Um dia em Santa Cruz de la Sierra

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Atualizado em 23 de novembro de 2017

Antes de chegar a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, conversei com algumas pessoas sobre a cidade. Todas foram unânimes em dizer que um dia na cidade me bastava. Todos erraram, inclusive eu, que acreditei nelas.

Chego cedo, depois de uma longa viagem que começou em La Paz. Na cidade, o calor é tropical e a movimentação é frenética mesmo em período de férias escolares. Santa Cruz de la Sierra é, depois da capital, o principal destino para estudantes universitários, inclusive para brasileiros que chegam à Bolívia para estudar medicina.

Ando pela praça, visito as lojas e as agências de turismo e, então, descubro que precisava de pelo menos mais um dia para conhecer os arredores da cidade. Como não tenho essa chance, o jeito é me contentar em ver a catedral e as belas construções coloniais ao redor da praça.

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Para conhecer outros atrativos da cidade, leia O que fazer em Santa Cruz de La Sierra.

Um dia em Santa Cruz de la Sierra

A Praça 24 de Setembro: quase tudo acontece nos seus arredores.

Um dia em Santa Cruz de la Sierra

Detalhes da Catedral Metropolitana.

Diferença

Santa Cruz de la Sierra é muito diferente do outro lado da Bolívia: são raras as mulheres que se vestem tipicamente, a população é mais jovem, há muita influência brasileira e muita alegria também. Aqui, eu encontrei um grupo de bolivianos que me levou para conhecer um pouco da cidade e para experimentar a culinária local.

Quando estava em Uyuni, ouvi um dos turistas comentar que tinha saboreado um arroz com carne seca, prato típico de Santa Cruz de la Sierra. Chegando à cidade, fui procurá-lo. Achei o majadito de charque, e também experimentei o mocochichi, um refresco de pêssego cozido com canela. Sentados em uma barraquinha humilde, na beira da rua, conversamos sobre sonhos, política e a diferença que a educação faz na vida das pessoas enquanto experimentava essa comida simples e saborosa, que, ainda hoje, tenho o gosto nos lábios.

Um dia em Santa Cruz de la Sierra

O famoso Majadito de Charque.

Nas ruas, a pobreza e a simplicidade das pessoas são as mesmas da outra Bolívia. Aqui, é comum encontrar vendedoras de suco nas calçadas. Armazenados em baldes sem qualquer refrigeração e higiene precário, a bebida é servida em conchas e consumida ali mesmo.

Um dia em Santa Cruz de la Sierra

Como na outra parte da Bolívia, há pobreza pelas ruas.

Um dia em Santa Cruz de la Sierra

Nas ruas, os alimentos são armazenados e servidos com pouca higiene.

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Quando ir | Santa Cruz de la Sierra tem o céu ensolarado o ano inteiro, exceto em dois períodos: as duas primeiras semanas de janeiro são regadas com muita chuva e, em julho, o frio dura cerca de 15 dias. A temperatura média é 24 graus e os meses mais quentes estão entre outubro e março.

Como chegar | Há voos direto do Brasil para Santa Cruz de La Sierra. As principais companhias aéreas são a Gol e a BOA. A Latan também chega ao aeroporto de Viru Viru, mas geralmente faz escalas em Lima ou em Assunção. Muitos brasileiros escolhem, ainda, o temido trem da morte para chegar até aqui. O trem parte da fronteira com Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Onde ficar | Eu me hospedei no Residencial Ikandire e o considero um achado daqueles que a gente fica sempre muito feliz quando acontece. O hostel é muito seguro, tranquilo, fica a uns 30 metros da catedral, tem um café da manhã agradável e internet na recepção. O preço também é muito camarada. Veja outras opções de hospedagem em Santa Cruz de la Sierra.

Onde comer | Eu tenho duas dicas para você comer bem e gastar pouco em Santa Cruz de la Sierra. Em uma de suas noites na cidade, vá jantar na Casa del Camba para comer os melhores pratos típicos.

Nos outros dias, se não quiser gastar muito, vá ao restaurante G77+China. O nome é estranho, mas a comida é boa e barata: a refeição custa BOB 28 e acompanha uma sopa de entrada, um prato principal e uma sobremesa. Se quiser saber mais sobre a comida boliviana, leia Comidas da Bolívia: o que comer e beber no país.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

2 Comentários

  1. Avatar

    Olá Altier,
    Ótimas dicas sobre Santa Cruz. Meu marido e eu vamos a uma competição em março e ficaremos uma semana lá. Se tiver mais dicas sobre transporte na cidade seria útil. Vamos ficar em um loft que aluguei pelo airbnb.

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