Cinco experiências que farão de você um maranhense

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Atualizado em 28 de fevereiro de 2018

Eu voltei do Maranhão muito mais maranhense do que era antes de chegar lá. Naquelas terras abençoadas pelo sol eu visitei São Luís, Alcântara, Barreirinhas e Carolina. No meu roteiro também estavam os famosos lençóis maranhenses e a pouco explorada Chapada das Mesas, no sul do estado.

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Nessa viagem descobri e experimentei coisas incríveis, e foram essas vivências que me fizeram amar o Maranhão com sua cultura e suas peculiaridades. Veja a lista que fiz com cinco experiências que farão você se sentir um maranhense:

Comer arroz de Cuxá

Antes mesmo de chegar às terras maranhenses eu já conhecia a fama desse prato. Amigos próximos que vivem ou que nasceram em São Luís me deram boas indicações desse arroz. Ele é preparado com uma erva amarga chamada por eles de vinagreira, combinada às vezes com pequenos camarões desidratados.

O arroz de cuxá pode ser encontrado em quase todos os restaurantes do Centro Histórico de São Luís, mas eu também o experimentei no interior. O maranhense gosta muito desse prato, e pelo que vi durante meus dias no Maranhão ele parece ocupar com frequência a mesa dos que vivem por aqui.

E tem mais: o arroz de cuxá simplesmente combina com tudo. Eu saboreei o prato pela primeira vez acompanhado de frutos do mar, mas também comi com carne e frango. Em todos os casos ele desceu muito bem.

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O arroz de cuxá do Restaurante Senac, no Centro Histórico.

Beber refrigerante Jesus

O Maranhão tem muitas peculiaridades, mas uma das mais curiosas com certeza é esse refrigerante cor-de-rosa chamado Jesus. Pra você ter uma ideia, ele faz tanto sucesso por aqui que nem a Coca-Cola consegue superá-lo nas vendas.

O resultado disso foi que a empresa norte-americana comprou a marca e agora detém os segredos da fórmula secreta do guaraná rosa. Assim, Jesus substitui o guaraná Kuat nas lanchonetes e vai muito bem obrigado. Alguns dizem que ele ficou mais adocicado depois da mudança.

Ah, e se der vontade fazer uma daquelas piadinhas com o nome do refrigerante fique à vontade, afinal de contas, o Maranhão com Jesus é bem melhor (badum-tss).

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O guaraná cor-de-rosa do Maranhão.

Participar de uma roda de Tambor de Crioula

Essa é uma das manifestações culturais de São Luís que mais me encantou pela carga histórica que leva consigo. Passada de geração para geração desde o tempo dos quilombos, no Tambor de Crioula a dança e o canto dos negros são embalados por três tambores que parecem fazer um jogo sonoro incrivelmente harmônico.

Eu assisti a uma dessas rodas no Centro Histórico de São Luís durante a noite de uma sexta-feira, quando religiosamente eles se reúnem para a batucada que lembra o período da escravidão. No ritual, os homens são os responsáveis pelo ritmo enquanto as mulheres rodam suas saias coloridas sobre pés descalços. Se você quiser participar, basta se aproximar com jeitinho e cair na festa.

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O Tambor de Crioula de São Luís.

Visitar Alcântara e comer o doce de espécie

Do outro lado da Baía de São Marcos, Alcântara é um pedacinho de chão que guarda boa parte da história do Maranhão. Da briga entre duques para ver quem construiria o melhor palácio para receber o imperador Dom Pedro II, até à discordância dos moradores sobre a conclusão da Igreja de São Matias – há quem diga que a igreja nunca foi terminada e que as ruínas são mesmo restos da construção -, a cidade tem história para compartilhar.

Em suas ladeiras, ruelas e calçadas há ainda outra maravilha: o doce de espécie. Herança dos portugueses, o doce feito de coco e açúcar com uma leve massa de farinha de trigo ficou famoso por ser distribuído durante as festas do Divino Espírito Santo, a principal da cidade que sempre acontece no mês de maio.

Fora das festividades, o doce é vendido nas casas identificadas com as plaquinhas que anunciam seu nome. Ele custa R$ 1 e eu lhe garanto que um só não será suficiente para lhe satisfazer.

Veja o post que eu fiz com outras delícias brasileiras que você só come quando viaja.

Mas o que vai lhe fazer se sentir como um maranhense é mesmo a viagem de barco. Na ida e na volta, dependendo da maré, o barco balança tanto que depois disso você estará pronto para qualquer outra aventura. Veja os detalhes da viagem a Alcântara.

