O que fazer em Buenos Aires

0

Atualizado em 27 de julho de 2017

Quem chega a Buenos Aires vai logo perceber que a cidade tem um mundo de coisas para gente ver e fazer. Por isso, já no seu primeiro dia é importante entender como a capital argentina funciona: o transporte público, os bairros mais legais, os pontos turísticos mais procurados. Com essas informações, você poderá escolher o que fazer em Buenos Aires e, então, devorar essa cidade que é uma delícia.

Não vai demorar muito para você perceber a influência europeia na arquitetura da cidade: prédios lindos, enormes, imponentes e clássicos dividem harmoniosamente o espaço com arranha-céus modernos. Assim, a cada curva, Buenos Aires, o destino internacional mais visitado por brasileiros na América Latina, vai revelando monumentos, museus, praças e tantos outros atrativos que fazem dela tão especial.

Antes de prosseguir, eu sugiro que você também leia: Dicas para sua viagem a Buenos Aires e Buenos Aires: a cidade de Evita Perón.

O que fazer em Buenos Aires

Um exemplo da arquitetura clássica de Buenos Aires.

O que fazer em Buenos Aires

Catedral Metropolitana | Uma das figuras muito conhecidas – e reconhecidas pelos argentinos por sua importância política para o país – é o general San Martín, e é fácil perceber essa admiração. Praças, monumentos e ruas recebem o nome do herói da independência argentina, que também teve reflexos no Chile e no Peru. Os restos mortais desse argentino de ideais tão nobres repousam na principal igreja da cidade, a Catedral Metropolitana.

O que fazer em Buenos Aires

O túmulo de San Martín na Catedral Metropolitana.

Plaza de Mayo | Aqui, de frente para a Catedral, está o ponto turístico que eu tinha maior expectativa em conhecer: a Plaza de Mayo, que é um marco histórico da luta pela independência do país. Foi no dia 25 de maio de 1810 que se romperam os laços com os colonizadores, e a Argentina pôde, então, respirar livremente tornando-se um país independente. Desde então, a praça é palco de constantes embates entre as forças do governo e a população oposicionista. Muitos desses conflitos terminaram com mortes e nas paredes dos prédios ao redor ainda estão cravadas as marcas dos tiros.

Nessa pequena praça há, também, um marco que nos lembra que a Argentina ainda precisa sepultar seus mortos. Os lenços desenhados no chão não deixam o país esquecer a dor das mães que choram por seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar que sufocou o país durante os anos 1976 a 1983. Estar aqui perto de tudo isso me transportou para dentro dessa história por alguns instantes. Se eu fosse você, não deixaria de incluir isso em sua lista do que fazer em Buenos Aires.

O que fazer em Buenos Aires

A Plaza de Mayo.

O que fazer em Buenos Aires

Os lenços pintados no chão: símbolo das mães que choram por seus filhos.

Caminito | O mundialmente conhecido Caminito, localizado no – não menos famoso – bairro La Boca, também está no meu roteiro de primeiro dia. A região, considerada Patrimônio Nacional, recebe recursos do governo para que os moradores mantenham as características históricas das moradias e dos comércios, como no tempo em que Carlos Gardel cantava por suas ruas os seus apaixonantes tangos,

Não há como ir ao Caminito e não experimentar a principal delícia do país: o alfajor. Isso é um programa mais que tradicional para você fazer em Buenos Aires. Por toda a cidade, ele é comercializado aos montes, e não há um turista sequer que não queira experimentá-lo e, por consequência, se apaixonar.

O que fazer em Buenos Aires

O colorido La Boca deve estar em sua lista do que fazer em Buenos Aires.

O que fazer em Buenos Aires

O tradicionalíssimo Caminito.

O que fazer em Buenos Aires

Alfajor: impossível não se apaixonar.

Ponte de la Mujer | No charmoso bairro de Puerto Madero está um dos símbolos da Buenos Aires moderna. Inspirada nos movimentos de uma dançarina de tango, a Ponte de la Mujer é restrita a pedestres. Sem dúvida ela contribui para o cenário dessa antiga área portuária que se transformou em uma das mais badaladas da cidade. Aqui, bares e restaurantes se espalham pelos antigos armazéns oferecendo uma variedade de sabores e preços sem fim.

O que fazer em Buenos Aires

Puente de La Mujer: inspirada nos movimentos do tango.

O que fazer em Buenos Aires

O renovado bairro de Puerto Madero.

