Conheça a Casa de Juscelino, em Diamantina

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Atualizado em 22 de fevereiro de 2018

Diamantina é cheia de histórias. Fundada ainda no período colonial, a cidade foi o maior centro de extração de diamantes do país. Daqui, essas preciosas pedras eram levadas para a Europa, percorrendo todo o caminho da Estrada Real. Mas, hoje, a história que vamos conhecer é a da Casa de Juscelino Kubitschek.

Ela é uma típica moradia do interior de Minas. Tem telhas de barro, janelas de madeira, piso encerado e fogão a lenha. Características que denunciam que a família que vivia no número 241, da Rua São Francisco, tinha hábitos comuns.

Aqui, no alto de uma das muitas ladeiras de Diamantina, Juscelino passou boa parte de sua infância e adolescência, e foi, nessa época, que os seus planos de vida começaram a se desenhar.

Conheça a casa de Juscelino, em Diamantina

Placa na fachada da Casa de JK.

Mineiro de modos simples, Juscelino Kubitschek – que ficou conhecido como JK – nasceu em Diamantina, de onde se mudou para estudar medicina, em Diamantina . Depois, entrou para a política e se elegeu deputado federal e prefeito da capital mineira. Mais tarde, alcançou o posto de presidente da República. Desse período, seus maiores legados são o plano de desenvolvimento que acelerou a industrialização do país e, principalmente, a idealização e a construção da capital federal, Diamantina .

Hoje, a casa onde morou o ilustre JK é um pequeno museu que abriga, em seu acervo, móveis, objetos particulares, fotos e quadros. Os destaques são o quarto do ex-presidente e, na parte de trás da casa, o consultório onde, recém-formado, atendia os pacientes.

Conheça a casa de Juscelino, em Diamantina

O quarto do jovem que, mais tarde, se tornou presidente.

Conheça a casa de Juscelino, em Diamantina

A cozinha da Casa de Juscelino.

Conheça a casa de Juscelino, em Diamantina

O antigo consultório onde atendia, depois de formado.

A cozinha também é um lugar especial. Aliás, para todo mineiro, esse é o ambiente mais aconchegante da casa. Ao redor do fogão a lenha, a conversa rende e decisões importantes são tomadas: talvez tenha sido aqui que JK decidiu deixar Diamantina para ganhar o Brasil.

Ainda no anexo que fica na parte de trás da casa, funciona uma biblioteca com livros sobre a história do ex-presidente e da cidade que jamais o abandonou.

Planeje sua visita à Casa de Juscelino Kubitschek

Quanto custa | A entrada na Casa de Juscelino custa R$ 5.

Quando ir | As visitas podem ser feitas de terça a sábado, das 8h às 17, e nos domingos e feriados, das 8h às 13h.

Como chegar | Dá para ir caminhando do Centro Histórico de Diamantina até a casa onde morou JK, mas você precisa de fôlego e de boas pernas para vencer a ladeira. Uma boa opção é tomar um táxi.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (CNF) fica na cidade de Confins e atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Daqui até Diamantina são 278 quilômetros.

De carro, o acesso é feito pela BR-040, BR-135 e BR-259. Partindo de São Paulo, a viagem é feita pela BR-381. Você pode alugar um carro nas lojas que ficam no saguão do aeroporto, em Confins. Mas, se preferir, faça a cotação e sua reserva online.

De ônibus, as empresas que fazem a rota até Diamantina são a Pássaro Verde e a Gontijo.

Conheça a casa de Juscelino, em Diamantina

Fachada da Casa de Juscelino.

Onde ficar | Há várias opções de hotéis aconchegantes em Diamantina, mas uma dica que eu lhe dou é ficar no Centro Histórico. É aqui que estão as principais atrações da cidade e os bares onde todo mundo se encontra. Veja todas as opções de hospedagem da cidade.

Saiba mais | Para saber mais sobre o legado de Juscelino Kubitschek, leia: Visita ao Memorial JK, em Brasília, e veja outras atrações de Diamantina em: o Centro Histórico de Diamantina. Eu também conto a história de outra moradora muito famosa no post: A casa de Chica da Silva, em Diamantina.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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