O passeio de Picãozinho, em João Pessoa

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Atualizado em 19 de abril de 2018

Os três passeios de Catamarã mais famosos de João Pessoa, na Paraíba, são o de Areia Vermelha, o mais tradicional; o das Piscinas do Seixas, que eu considero o melhor; e o de Picãozinho, que tem sido muito procurado por turistas porque fica pertinho da praia e tem muitos peixinhos coloridos – muitos mesmo.

O embarque é feito na praia, e todos temos que nos molhar até a cintura para alcançar o barco. A viagem demora cerca de quinze minutos e, no meu caso, começou com uma hora de atraso: o catamarã estava agendado para as 7h, mas sai às 8h. Sem estresse, sigo para o segundo maior banco de corais do mundo, que vai da Bahia ao Maranhão, e só perde em extensão para a Grande Barreira de Coral, na da Austrália.

Pouco antes de chegar à área de mergulho, olhando fixamente para frente percebo duas barbatanas na água. Olho novamente e noto que são golfinhos. Atrevidos, eles dão uma volta no catamarã antes de desaparecerem. Infelizmente não consigo capturar uma foto digna desses doces animais.

O passeio a Picãozinho, em João Pessoa

A minha primeira visão do segundo maior banco de coral do mundo.

O passeio a Picãozinho, em João Pessoa

Os golfinhos que vi bem perto dos recifes.

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O embarque no catamarã.

O passeio a Picãozinho, em João Pessoa

A Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas, vista de Picãozinho.

A aventura já havia começado sem que eu percebesse, e era hora de desembarcar. Uma das instruções que os guias e marinheiros repetem a exaustão é de não pisar nos corais – podemos nadar sobre eles, mas pisar não. Essa medida é importante para não danificar o ambiente e também para evitar acidentes: vai que alguém pisa em um ouriço-do-mar. Deus nos livre!

Dentro d’água, munido de minha máscara e do meu esnórquel, me lanço sobre os corais. De imediato um mundo de vida salta aos meus olhos: corais de diferentes cores e formatos, peixes de vários tamanhos e eu dividimos, por um instante, a água quentinha do nordeste brasileiro.

Foram aproximadamente duas horas de mergulhos no passeio de Picãozinho e mesmo quem não tem tanta experiência com esnórquel consegue explorar os recifes com tranquilidade, já que na maioria das áreas a água batia em meu peito.

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Um dos primeiros peixinhos que vi em Picãozinho.

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Essa espécie é abundante aqui e ficava seguindo a câmera.

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Os temerosos ouriços-do-mar podem furar seu pé.

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As piscinas de Picãozinho cheias de turistas.

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Quanto custa | O preço é tabelado. Em todas as agências que consultei me cobraram R$ 35, sendo que eu deveria ir até o ponto de partida, na praia de Tambaú. O aluguel da máscara e do esnórquel custa R$ 15 durante todo o passeio.

Para ser fotografado pelos fotógrafos da embarcação é preciso pagar R$ 50. No pacote eles oferecem cerca de 20 fotos subaquáticas e outras tantas de pontos turísticos. No bar do catamarã uma água e uma cerveja custam R$ 5, uma caipirinha, R$ 8. O pagamento pode ser feito com cartões de credito e debito.

Quem leva | Eu contratei a Luck Receptivo, empresa com maior experiência neste passeio, mas há muitas outras que oferecem serviços semelhantes. É muito importante fazer a reserva com antecedência de pelo menos dois ou três dias na alta estação.

Quando ir | O melhor período para o passeio é de novembro a janeiro, quando as águas estão mais claras. O horário dos passeios depende da maré. Logo, é fundamental consultar a tábua de marés para saber a hora da maré baixa. Há dias em que o passeio não acontece justamente por isso.

O que levar | Não se esqueça do protetor solar. Uma toalha ou uma muda de roupa podem ser necessárias para a volta.

Onde ficar |  Em João Pessoa eu me hospedei no Hotel Ibis. Ele fica no final da Praia de Cabo Branco, numa região tranquila e bem perto da Ponta do Seixas, o emblemático ponto mais oriental do continente americano. Aqui há boas opções de restaurantes e a praia é super agradável.

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Minha viagem à Paraíba teve o apoio do Hotel Ibis João Pessoa e da Edelman Significa. Veja outras matérias produzidas nessa viagem e utilize a tag #PNEParaíba para acessar todo o conteúdo publicado nas redes sociais.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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