Torre Monumental | Buenos Aires é uma cidade muito politizada, e seus cidadãos sabem reconhecer o feitos de seus heróis, como já comentei. Hoje, também estive no monumento destinado aos soldados da Guerra das Malvinas e visitei a Torre Monumental, que mudou de nome depois da guerra: antes ela era chamada de Torre dos Ingleses por ser um presente britânico.

Casa Rosada | Essa é unanimidade na lista do que fazer em Buenos Aires. Na Plaza de Mayo, a mais famosa de Buenos Aires, fica a sede do governo argentino. Durante a semana, só é possível visitar o exterior da casa, uma vez que os escritórios estão em uso. Mas, nos finais de semana, você pode fazer uma visita guiada gratuita pelo interior do prédio. Para isso, você só precisa pedir ajuda a um dos seguranças que te mostrará o caminho certo.

O interior da Casa Rosada é ricamente decorado e, aqui, você aprende um pouco da história do país ao longo do caminho. Para mim, a maior emoção foi saber que, daqui, Evita lutou pelos descamisados e que, a partir de uma das sacadas, bem mais tarde, Madonna cantou o famoso “Don’t cry for me Argentina”, que lembra um memorável discurso da primeira-dama. Ainda hoje, existe um quarto dedicado à famosa primeira-dama.

Buenos Aires: a cidade de Evita Perón

Fachada da Casa Rosada.

Malba | Visite o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. Ele reúne obras de artistas sul-americanos, da mexicana Frida Kahlo e da brasileira Tarsila do Amaral, entre outros. Aqui está o Abaporu, a tela brasileira mais cara.

Bônus | Atravesse o Rio da Prata e passe, pelo menos, um dia em Colonia del Sacramento, cidade uruguaia colonizada por portugueses.

Planeje o que fazer em Buenos Aires

Quando ir | Buenos Aires pode ser percebida de modo bem diferente durante as distintas estações do ano. Por isso, escolha a que mais se adeque ao seu perfil, assim você não correrá o risco de se frustrar. No verão, a cidade fica mais tranquila, com pouco trânsito e menos filas nos teatros, milongas, museus etc. Isso se deve ao fato de que, durante as férias, boa parte da população migra para as cidades praianas. Se a calmaria de Buenos Aires pode ser um atrativo, o calor que pode alcançar os 36 graus pode lhe fazer derreter às margens do Rio da Prata.

No inverno, assim como no verão, a cidade fica mais calma, mas por um motivo diferente: raramente as temperaturas vão superar os 10 graus. Além disso, a chuva constante afasta todo mundo das ruas. A primavera e o outono – as chamadas meias-estações – são consideradas ideais para visitar a capital da Argentina. As temperaturas estão mais agradáveis e as programações culturais no auge, porém o trânsito está mais movimentado.

Quem leva | Há várias agências que oferecem passeios por esses e outros locais de memória em Buenos Aires. Veja as opções e os preços.

Como chegarO principal aeroporto é o de Ezeiza (EZE), que fica a 40 quilômetros de Buenos Aires. De lá até o Centro, você pode pegar um ônibus convencional por ARS 2, um micro-ônibus por ARS 45 ou um táxi, que custa cerca de ARS  150. Algumas companhias aéreas operam para o Aeroparque Jorge Newbery (AEP), que fica no bairro de Palermo, a apenas dois quilômetros do centro de Buenos Aires.

Onde ficar | O Centro de Buenos Aires é muito movimentado durante o dia, mas pode ficar deserto à noite. A Recoleta é perto de tudo e é, sem dúvida, uma região muito agradável. Em Parlemo e Porto Madero os preços são mais altos, mas é aqui que ficam os melhores restaurantes, as casas de vinho e os apartamentos mais charmosos. San Telmo também é uma região mais vibrante, com hostels bem bacanas, ideal para quem é mais alternativo e gosta de fazer amizades quando viaja. Veja todas as opções de hospedagem de Buenos Aires.

Visto e documentos | Brasileiros não precisam de visto para cruzar a fronteira da Argentina, e podem apresentar a carteira de identidade ou o passaporte. Essa regra é válida para todos os países do Mercosul, mas você precisa ter atenção em duas questões: sua carteira de identidade deve ter sido emitida há menos de dez anos, estar com foto atualizada e em bom estado de conservação. Se estiver usando o seu passaporte, verifique a validade e se há espaços para os carimbos de entrada e saída do país. Evite viajar usando passaporte com menos de seis meses de validade.

CONPARTILHE COM SEUS AMIGOS

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

Escreva um comentário

Inline
Inline