O que fazer em Garopaba

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Atualizado em 15 de novembro de 2017

A famosa capital catarinense do surfe, no litoral sul de Santa Catarina, tem muito mais que belas praias de ondas fartas. Se, no verão, a cidade dobra de tamanho por causa dos turistas, longe da estação mais quente tudo é tranquilo, ideal para quem quer aproveitar a cidade. Isso, você pode ver nesta lista do que fazer em Garopaba.

Um dos grandes atrativos dessa região, entre os meses de julho a novembro, é a baleia franca, que chega a essas águas para procriar e amamentar seus filhotes, como eu mostro em: O avistamento de baleias em Santa Catarina.

O que fazer em Garopaba

Garopaba crescer por caus da pesca e da caça da baleia.

No pequeno Centro, você vai poder conhecer construções históricas, como a Igreja de São Joaquim e a casa para onde as baleias eram trazidas depois de mortas. Aliás, Garopaba só existe por causa da caça às baleias, que movimentou a economia da cidade até, mais ou menos, a década 1980.

O avistamento de baleias em Santa Catarina

As baleias francas chegam ao litoral de Garopaba todos os anos.

O avistamento de baleias em Santa Catarina

Caçados durante muitos anos, hoje, eles são protegidos em todo o mundo.

Se quiser saber um pouco mais dessa história, basta conversar com qualquer pescador que encontrar pela rua. Eles contam detalhes preciosos da relação que têm com o mar e com as baleias.

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Acho que já deu para perceber que, independentemente da época que vier, você sempre terá o que fazer em Garopaba, e é para lhe ajudar a organizar seus dias na cidade, que eu preparei essas dicas.

O que fazer em Garopaba

Praias | As principais praias são a Central, a do Siriú, a da Gamboa e a do Sonho, mas é a Praia do Rosa, que na verdade fica em Imbituba, que tem se tornado o destino mais querido dessa região: é que, por causa da geografia, para quem fica no Rosa, acaba sendo mais fácil aproveitar o centrinho de Garopaba para comer e caminhar nas noites movimentadas de verão.

Eu também gostei da Praia da Ferrugem, onde conheci um rancho de pesca muito interessante. Na verdade, ele é um galpão de pescadores que, agora, começa a se abrir para os turistas. Aqui, você pode entender melhor o lugar, a vida de seu povo e até saborear pratos típicos da região, a maioria deles feita de mandioca. Essa dica é especial para quem gosta de turismo comunitário e está querendo algo diferente para fazer em Garopaba.

O que fazer em Garopaba

A vista da Praia da Ferrugem.

O que fazer em Garopaba

Aqui, fora da correria do verão, o tempo passa mais devagar.

O que fazer em Garopaba

O rancho de pesca que visitei na Praia da Ferrugem.

Centro Histórico | A praça, como na maioria das cidades do interior, é o coração da cidade. Aos pés da Igreja de São Joaquim, esta é a área onde a cidade começou. Garopaba significa enseada de barcos, e foi justamente por suas águas tranquilas, ideais para ancorar as embarcações, que a vila de pescadores se formou.

Nos arredores da praça, há, também, outra construção muito importante: a casa branca de janelas e portas azuis tinha um píer onde eram descarregadas as baleias mortas, na época que a gordura do animal valia ouro. Daqui, elas eram levadas, em pedaços, para a caldeira onde era extraído o óleo usado nas construções e na iluminação pública.

Outro ponto muito interessante desta praça é o conjunto de desenhos do piso. Nele, estão ilustrados os principais ciclos históricos da cidade: dos primeiros povos à civilização atual.

O que fazer em Garopaba

A Igreja de São Joaquim.

O que fazer em Garopaba

A casa para onde eram trazidas as baleias mortas.

O que fazer em Garopaba

A praça onde a cidade começou.

Sambaqui | Por falar nisso, toda essa região é cheia de sítios arqueológicos. Oficialmente chamados de sambaquis, eles são amontoados de conchas e ossos de peixes que foram se acumulando ao longo de séculos.

Estudos mostram que esse material ainda pode revelar muitos detalhes sobre a vida do homem que habitou essa região há, aproximadamente, 6.500 anos. O mais incrível é que ossadas humanas também foram encontradas nesses montes, já que eles também sepultavam seus mortos aqui.

O que fazer em Garopaba

Os sambaquis estão espalhados por várias cidades desta região.

