então, você pode se programar para passar um dia inteiro por aqui.

A incrível ponte do Vietnã sustentada por duas mãos

Programe sua visita à ponte do Vietnã

Como chegar | A Golden Bridge fica em Ba Na Hills, um resort de montanha a cerca de 40 quilômetros de Da Nang, principal cidade da região, que tem um aeroporto internacional (DAD) com várias conexões para países da região.

Para chegar à estação de Ba Na, a cidadezinha onde está a ponte, as opções são poucas. É que não há transporte público regular para cá, então, as nossas opções ficam restritas a vans e ônibus operados por agências locais ou aos táxis.

A corrida de táxi do centro de Da Nang até a estação Suoi Mo, de onde partem os teleféricos, custa cerca de USD 25 e são cerca de 45 minutos de viagem. Eu sugiro negociar com o taxista para fazer ida e volta. Eu fiz isso e o motorista ficou me esperando por ali até o horário que havia combinado para voltar ao hotel.

Se preferir contratar uma agência, o pacote, que inclui o transporte, as entradas no resort, o almoço e o guia em inglês, custa cerca de USD 90. Você pode fazer sua reserva neste site.

A incrível ponte do Vietnã sustentada por duas mãos

Quanto custa | Além do transporte, você vai precisar pagar VND 750.000 pela entrada no Ba Na Hills. Isso inclui a subida e a descida no teleférico. Como já falei, contratar uma agência para fazer todo o percurso pode ser mais interessante, principalmente se você não quiser perde tempo com filas.

Onde ficar | Eu não acho necessário ficar hospedado em Ba Na Hills, a não ser que você seja apaixonado por resorts e parques temáticos, e que esteja disposto a pagar entre USD 80 a 150 pela diária, o que é muito caro para o padrão vietnamita. Além disso, é bom saber que muitas atrações ainda estão em construção e que as opções de alimentação dentro do resort são bem limitadas.

Eu me hospedei no Son Trang Hotel, que fica em Hoi An, uma cidade histórica ao sul de Da Nang. O hotel é realmente muito agradável, o atendimento é simpático e a localização é perfeita: dá para caminhar pelo centro e visitar a parte histórica.

A incrível ponte do Vietnã sustentada por duas mãos

Onde comer | Há poucas opções de restaurantes por aqui. A gente até encontra muitas lanchonetes, mas, lugares para fazerem uma refeição completa, são poucos. O único restaurante que encontrei na entrada do resort, antes de entrar nos teleféricos, não tinha opções não apimentadas no cardápio. Os preços, como se espera, são mais altos do que os do centro de Da Nang ou das cidades ao redor.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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