O que fazer durante dois dias em Natal

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Atualizado em 28 de fevereiro de 2018

A primeira coisa que fiz ao chegar a Natal, no Rio Grande do Norte, foi deixar um pouco das minhas bagagens no guarda-volumes da rodoviária – às vezes eu tenho o péssimo hábito de sair comprando mais coisas do que posso levar e dá nisso. Para não ficar carregando malas de cima para baixo, pago R$ 3 por volume a cada 24h e sigo em paz para desfrutar meus dois dias em Natal.

Eu costumo dizer que quem nunca comeu em rodoviária não sabe o que é viajar. Então, logo cedo, eu encaro um tradicional café da manhã cheio de delícias nordestinas: cuscuz, tapioca e caldo de cana.

Daqui, sigo para o Nautilus Apart Hotel, que tem uma vista linda. Estou a cerca de 150 metros da Praia de Ponta Negra e muito perto do Morro do Careca, o principal cartão-postal da cidade. Isso é muito bom porque posso andar por toda essa parte da orla a pé.

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O Morro do Careca, principal cartão-postal de Natal.

E é isso que faço. Deixo a mochila no hotel e parto para uma breve caminhada pela praia, antes de seguir para o maior cajueiro do mundo. Aqui, a visita guiada por monitores me ensina que a árvore tem mais de 115 anos e que seus galhos tocam o chão, criam raízes e sobem novamente. Repetindo isso inúmeras vezes como resultado de uma mutação genética que atinge a planta, ela ocupa um quarteirão inteiro da Praia de Pirangi do Sul, a cerca de 30 quilômetros de Natal.

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Os galhos do maior cajueiro do mundo.

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Ele ocupa um quarteirão inteiro.

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Para registrar o momento. 🙂

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A fachada do Lua Cheia Hostel.

Voltando de lá, passo no mais famoso hostel do Brasil. Construído em forma de um castelo, o Lua Cheia pode hospedar até 53 pessoas em quartos que recebem nomes estranhos como Masmorra e Santo Sepulcro. A decoração é perfeita, mas o melhor é o calor humano que encontro aqui: pessoas de todas as idades e de várias partes do mundo interagem naturalmente.

Depois do almoço, descanso um pouco e desço para caminhar e pegar um sol na praia. No fim da tarde em Ponta Negra, aproveito para comer caranguejo. Isso é quase um ritual por aqui e o preço é bem camarada. Eu pago R$ 3,20 em cada caranguejo e aproveito o anoitecer à beira-mar.

O meu segundo dia em Natal começa cedo. Eu embarco para Genipabu em um passeio de bugre que dura cerca de sete horas. No programa estão nove praias, dunas, tirolesas e outras peripécias.

Em uma das paradas, encontro um oásis no meio das dunas e conheço a Lagoa de Pitangui. Mesas e cadeiras à beira d’água, suco de pitanga e um sol tímido me acompanham. Era mesmo o paraíso.

Mais à frente, encaro uma tirolesa que acaba dentro de uma lagoa. É uma delícia. No meu roteiro ainda estão subidas e descidas emocionantes nas dunas e um encontro com dromedários importados para fazer a alegria de turistas mais inocentes.

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As dunas de Genipabu.

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Você acha legal isso? Há turistas que adoram.

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Coitado do animal.

Com exceção do preço praticado pelo restaurante Miramar, na última parada, eu indico muito esse passeio.

Na volta, mesmo cansado, passo no shopping do artesanato. Como o próprio nome diz, há uma infinidade de artigos feitos por artesãos da região e os preços variam muito. Basta andar e negociar um pouco. Para quem gosta de conhecer e valorizar a cultura local essa é uma boa pedida.

À noite, depois de um merecido descanso, volto ao Lua Cheia para curtir o Taverna Pub, que cobra R$ 15 pela entrada. O ambiente é muito louco: há quadros no teto, armaduras na parede e as bebidas têm nomes exóticos, assim como os quartos do hostel: poção mágica de Merlin e Floresta de Sherwood são dois exemplos. Essa última eu experimento e repito: abacaxi, limão, hortelã e absinto. Meus dois dias em Natal terminam assim: iradíssimo!

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Fazendo amigos.

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A tirolesa que termina na lagoa. Delícia!

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Como chegar | O principal aeroporto fica em Parnamirim, na região metropolitana de Natal. Daqui até Ponta Negra a viagem dura cerca de 30 minutos.

De carro, a viagem é feita pela BR-101 para quem vem de João Pessoa, a 185 quilômetros. Do Ceará, o acesso é feito pela CE-040.

De ônibus, as empresas Gontijo/São Geraldo e Itapemirim fazem o trajeto partindo de diferentes capitais brasileiras.

Onde ficar | Eu me hospedei no Nautilus Apart Hotel, que tem uma vista linda. O hotel fica a duas quadras da Praia de Ponta Negra e muito perto do Morro do Careca. Os quartos são agradáveis e a uma área com redes e uma piscina no terraço.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

2 Comentários

  1. Avatar

    Adoramos a forma tão detalhada em que você registra sua viagem, já nos tornamos seus fãs.
    Não é à toa que Natal é um dos destinos mais procurados do Brasil, é diversão garantida para pessoas de todos os gostos, solteiros, casais, família, praias incríveis e vida noturna agitada, tivemos o privilégio de conhecer e sem dúvidas indicamos este destino.
    Nós somos um casal de aposentados, quando tínhamos que trabalhar, aproveitávamos cada tempo livre pra fazermos o que mais gostamos: Viajar! rs… Agora com tempo livre estamos conhecendo lugares novos, e fizemos um blog http://www.viajandosempressa.com.br pra registrar nossas experiências, dicas de roteiro turístico e fotos de paisagens incríveis.
    Parabéns pelo blog, muito sucesso!