Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

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Atualizado em 14 de junho de 2019

Apesar de não ter águas azuis, como diz a famosa valsa de Johann Strauss, o passeio pelo Rio Danúbio é um clássico. Você não pode deixar de faze-lo quando estiver em Budapeste. O rio que une Buda e Peste, para formar a capital da Hungria, é emblemático. Aqui, você vai entender porque todo mundo que vem à cidade fica encantado por ele.

Esse rio é o segundo mais longo da Europa – perdendo apenas para o rio Velga, que fica na Rússia. Ele serve como fronteira natural para dez países. Muito importante para a vida comercial dessa parte do continente, o Danúbio tem, ainda, uma gigantesca relevância histórica. Isso porque seu curso sempre serviu de rota natural para os povos que habitaram a região central da Europa. Por isso tudo, a Unesco incluiu, em 1987, o rio Danúbio na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade.

→ Veja onde se hospedar em Budapeste

Agora, você já entendeu um pouco mais sobre esse famoso presente da natureza. Então, é hora de planejar seu passeio pelo rio Danúbio.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

A belíssima Ponte das Correntes une Buda e Peste,

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Um das embarcações que faz o passeio no rio Danúbio.

Passeio pelo Rio Danúbio

Há várias empresas que oferecem o passeio pelo Danúbio e não vai ser difícil encontrá-las. Elas ficam na margem do rio, no lado de Peste. As embarcações ficam paradas esperando os turistas aparecerem. Tudo é muito organizado: há placas indicando os horários e as regras de segurança. Você pode, então, escolher a que melhor se encaixar no seu gosto.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

É fácil encontrar empresas que fazem esse passeio na margem de Peste.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

O castelo de Buda fica na margem do rio.

O roteiro é, quase sempre, o mesmo. O barco vai flutuando devagar pela correnteza do rio, enquanto apreciamos as sensacionais construções da cidade. Você vê os prédios do complexo do Castelo de Buda, e o Parlamento, no lado de Peste.

Sem falar, é claro da Ponte das Correntes – Széchenyi Lánchíd, em húngaro –. Esta é a mais emblemática ponte da cidade e, foi inaugurada, em 1849. Também passou por uma reconstrução depois de ter sido devastada durante a Segunda Guerra Mundial. Além dela, você verá outras duas pontes: a Margarida e a Elizabete.

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O sensacional prédio do Parlamento húngaro.

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Detalhes do estilo gótico do prédio.

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A ponte Elizabete.

Ilha Margarida

O catamarã faz uma parada na Ilha Margarida – Margit-Sziget, em húngaro – que é cheia de parques, com boas opções para você passar o tempo, fazer caminhadas, andar de bicicleta e mergulhar nas águas temais do Palatinus Bath.

Aqui, eu gastei alguns minutos observando a fonte de águas que se movimenta de acordo com a música tocada. Esse som enche o ambiente e nos traz uma tranquilidade muito agradável. Sentado sobre o banco de madeira, percebo turistas e moradores desfrutando deste momento e me acalmo.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

A fonte que nos acalma na Ilha Margarida.

Geralmente essa parada tem horário marcado, e você terá que voltar ao píer para tomar o barco novamente e regressar ao ponto de partida. Mas, se você preferir desfrutar mais da Ilha Margarida – como eu acho que deve fazer –, uma opção é voltar de ônibus ou de Uber. Isso é possível porque a ilha está ligada aos dois lados de Budapeste pela Ponte Margarida – Margati Híd, em húngaro.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

A Ponte Margarita une a ilha às duas margens do Rio.

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Detalhe da Ponte Margarida.

Programe o seu passeio pelo rio Danúbio

Quanto custa | Há vários preços e opções para este passeio. Eu comprei uma passagem no Big Bus, o ônibus panorâmico que percorre vários pontos turísticos da cidade, e ela incluía o passeio pelo rio Danúbio. O tíquete, que dá direito a um dia de viagem, duas excursões a pé e o passeio no rio, custa cerca de USD 30. Se quiser, você pode comprar no site da Viator.

