Uma visita à cidade perdida de Mênfis

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Atualizado em 14 de março de 2018

Para concluir o roteiro pelos sítios arqueológicos ao redor do Cairo, chega a hora de visitar Mênfis. Isso depois de ter passado pelas pirâmides de Guiza e de Saqqara. Uma das muitas antigas capitais do Egito, a cidade perdeu sua importância somente depois da ascensão de Alexandria.

Na verdade, pesquisas mostram que Mênfis está, hoje, soterrada sob a vila de Mit Rahina. Arqueólogos acreditam que sua importância ao longo da história faraônica nunca foi superada por qualquer outra cidade. Até mesmo quando Tebas passou a ser a capital real e religiosa, Mênfis manteve seu status de sede administrativa do país.

Aqui, a principal atração é o que restou do Templo de Ptah, o mais famoso da cidade. Ptah era a divindade de Mênfis e, segundo os registros históricos, venerado como um deus criador. Todos os homens teriam surgido do desejo de seu coração manifestado por meio de sua voz.

Importante centro de peregrinação, o grande Templo de Ptah era uma das estruturas mais proeminentes da cidade. Ele cobria uma área enorme, que passou a ser ocupada pela lavoura dos camponeses que vivem na região. Felizmente, as ruínas da cidade perdida de Mênfis têm sido fortemente preservadas desde que se tornaram Patrimônio Mundial da Humanidade, em 1979.

Uma visita à cidade perdida de Mênfis

Uma das esfinges do Templo de Ptah, em Mênfis.

Uma visita à cidade perdida de Mênfis

O que sobrou do templo são algumas esculturas e poucos artefatos.

Uma visita à cidade perdida de Mênfis

Detalhe da esfinge.

No que restou do templo, as principais atrações são a esfinge, a estátua e o colosso de Ramsés II. Por falar nisso, em Mênfis encontra-se um grande número de esculturas representando esse faraó.

Na única parte coberta do museu, fica o que restou do colosso de Ramsés II esculpido em alabastro. Essa imensa escultura tem 13 metros de altura e pesa 180 toneladas. Descoberta em 1820, perto de um dos portões do Templo de Ptah, a estátua teve seus pés quebrados e, por isso, é exibida deitada.

O reinado de Ramsés II foi o mais importante da história egípcia, principalmente nos aspectos econômico e militar. Ele foi também um dos mais longos do Antigo Egito e, por isso, é chamado de Ramsés, o Grande.

Uma visita à cidade perdida de Mênfis

O imenso colosso de Ramsés II.

Uma visita à cidade perdida de Mênfis

Programe sua visita a Mênfis

Quanto custa | A entrada no complexo onde está o que restou do Templo de Ptah e o museu que abriga o colosso de Ramsés II custa EGP 35.

Quando ir | Você pode visitar as ruínas de Mênfis todos os dias, das 9h às 17h. A melhor época para visitar o Egito é de outubro a maio, quando as temperaturas não são muito agressivas. Nos outros quatro meses – junho, julho, agosto e setembro –, é verão no Egito e as temperaturas muitas vezes podem chegar perto dos 50 graus, principalmente em Luxor, Aswan e em outras partes do sul do país. Apesar do calor, é nessa época que dá para ver o país sem aqueles milhões de turistas.

Nos feriados de fim de ano e na Páscoa, tudo fica muito mais tumultuado por causa dos turistas europeus que chegam aqui com frequência – principalmente para fazer um cruzeiro pelo Rio Nilo

Como chegar | A maneira mais cômoda de chegar aqui é contratando um passeio com uma das agências que funcionam no Cairo. Apesar de estar a apenas 25 quilômetros da capital egípcia, a viagem demora cerca de uma hora por causa do trânsito. A visita combinada com uma ida a Saqqara pode ser feita em uma manhã.

Onde ficar | Quando visitei a capital do Egito, eu fiquei na parte histórica da cidade, bem perto da Praça Tahir e do Museu do Cairo. É aqui que o coração da cidade parece bater mais forte, mas é aqui também que a confusão é maior. De qualquer forma, não há como conhecer o Cairo sem fazer parte disso tudo. Eu escrevi um post com as minhas dicas de onde se hospedar no Cairo.

Visto | Brasileiros precisam de visto para entrar no Egito. Mas o processo é simples e rápido. Todos os detalhes que você precisa saber estão aqui: Como solicitar o visto para o Egito.

Comida e Costumes | Se você nunca viajou para um país árabe, é importante saber um pouco da cultura para minimizar o impacto. Eu escrevi sobre algumas experiências que tive no post Costumes e comida do Egito.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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