Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

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Atualizado em 26 de fevereiro de 2018

Minha primeira atividade de aventura na Serra Gaúcha foi o rafting com a Central Sul Raft. E a escolha não foi à toa. Quem comanda a empresa é o Enio Winkler, ninguém menos que o campeão mundial de rafting.

Em 2014, ele conquistou o título e, em outubro deste ano, participou do mundial no Japão. Lá ele ficou com o terceiro lugar. Nem preciso dizer que me senti extremamente segura participando desta aventura, não é mesmo?

A Central Sul Raft fica no Parque das Laranjeiras. Aqui estão outras duas empresas também qualificadas para o serviço, a Exxtreme e a Eco Aventuras.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

A entrada da Central Sul Raft, que fica no Parque das Laranjeiras.

Três Coroas, onde fica o Parque e o Rio Paranhana, é a capital nacional do esporte. São cinco empresas que trabalham com as atividades de aventura e oferecem passeios como rafting, tirolesa, quadriciclo e paintball.

Na Central Sul Raft, além do Enio, os condutores também são muito experientes. Todos trabalham com isso há anos e, três deles são atletas de canoagem, passando muitas horas do dia nas águas do Paranhana.

Clima perfeito

Antes de contar como foi essa aventura na Serra Gaúcha, eu preciso esclarecer algo sobre o clima por aqui. No dia que fiz o rafting com a Central Sul Raft, acordei e me deparei com o hotel coberto por neblina. A chuva estava ameaçando cair e eu logo desanimei, pensando que as atividades seriam canceladas.

Porém, conversando com diversos locais e com a proprietária do Bangalôs da Serra, Marilu, descobri que nada aqui pode ser determinado pelo clima, e nada precisa ser abandonado por isso também.

Para você entender um pouco melhor, o Bangalôs da Serra, hotel onde me hospedei, fica a três quilômetros do centro de Gramado e, com essa pequena distância, são dois graus de diferença na temperatura. O hotel pode estar coberto por neblina e, na cidade, o sol estar reinando. Eu mesma vi isso acontecer em outros dias.

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O que eu queria deixar bem claro então é: não cancele suas atividades de aventura por conta do clima. As chances de tudo estar diferente e de tudo mudar em algumas horas são grandes.

Isso faz parte do contato com a natureza, de respeitar o rumo que ela quer tomar. Sem contar que, nenhuma das atividades que eu fiz – algumas debaixo da chuva – foram prejudicadas pelo clima. Pelo contrário, arrisco dizer que, algumas, ficaram até melhores.

A aventura começou

Tudo começa com a segurança. Estávamos na sede da empresa e o Enio e os condutores me passaram as instruções, explicando como agir em cada situação que poderia ocorrer na água durante o rafting com a Central Sul Raft. Além disso, é preciso saber alguns comandos para que a equipe trabalhe junto e o bote siga o rumo certo.

Instruções passadas, preparamos a roupa. Como a água estava um pouco gelada, nós usamos a roupa de neoprene com manga comprida e botinha. Eles fornecem toda a vestimenta e equipamentos de segurança como capacetes e coletes. Com todos equipados, partimos para o rio.

Quando o grupo de pessoas é grande e mais de um bote vai cair na água, a Central Sul Raft leva os aventureiros para o local de partida em um ônibus decorado. Nesse dia, éramos apenas nós, eu e a equipe da Central, então fomos de caminhonete.

O ponto de partida do rafting é o mesmo para todas as empresas do Parque das Laranjeiras: em frente a uma represa abandonada. A aventura começa quando subimos na caminhonete e pegamos a estrada de chão por alguns minutos, mas é ali, na represa, que você sente a adrenalina.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

O ponto de partida é o mesmo para todas as empresas.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

É aqui que a gente começa a sentir a adrenalina de verdade.

Havia outras empresas com grupos de escola se arrumando para descer o rio, por isso nós esperamos um pouco. Assim que entramos na água, a primeira coisa foi treinar os comandos em equipe e navegar até bem perto da represa para tirarmos fotos.

