Papua-Nova Guiné: um país com 850 línguas

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Atualizado em 1 de julho de 2017

No mundo existem cerca de 2.700 línguas e outros 7.000 dialetos. Mas a verdade é que há tanta gente se comunicando de forma diferente por aí que é praticamente impossível registrar todas as nuances da conversação humana, seja ela falada ou escrita.

Para você ter uma ideia, só na Indonésia, país do sudeste asiático, são falamos mais de 365 dialetos. Por aqui, a língua oficial é o Bahasa, que nasceu da tentativa dos holandeses de ensinarem – sem sucesso – o neerlandês aos indonésios. Só que praticamente todos os nativos desse arquipélago fala pelo menos um dialeto local além da língua oficial. E, ainda, idiomas como o inglês, que é reconhecido como língua de trabalho, e o português também são usados pela população.

Mas se você está achando que a Indonésia é mesmo diferentona, é porque você ainda não ouviu falar da Papua-Nova Guiné, onde são reconhecidos mais de 850 dialetos diferentes.

Nesse país vizinho à Indonésia, a explicação dos linguistas para toda essa diversidade é que as montanhas funcionaram como barreiras naturais entre grupos diferentes, forçando esses povos a preservarem suas singulares e variedades de cultura e língua.

A África do Sul é outro país com vasta diversidade linguística, mas passa longe dos 850 dialetos da Papua-Nova Guiné. Aqui são onze as línguas oficiais, além de oito não oficiais.

As mais faladas são o inglês, trazidos pelos britânicos, e o africâner, de origem holandesa, com características do português, do alemão e do francês. Mas tem ainda os dialetos tribais da África do Sul como o zulu – que aparece em primeiro lugar – e o xhosa, que tem uma sonoridade muito peculiar, e que inicialmente parece praticamente impossível de ser reproduzida por quem quer aprender a língua.