O que fazer em Garopaba

Outros sinais deixados por civilizações anteriores.

Fábrica da Mormaii | O inventor da roupa de neoprene ainda mora em Garopada, mas se você não tiver a sorte e encontra-lo na fábrica da marca, pode ser que esbarre com ele pelas praias. É que o fundador da Mormaii é um apaixonado pelo mar e abre mão de qualquer coisa para pegar ondas.

Aliás, foi Morongo que me disse uma frase que não quero esquecer: “nós temos que tentar morrer jovens, o mais tarde possível”.

Visitar a fábrica é muito mais que apenas uma opção do que fazer em Garopaba. Aqui, você pode comprar todos os produtos com preços muito interessantes. De biquínis a óculos de sol, de pranchas de surfe a roupas para mergulho. Tudo é vendido bem abaixo do preço das lojas.

O que fazer em Garopaba

A entrada da fábrica da Mormaii.

Instituto Baleia Franca | Para quem é apaixonado pela natureza e quer conhecer melhor a história da baleia e da cidade, o Instituto Baleia Franca é o lugar ideal. Ele foi fundado em 2001 e, desde então, tem incentivado o turismo consciente e sustentável na região.

Com uma equipe formada por biólogos e técnicos, eles conduzem o avistamento das baleias francas no litoral de Garopaba. Atualmente, essa atividade é feita da praia mesmo, mas a previsão é que, em 2018, o encontro com esses gigantescos animais volte a ser feito em embarcações próprias para isso.

O que fazer em Garopaba

Fachada do Instituto Baleia Franca.

O que fazer em Garopaba

Parte do acervo do Instituto.

Garopaba é isso. É a junção da história, da boa comida, do verão efervescente e da preciosa baleia franca que também ama esta terra. Se você vem para Santa Catarina, inclua esta cidade eu seu roteiro. Eu tenho certeza de que você vai descobrir um tanto de outras coisas para ver e fazer em Garopaba. Mesmo assim, se der saudade da agitação das grandes cidades, não esquente, porque é só aguçar bem a visão, que dá para ver Florianópolis no horizonte.

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Quando ir | Durante o verão, Garopaba ganha mais vida. Bares, restaurantes e casas noturnas ficam lotados. Então, se você quer agito, os meses de dezembro a fevereiro são ideais. Para fugir da multidão de turistas, venha na baixa estação e fora de feriados. De julho a novembro, baleias francas visitam toda essa região e podem ser observadas de várias praias da cidade.

Quem leva | A Casa Verde é especializada nesta região de Santa Catarina e pode lhe receber muito bem, organizando tudo o que você precisa.

Se quiser contratar apenas o guia, eu indico o Jean Pierre, ele é um condutor ambiental que pode lhe mostrar algumas trilhas bem interessantes. Ele atende pelo número (48) 9 9817-0374.

Para lhe mostrar o centro histórico, eu sugiro estar acompanhado da Mariana Israel. Ela atende no telefone (48) 9 9609-3798.

O que fazer em Garopaba

Curtindo a vista da Praia da Ferrugem.

Como chegar | A primeira cidade da Rota da Baleia Franca é, justamente, Garopaba, que fica a 90 quilômetros de Florianópolis, e chegar aqui de carro é fácil. A viagem é feita pela BR 101, que está duplicada, bem sinalizada e em bom estado de conservação. De ônibus, a Santo Anjo é a empresa que faz esse trajeto. O aeroporto mais próximo, além do de Florianópolis, fica na cidade de Jaguaruna, e recebe voos da Azul e da Latam.

Onde ficar | Depois de planejar o fazer em Garopaba, é hora de escolher onde se hospedar. Uma ótima escolha é a Pousada da Lagoa, que tem um estilo rústico e muito acolhedor, com um jardim e um varandão bem agradáveis. Outra boa escolha é o Silveira Ecovillage, que tem um atendimento cuidadoso e quartos bem agradáveis.

Onde comer | Um lugar para comer bem sem pagar muito é o restaurante Ygarapaba. Ele serve uma comida muito saborosa, no melhor estilo self-service. Eu lhe garanto que o único problema aqui será comer pouco.

À noite, uma boa pedida é jantar no Parador Garopaba. Ele funciona para almoço e jantar de sexta a domingo, e para jantar nas quartas e quintas. Eu adorei os pratos do cardápio, especialmente os feitos com frutos do mar.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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