Porque você deve visitar Chiang Rai, na Tailândia

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Atualizado em 17 de maio de 2019

Chiang Rai fica no nordeste da Tailândia e é uma das cidades mais antigas do Sudeste Asiático. Ela tem muita história e serve bem para nos dar uma rápida visão da cultura ancestral desse país. Eu adorei conhecer essa região e – de verdade – sugiro que você inclua a cidade no seu roteiro.

Para você ter mais uma referência, foi nessa cidade que um grupo de adolescentes ficou preso em uma caverna em 2018. A notícia correu o mundo e, felizmente, teve um final feliz: todos foram resgatados vivos. É justamente por causa desse complexo de cavernas tão extenso que a gente encontra várias piscinas de águas termais por aqui.

Chiang Rai pode entrar no seu roteiro apenas como um bate-volta, saindo de Chiang Mai, ou no seu caminho para o Laos: muita gente faz isso. Independentemente de sua escolha, essa região da Tailândia vai lhe mostrar que o país é muito mais do que as belas praias que se popularizaram nas redes sociais.

O que fazer em Chiang Rai

Templos | Um dos mais antigos templos daqui é o Wat Phra Kaew, cheio de peças de ouro que datam do século 14. Mas, foi uma construção bem mais moderna que se tornou a principal atração da cidade: o Wat Rong Khun – chamado de Templo Branco, em português -, que é, na verdade, uma grande exposição de esculturas do artista plástico, Charlemchal Kositpipat, nascido na cidade.

Chiang Rai

Muita gente não sabe que, hoje, o templo é propriedade de Kositpipat e que ele foi erguido a partir das ruínas de outro templo bem antigo que existia nesse terreno.

Chiang Rai

Da mesma forma que o anterior, o Templo Azul é mais uma expressão de arte. As esculturas dos budas são lindas, muito bem feitas e as cores nos lembram os templos hindus. Tanto o Templo Branco quanto o Templo Azul mostram como a arte anda junto com a religião, aqui e em diversas partes do mundo: veja os exemplos da Capela Sistina, no Vaticano, e da Mesquita Azul, na Turquia.

Se der tempo, você pode esticar até o Baan Damm Museum, chamado de Black House. Ele tem peças de arte bem macabras, com animais empalhados e conjuntos de mesas e cadeiras feitos de marfim. Para mim, é algo totalmente dispensável, a não ser que você valorize muito esse tipo de trabalho.

Chiang Rai

Tribos Ancestrais

Chiang Rai e seus arredores também são a casa de dezenas de vilas tradicionais, com costumes bem interessantes e até impactantes. Eu conheci um pouco das tribos Akha, que tem sua origem no Nepal, e, claro, as famosas mulheres-girafa, aquelas que usam várias argolas no pescoço.

A tribo Karen, que visitei, fica perto dos principais pontos turísticos de Chiang Rai, mas o acesso não é fácil: você vai precisar contratar um agência local. Além disso, os moradores não costumam receber qualquer pessoa. Então, é melhor não correr o risco de dar com a porta na cara.

A visita dura cerca de uma hora e, sem dúvida, era o programa que mais me despertava expectativas em toda a viagem por Chiang Rai.

Chiang Rai

Veja algumas informações rápidas sobre as mulheres-girafa:

  • Elas são, originalmente, da antiga Birmânia, hoje, Myanmar;
  • Seu povo migrou para o norte da Tailândia em busca de melhor qualidade de vida;
  • Nos primeiros anos, elas usavam as argolas para se proteger do ataque de tigres;
  • Com o tempo, as argolas viraram símbolo de beleza: quanto mais alta, mais bonita;
  • As mulheres só tiram as argolas a cada 4-5 anos para poder aumentá-las;
  • Mabah, a mulher da foto, tem o maior pescoço da tribo: 37 centímetros;
  • As argolas que ela usa pesa cerca de cinco quilos.

Planeje sua visita a Chiang Rai

Como chegar | A forma mais prática é pegar um voo até Chiang Mai e, de lá, seguir viagem de carro ou de ônibus. Os voos domésticos são, de forma geral, bem baratos na Tailândia e podem ser uma mão-na-roda se você estiver com pouco tempo. As empresas mais baratas que fazem essa rota são Vietjet Air, AirAsia e Thai Lion Air.

De ônibus, a viagem de Bangkok a Chiang Mai dura cerca de 10 horas e a forma mais prática de comprar a passagem pela internet é no site 12GO. Ele é um buscador de passagens  – de ônibus, de trem e de avião – e atende vários países dessa região.

Onde comer | Comer bem em toda a Tailândia não será um problema. Na maioria das cidades turísticas, os cardápios estão traduzidos para o inglês e o tempero já é adaptado para o nosso paladar – com menos pimenta. Perto do Templo Branco, na mesma calçada, eu encontrei o Jeabthai Food & Buffet, um restaurante bem legal, com bufê livre e muita variedade: você pode se servir à vontade, quantas vezes quiser, de prato típicos, como o delicioso Pad Thai, de salada, sobremesa e tem até suco. Tudo isso por THB 100.

Quando ir | Faz calor o ano inteiro em Chiang Rai, mas abril é o mês mais quente. Ele antecede a estação das chuvas, que começa em maio e vai até outubro. O mês mais chuvoso é agosto, por isso, é bom evitar essa época. Fevereiro é o mês com menos chances de chover. Os meses mais agradáveis são de dezembro a março, quando os termômetros podem marcar mínimas de 15 graus com céu limpo.

Onde ficar | Em Chiang Mai, eu me hospedei no Your Space Hotel – que também é um hostel – e fiquei bem satisfeito. Os quartos são espaçosos e arejados, a cama é boa, o ar condicionado funciona – item essencial na cidade – e o atendimento é precioso: talvez, a melhor coisa daqui.

Informações básicas | Brasileiros não precisam de visto para visitar a Tailândia, mas o Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela é obrigatório. Se estiver sem o documento, dá para tomar a vacina no aeroporto de Bangkok (BKK), mas é preciso pagar THB 700. A moeda daqui é o baht, identificado pela sigla THB e pelo símbolo ฿. Você deve trazer dólares ou euros e trocar na chegada, porque o real não é aceito nas casas de câmbio.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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