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O doce de espécie de Alcântara.

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As ruínas da Igreja de São Matias.

Ir a uma festa de Bumba Meu Boi

Eu tive a grande sorte de visitar o Maranhão durante os festejos de São João – que em outras partes do Brasil é chamada de Festa Junina. É nessa época do ano que o povo fica mais alvoroçado e que as comemorações acontecem por todo lado.

Porém, diferente do que acontece em outros estados do Nordeste, aqui a figura de Bumba Meu Boi é que faz o São João maranhense ser tão especial. A celebração que conta a história da mulher que desejou comer a língua do boi mistura índios, guerreiros e tem várias modalidades, como o boi de matraca e o de orquestra.

Ao longo dos anos o Bumba Meu Boi foi ganhando espaço e hoje faz parte de grandes eventos públicos e privados espalhados por todo o estado. Eu assisti apresentações do Boi na Praça Maria Aragão e em outras áreas do Centro Histórico de São Luís e super indico.

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Bumba meu Boi em São Luís.

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O personagem principal da festa.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

8 Comentários

  1. Avatar
    LUCINETE DA SILVA CARDOSO on

    Bom dia,
    Sou maranhense e moro em São Paulo, mas não conheço essa região.
    Na minha próximas férias quero conhecer essa região.

  2. Avatar

    Olá, pretendo fazer este mesmo roteiro São Luís, Alcântara, Barreirinhas e Carolina. E ainda lençóis maranhenses e a Chapada das Mesas. Se der tempo penso também passar por Jeri. Qual foi sou roteiro aéreo? Estou em dúvida se faço Sp – Imperatriz ou SP – S. Luis, acha que a ordem interfere? Obrigada

  3. Avatar

    Estive na cidade agora no início de agosto. Realmente uma paraíso! Conheci varias cachoeiras e a conclusão que se tira é que Deus realmente existe.
    Me hospedei no hotel lírio, fica no centro na avenida principal da cidade. (Paguei 99,00 a diária)
    Alguns lugares você precisa de um carro 4×4 e não somente isso. Cachoeira de são Romão por exemplo, é bem distante, andamos 56 km de estrada de terra pesada, são várias entradas no percurso que se você não tiver com um guia, não vai achar.
    Indico Ueliton como guia, ele tem a 4×4 como também pode acompanhar os turistas no carro da pessoa, muito gente boa e prestativo. Por ser da região, conhece atalhos pra você chegar em lugares mais bonitos pra tirar fotos. (94) 99908.6003

    Não deixem de conhecer as melhores: Cachoeira do Santuário, ( complexo da pedra caída) (quem gostar de aventura, tem a tirolesa de 1200m e 1400m. Da pra ir de carro próprio simples e sem guia (30 km de estrada de asfalto). Entrada no complexo 60,00 fora a entrada em cada cachoeira que vai de 30 a 50,00. Tirolesa 1200m + telégrafo 100,00. O complexo é bem organizado, tem restaurante, chalés e a entrada da direito a banho de piscinas ?
    A Cachoeira de São Romão (citada acima) da pra fazer duas cachoeiras nesse percurso. São Ramão e cachoeira do prata. Entradas (15,00 e 10,00).
    Cachoeira do Itapecuru (30 km sentido Riachao), da pra fazer de carro simples também e sem guia. Paguei 15,00 recomendo ser a primeira, pra o choque de realidade ser maior.
    Além dessas tem a cachoeira do Dodo e mansinha, mas não tive tempo de conhecer.
    Além de cachoeiras, quem vai a Carolina deve subir no portal das mesas. Uma vista linda (recomendo ir no por do sol. E também no rio Tocantins. Conheci a “prainha” do outro lado do rio, que já faz parte do Estado do To e dei uma volta de lancha no rio (30,00). Existe a balsa também.
    Saindo de Carolina, existe um outro lugar belíssimo, chamado POÇO AZUL e ENCANTO AZUL. Fica na cidade do Riachão (100km) poço azul tem a Cachoeira mais alta da região que é a cachoeira de Santa Barbara 76m. Linda! E também o poço azul que chama atenção pela cor da água com o reflexo do sol. (50,00)
    Encanto azul passei batido. Mas segundo os nativos, é o lugar mais bonito da região. Tô decepcionada até agora.

    Enfim, resumi aqui uma viagem de 4 dias. Quanto aos preços, não levem em consideração caso seja alta temporada ou muito distante dessa data.

    Abraço ?

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