Goiás: terra da poesia de Cora Coralina e dos doces alfenins de dona Silvia

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Atualizado em 11 de abril de 2021

Goiás Velho

Goiás, que também é chamada de Goiás Velho, foi a primeira capital do Estado de Goiás. Parece um pouco confuso, mas depois que Goiânia foi criada, tudo se acertou e Goiás Velho passou a ser a detentora do passado de exploração mineral e de colonização do interior do nosso Brasil.

Nessa terra de ruas de pedras, casario colonial bem cuidado e colorido, duas ilustres senhoras escreveram suas histórias com arte que afaga o coração. Entre poemas e doces, Goiás me apresentou suas damas.

Goiás Velho

Cora Coralina e poemas do dia a dia

Cora Coralina é o pseudônimo escolhido pela goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas para assinar as suas obras.

Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, quando já tinha quase 76 anos.

Mulher simples, doceira de profissão, viveu longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

→ Cora Coralina: 10 poemas essenciais 

A  casa onde viveu Cora Coralina  [1889 – 1985], fica na cabeceira da ponte sobre o Rio Vermelho e é uma das primeiras construções de Goiás.

Goiás Velho

O local inspirou alguns dos belos poemas de Cora Coralina e hoje abriga um singelo museu que homenageia a artista goiana.

Aninha e Suas Pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

Para conhecer um pouco mais da história de Cora Coralina e da cidade de Goiás, assista ao episódio do programa De Lá pra Cá, da TV Brasil, que resgatou a história da poeta.

Dona Silvia e os alfenins de Goiás

Goiás tem, ainda, muitas outras histórias, como a da Dona Silvia.

Doceira que há 53 anos, ela fabrica os alfenins: doce que nasce da mistura do polvilho azedo com o açúcar e poucas gostas de limão e, moldados artesanalmente, eles ganham infinitas formas.

Goiás Velho

Há décadas, ela abre as portas de sua casa para que os visitantes possam acompanhar o preparo desta iguarias.

Goiás Velho

Dona Silvia é a única mulher que ainda fabrica o doce na cidade, uma tradição que, segundo ela, pode acabar porque “ninguém quer saber de pouco dinheiro”.

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SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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