Finalmente, começamos a descer o rio. O início é tranquilo, para cada um ir se acostumando com o movimento das águas dentro do bote. Eu aprendi o lugar certo de encaixar o pé e como movimentar o remo com o pessoal da Central Sul Raft, e posso afirmar que é tudo bem simples, tranquilo e seguro.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

Em alguns momentos, é pura calmaria.

É claro que, em alguns momentos, eles querem fazer a adrenalina subir e existem pontos específicos no rio para sentirmos aquele frio na barriga. Além disso, no pacote de rafting com a Central Sul Raft, nós fazemos três paradas estratégicas. A primeira é no tobogã.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

O tobogã é muito mais legal do que mostra uma foto.

O tobogã é, na verdade, um lugar onde saímos do bote e descemos o rio sentados, como num tobogã de parque mesmo. Quando eu cheguei, havia outras pessoas fazendo, então pude ver como era e não fiquei com medo. Na verdade, achei tão legal que fui mais de uma vez.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

Tudo é incrivelmente divertido.

A segunda parada é em uma pedra, de onde podemos saltar. Na terceira, nós não saímos do bote, ao invés disso, guiamos o bote para um pequeno redemoinho onde ficamos presos momentaneamente, com a água indo e vindo na gente. É difícil explicar, mas eu garanto que é uma sensação muito gostosa, refrescante, libertadora e divertida. Sim, fazer rafting é isso tudo.

Serra Gaúcha: rafting com a Central Sul Raft

É muito importante entrar em sintonia com a equipe.

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Quanto custa | O rafting dura 1h30 na água, e duas horas  se contarmos o tempo das instruções e do transporte. O percurso dentro do rio é de cinco quilômetros e custa R$ 55.

A Central Sul Raft e as outras empresas do Parque das Laranjeiras oferecem um pacote de fotos e vídeos do passeio, cobrados separadamente. Os botes são todos equipados com câmeras GoPro na frente e atrás e um dos guias nos espera em pontos específicos do rafting para fotografar esta aventura na Serra Gaúcha.

A idade mínima para fazer rafting é sete anos, e menores precisam estar acompanhados de um responsável. Você encontra todas as informações sobre o passeio e as outras atividades que eles oferecem no site da Central Sul Raft.

Quando ir | A Serra Gaúcha é um destino muito procurado no inverno, de junho a agosto, quando o frio nos faz aproveitar o lado mais tradicional dessa região: a boa comida, os vinhos regionais e as abundantes opções de chocolate são alguns exemplos. No resto do ano, as opções vão muito além, e dá pra fazer atividades de aventura como o rafting com a Central Sul Raft.

Você pode fazer o rafting com a Central Sul Raft todos os dias, das 8h às 22h. Eu aconselho que você faça o agendamento. No período da noite acontece o rafting noturno, realizando o mesmo trajeto mas com paradas estratégicas para observar a lua.

Como chegar | A empresa fica no Parque das Laranjeiras (Estrada Geral de Linha Café, S/N), em Três Coroas. De Gramado até aqui demora pouco menos de 1h, de carro. A viagem é feita pela RS-115.

Onde ficar | Eu me hospedei no Bangalôs da Serra, um encantador hotel que fica pertinho do centro de Gramado, a cidade mais famosa da Serra Gaúcha. Claro, existem muitas outras boas opções por aqui, mas eu realmente indico este hotel. Para saber porque, leia: Como é se hospedar no hotel Bangalôs da Serra.

Onde comer | Você vai comer muito bem em todas as cidades dessa região. Em Três Coroas, eu conheci do Espaço Tibet, um restaurante incrível que dissemina a cultura e a culinária tibetana. Se quiser saber outras sugestões, veja: Onde comer na Serra Gaúcha.

O que levar | Todos os equipamentos e trajes necessários para fazer o rafting são oferecidos pela Centro Sul Raft, mas eu aconselho que você leve uma toalha e uma muda de roupa para se trocar depois da atividade. Também leve uma mochila para deixar seus pertences no armário que fica na recepção do Parque.

SOBRE O AUTOR

Aline Soares

Estudante de jornalismo e apaixonada por lugares que ainda não conheço, sempre me encantei por culturas e costumes diferentes, e é isso que eu mais quero explorar. Hoje, quando viajo, tento me manter presente, aproveitar o momento e não deixar nada passar.

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