Seis filmes sobre a Bolívia

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Atualizado em 16 de agosto de 2020

Com uma produção bem distante dos grandes mercados, a Bolívia ainda aparece timidamente no cinema internacional. Mas, garimpando aqui e ali, a gente encontra filmes interessantes e que abordam diversos aspectos da história e da cultura do país, como os dessa lista de filmes sobre a Bolívia.

Seis filmes sobre a Bolívia

O narcotráfico e o jeito leve dos bolivianos de viverem a vida é o destaque de Quem matou a lhama branca?, o filme de maior bilheteria do país. Esquecidos fala da ditadura no país, e Especialista em Crise, produção norte-americana, mostra os bastidores das eleições presidenciais de 2002.

O romance aparece em Os Andes não acreditam em Deus e em Escreva postais a Copacabana (todos em tradução livre). O Libertador, o único que não foi rodado na Bolívia, conta a história de Simón Bolívar, revolucionário que deu nome ao país.

Seis filmes sobre a Bolívia

Especialista em crise

Produzido por George Clooney e com Sandra Bullock no papel de protagonista, o filme mostra a acirrada disputa presidencial de 2002, quando Evo Morales foi derrotado nas urnas graças à intervenção da estrategista norte-americana Jane Bodine.

Apesar de aposentada, ela decide voltar à atividade para fazer com que Pedro Castillo vença a disputa presidencial. Para isso, Jane manipula a opinião pública e torna o candidato mais popular. Com piadas sarcásticas e até um toque de humor negro, o filme é leve e divertido, mas mostra um lado cruel das campanhas eleitorais na América do Sul.

Título original: Our Brand is Crisis
Diretor: David Gordon Green
Estreia: 2014
Duração: 18 minutos
Gênero: Comédia
País: Estados Unidos

Seis filmes sobre a Bolívia

Esquecidos

Durante os anos 1970-80, a América do Sul viveu sobre fortes ditaduras. Para combater as crescentes ondas revolucionários que surgiam em países como Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, foi instalada a Operação Condor. O filme é baseado no relato de um general do exército boliviano que, depois de muitos anos, decide contar ao seu único filho todos os pecados que cometeu naquele tempo.

Título original: Olvidados
Diretor: Carlos Bolado
Estreia: 2013
Duração: 112 minutos
Gênero: Drama
País: Bolívia

Seis filmes sobre a Bolívia

O Libertador

Apesar de não ter sido filmado na Bolívia, esse filme é muito interessante para quem quer conhecer melhor a história antes da fundação do país. Simón Bolivar, personagem principal de O Libertador, lutou incansavelmente contra o imperialismo espanhol na América do Sul e promoveu campanhas libertárias em várias regiões do continente.

Bolívar era venezuelano, mas ajudou na independência de países como Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia e Panamá. Filmado em 2007, ele foi o representante da Venezuela no Oscar 2015, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas não recebeu a indicação.

Título original: El Libertador
Diretor: Alberto Arvelo
Estreia: 2014
Duração: 123 minutos
Gênero: Drama biográfico
País: Venezuela e Espanha

Seis filmes sobre a Bolívia

Os Andes não acreditam em Deus

Baseado no romance de Adolfo Costa du Rels, escrito em 1974, o filme se passa nos anos 1920, na cidade de Uyuni, no altiplano boliviano, entre montanhas e o imenso deserto de sal. O mocinho é Alfonso Claros, um jovem escritor que foi educado na França e que chega a Uyuni para fazer fortuna na mineração.

Ele começa um caso com a mestiça Claudina, mas o romance não sobrevive ao preconceito local. Claudina, então, se volta para Joaquín, um amigo de Alfonso, destruindo a amizade entre os dois homens. Vinte anos mais tarde, Alfonso está a caminho de assumir a posição de embaixador boliviano na França, quando seu trem para em Uyuni. Ele encontra Joaquín por acidente, e revive toda a história que envolve seu amor proibido com Claudina

Título original: Los Andes no creen en Dios
Diretor: Antonio Eguino
Estreia: 2007
Duração: 105 minutos
Gênero: Drama
País: Bolivia

Seis filmes sobre a Bolívia

Escreva postais a Copacabana

A jovem Alfonsina tem apenas 14 anos e vive em Copacabana, uma pequena cidade na margem do imenso Lago Titicaca. Com sua melhor amiga, Tere, a adolescente planeja deixar sua pacata cidade para conhecer o mundo. Mas, até que a garota esteja pronta para isso, elas colecionam cartões-portais de outros países, por onde viajam sem sair do lugar. Escrever postais para Copacabana é um filme visualmente rico, narrativamente interessante e emocionalmente eficaz.

Título original: Escríbeme postales a Copacabana
Diretor: Thomas Kronthaler
Estreia: 2009
Duração: 96 minutos
Gênero: Romance
País: Bolívia

Seis filmes sobre a Bolívia

Quem matou a lhama branca?

Dirigido pelo boliviano Rodrigo Bellott esse é o filme de maior bilheteria já produzido na Bolívia e conta a história de Jacinto e Domitila, os mais famosos criminosos do país. Contratados para transportar 50 quilos de cocaína para a fronteira brasileira, os traficantes embarcam em uma viagem que irá levá-los a questionar seu futuro criminoso enquanto atravessam a selva amazônica e as montanhas da Cordilheira dos Andes.

¿Quién mató a la Llamita Blanca? é uma comédia de baixo orçamento, com interpretações precárias, mas que, em muitos aspectos, retrata o cotidiano dos bolivianos.

Título original: ¿Quién mató a la Llamita Blanca?
Diretor: Rodrigo Bellott
Estreia: 2006
Duração: 112 minutos
Gênero: Comédia
País: Bolívia

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

4 Comentários

    • Altier Moulin

      Sim, Ester.

      No Brasil, esse filme se chama Conflitos das Águas.

      “Conflito das Águas conta a história de uma equipe de cinegrafistas que viajam a Cochabamba, na Bolívia, para fazer um filme a respeito da conquista espanhola, mas acabam envolvidos em uma revolta popular por causa da privatização no abastecimento de água na região. As personagens principais, Sebastián (Gael García Bernal) e Costa (Luis Tosar), desenvolvem seus conflitos cada qual de uma maneira singular e discrepante, a medida em se vêem mergulhados na difícil tarefa de produzir o filme e lidar com o caos crescente”. Fonte: Papo de Cinema

      Obrigado!

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