Quando ir | Budapeste tem um verão quente e um inverno muito rigoroso. Nos meses de julho e agosto, quando o clima fica mais quente, a temperatura pode chegar a 30 graus. Em contrapartida, no inverno, especialmente em janeiro, os termômetros caem para abaixo de zero. Nessa época, é muito comum nevar.

De forma geral, não chove muito na cidade, mas os meses com mais incidência de chuva vão de maio a agosto. Curiosamente, julho e agosto são os meses com maior quantidade de dias ensolarados.

Quem leva | Há várias empresas que oferecem passeios pelo Rio Danúbio. Na margem do Rio, no lado de Peste, várias embarcações ficam paradas esperando os turistas chegarem. Há opções que incluem jantar e passeio de bicicleta pela Ilha Margarida. Se preferir, você pode consultar os preços e fazer sua reserva com antecedência.

Como chegar | Para chegar até o píer de onde partem as embarcações, você pode descer na estação Vörösmarty do metrô e caminhar até à margem do rio. Nesta região, será fácil identificar as empresas que fazem o passeio.

O aeroporto que atende Budapeste é o Aeroporto Ferenc Liszt (BUD) e ele tem voos partindo e chegando das principais cidades europeias, além do norte de África, do Oriente Médio e da China. Não há voos diretos do Brasil.

De ônibus, dá pra chegar a Budapeste partindo de várias cidades. Uma boa opção é a Regio Jet, empresa tcheca que tem linhas espalhadas por, praticamente, toda a Europa. Com preços altamente competitivos e um agradável atendimento, a companhia – que também é conhecida como Student Agency – é uma das preferidas dos húngaros.

Todas as rotas têm um serviço de bordo com sistema de entretenimento e máquina de café, cappuccino e chocolate quente para você se servir a vontade. Lanches rápidos podem ser comprados com a atendente que acompanha toda a viagem. Além disso, todos os ônibus têm dois andares e são equipados com ar-condicionado, aquecedor, banheiro, tomadas de energia e telas individuais que funcionam com o toque do seu dedo.

Outra opção é viajar de trem, e você pode consultar as tarifas no site da Máv-Start. Partindo de Viena, na Áustria, por exemplo, a viagem dura cerca de três horas.

Budapeste: o clássico passeio pelo Rio Danúbio

O clássico passeio pelo Rio Danúbio.

Onde ficar | Budapeste é a junção de duas cidades – Buda e Peste – unidas pelo Rio Danúbio. De certa forma, podemos dizer que Buda concentra mais atrações históricas, como castelos, igrejas e museus. Aqui, os bairros residenciais são calmos e pouco movimentados durante a noite.

Do outro lado do rio, Peste é vibrante, jovem e cheia de boas opções durante o dia e, principalmente, à noite. Cheio de prédios belíssimos, praças, parques e avenidas largas, esse canto da cidade é ideal para você se hospedar. Nos arredores do antigo quarteirão judeu, há lugares fantásticos como o Gozsdu Udvar, que é muito famoso entre os moradores da cidade, e concentra bares, pubs e restaurantes. Veja as melhores opções de hospedagem em Budapeste.

Antes de decidir, leia: Onde se hospedar em Budapeste.

Eu aluguei um apartamento exatamente aqui e foi sensacional. O All-4 U Apartments é espaçoso, todo mobiliado e tem uma ótima relação custo benefício. Mas, lembre-se que, como a cidade é muito concorrida, é melhor fazer a reserva com antecedência.

No centro de Peste, há várias outras opções de hotéis e hostels, e o grande barato de ficar aqui é que dá para fazer muita coisa a pé – Budapeste é linda e vale a pena andar pelas ruas para descobrir seus encantos -, além disso, essa região tem mais opções de transporte público.

Visto e documentos | Brasileiros não precisam de visto para entrar e permanecer no país por até 90 dias, mas, é preciso apresentar o passaporte, com validade de, pelo menos, seis meses e o seguro viagem. Sem ele, você pode ser impedido de entrar no país.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um viajante apaixonado pelas coisas desse mundo. Um jornalista que adora contar boas histórias e compartilhar informações de viagem. Meu propósito de vida é ajudar outras pessoas a conhecerem lugares novos e a viverem experiências inesquecíveis.

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