Quando ir a Roma

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Atualizado em 7 de maio de 2018

Quem espera ir a Roma e encontrar a cidade vazia, independentemente da estação do ano, deve saber que esta é uma tarefa quase impossível. A capital italiana atrai milhares de turistas, impressiona com sua arquitetura, história e cultura e sempre – sempre mesmo – tem grupos de turistas visitando os lugares imperdíveis da cidade.

Além dos pontos turísticos, um aspecto que atrai muita gente para cá – eu me incluo nesse grupo – é a culinária italiana. Em relação a isso, você não precisa se preocupar. Em qualquer estação do ano dá para se deliciar com as massas, sorvetes e outros pratos típicos.

Para ter um gostinho dessa gastronomia, eu sugiro que você leia: Andiamo a mangiare: onde comer em Roma.

Quando ir a Roma

A incrível Fontana de Trevi.

Quando ir a Roma

Seguindo o resto do continente europeu, a cidade tem as estações do ano bem definidas. A diferença é que, por aqui o clima é mediterrâneo, ou seja, o calor predomina por mais tempo. Isso quer dizer que, escolher quando ir a Roma depende do seu gosto pessoal. Além da sua disponibilidade e, claro, do seu orçamento.

Nos meses de verão, a cidade fica ainda mais lotada e também mais cara, já que é a época de férias escolares. São 80 dias de chuva por ano e a temperatura média anual fica em torno dos 19 graus.

Primavera | A estação das flores vai de abril a junho e, talvez, seja a melhor época para ir a Roma. As temperaturas são mais agradáveis, os dias ficam ensolarados e a cidade ganha muito mais cor. Os termômetros marcam em torno dos 25 graus. A noite costuma ficar mais fresco, chegando aos 17.

O clima é ideal para caminhar bastante pela cidade, descobrir cantinhos e aproveitar os parques floridos para beber um bom vinho italiano. Nesse período acontece o Festa di Primavera em Roma, com eventos de esporte, teatro e arte por toda cidade.

Quando ir a Roma

No começo da primavera ainda faz um friozinho, mas os dias são lindos.

Verão | A estação mais quente do ano vai de julho a agosto. O verão em Roma é quente, muito quente mesmo. O calor chega a beirar o insuportável, com termômetros marcando acima dos 40 graus. Em agosto de 2017, o governo chegou a desligar diversas fontes da cidade, em prol de poupar água. Também era importante amenizar os estragos da onda de calor que atingiu o continente.

Apesar de ser a época de maior movimento, eu não recomendo conhecer a cidade neste período. O fato de ter muita gente em todos os lugares só agrava a situação. Mas, a verdade é que o calor chega a ser tanto que fica desconfortável conhecer diversos monumentos incríveis da cidade.

Caso você não tenha opção, a não ser ir a Roma no verão, relaxe, respire fundo e organize bem seus dias. Assim você consegue fazer os passeios mais cheios bem cedinho. Ah, lembre-se de levar água para todos os lugares.

Quando ir a Roma

No outono, a cidade ganha uma cor amarronzada.

Outono | O calor começa a diminuir no outono, que vai de setembro a novembro. As temperaturas ficam mais agradáveis e as árvores colorem a cidade com as cores da estação, deixando cada ruazinha ainda mais linda. Em outubro as chuvas começam a aparecer com mais frequência. O frio vai aos poucos dando as caras.

Os termômetros marcam ao redor dos 16 graus. Isso faz desse período uma boa época para ir a Roma, mas cheque a previsão de chuvas.

Quando ir a Roma

Não é comum nevar em Roma, mas este ano foi atípico.

Inverno | O frio alcança a cidade de dezembro a fevereiro. Nessa época, temperaturas abaixo de zero chegam à capital italiana com frequência. Para quem curte, pode ser bem gostoso conhecer a cidade mais vazia.

Não é comum nevar em Roma, mas este ano a neve foi tanta que atrapalhou bastante a vida da cidade. O transporte público parou e a prefeitura teve que se virar para limpar as ruas. Afinal, a cidade não tem um plano para isso. Apesar dos transtornos, Roma ficou incrivelmente linda vestida de branco.

Se você evitar o Natal e Ano Novo, consegue economizar bastante em hospedagem neste período.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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