Novo trem vai ligar Brasil ao Peru

40

Atualizado em 1 de março de 2016

Uma novidade anunciada recentemente por um consórcio de empresas alemãs abre uma nova possibilidade para quem quer conhecer a Bolívia e o Peru sem gastar muito. Segundo os planos do grupo de empresas que pretende construir o projeto transoceânico, uma nova linha ferroviária deve ligar o porto de Santos, em São Paulo, ao porto peruano de Ilo, no Pacífico, passando pela Bolívia.

O anúncio oficial aconteceu durante um encontro de representantes do governo alemão e empresários. Na ocasião foi apresentada a proposta que deve ter também investimento brasileiro e peruano. Entretanto, apesar da notícia animadora, a operação do novo trem deve demorar e ainda não é certo que ele fará o transporte de passageiros.

Segundo a representante da Associação Empresarial para a América Latina (LAV), Judith Eckert, há imensos desafios a serem vencidos para o avanço das negociações. “Se pensarmos o que significa construir uma linha ferroviária do Atlântico ao Pacífico, passando por três países com os mais diversos aspectos, como os vários assentamentos indígenas e topografias diferentes, percebemos que este é um projeto de enormes dimensões e levará um longo tempo”, diz.

Embora seja quase impossível estimar o montante do investimento e o tempo necessário para a conclusão da obra, a LAV está convencida de que o projeto é possível de ser realizado.

Novo trem vai ligar Brasil ao Peru

Em 2014, China, Brasil e Peru assinaram um memorando de entendimento para estudar a viabilidade da linha ferroviária transcontinental. O país asiático tem demonstrado especial interesse no financiamento do megaprojeto, já que ele representa redução dos custos de importações e exportações, mas efetivamente pouca coisa andou deste a assinatura do documento.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

40 Comentários

  1. Olá ALTIER MOULIN… Tudo bem? Alguma noticia sobre esse trem? Um amigo disse que viu uma reportagem a respeito recentemente, mas não encontrei nada na internet. Abçs.

  2. miltom luiz borges on

    Em Curitiba a Paranaguá o transporte de trem é muito mais caro que o rodoviário e até aéreo !!! Antes da concessão, era baratíssimo e os trens desciam lotados de passageiris e sa Famílias e pessoas mais humildes aproveitavam bastante !!! Mas, infelizmente, os especuladores acabam se adonando e deturpando tudo e a economia do nosso País acaba refém desses roedores …

  3. Bha, vou copiar e deixar no cofre, pode ser que daqui a uns trinta anos meus netos queiram empreender uma aventura por esta recém inaugurada ferrovia. Ou será coisa pros bisnetos?

  4. Uau! To feliz com a noticia… Eu sou de Bauru, q fica no interior de SP e provavelmente, essa rota sera a mesma que ja operava com destino a Bolívia passando por Bauru . Hoje tudo sucateado, mas ainda se ve a imponência da estação no centro da cidade. A cidade se desenvolveu e prosperou por causa da linha ferrea. A mente pode viajar no tempo! Existe atualmente um passeio curto de Maria Fumaca q é bem legal. Eu pude ver o processo de privatização ou melhor, de sucateamento da linha, muito triste. A linha q saia de São Paulo ate a Bolívia foi feita muitas vezes por bolivianos q vivem em SAO PAULO conheci uma familia a de bolivianos q contava que era uma longa viagem cheia de perigos, mas lindíssima! A linha tinha o nome de ” trem da morte” …. Minha família tbem viajava pelas cidades do interior ou mesmo Sao Paulo e litoral.

  5. Eu como biólogo ambientalista e apaixonado em viajar fico com o pé atrás sobre a notícia. Nunca viajei de trem e muito menos para Bolívia e Peru, entretantado o único sentimento que me vem ao saber do provavel futuro “desenvolvomento” ferroviário é uma gigante tristeza. Primeira falemos de estrutura: imagem o enorme impacto ambiental que esse investimento causaria. Ligar Santos ao Perú desabitaria qualquer tipo de propriedade que estiver a sua frente, indígenas, quilombolas, pequenos agricultores, etc seriam os mais prejudicados por serem minorias esquecidas dentro do mundo capialista; Segundo digo sobre a fragmentação de florestas ainda restante, contribuindo ainda mais para a perca de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos; Terceiro é a notória exploração que sofreremos por Alemães e Japoneses que são os únicos a ganhar nesse projeto com a extração de minério e produtos da agricultura, das quais irão comprar com preços mais baixos e exaurir totalmente com nossos recursos; Quarto e último ressalto o nosso ponto crítico: como viajantes acredito que todos que lêem esse site, e inclusive Altier, são amantes da natureza, de um lugar exuberante para admirar e dar inspiração para o próximo destino, de uma cachoeira, um parque ou até mesmo uma cidade milenar em ruínas. Então, digo para termos um pouco mais de senso crítico na hora de aplaudir qualquer tipo de infraestrutura que favorecem poucos e impactam todos. Eu particularmente prefiro ir de carona e demorar um, dois ou três anos mas encontrar um lugar que tenha pelo menos ar pura para respirar. Comodidade e economia não são tudo nessa vida, às vezes a felicidade está muito além disso. Obrigado

  6. Pra quem já estudou o roteiro de embarcar no Trem da Morte até Santa Cruz de la Sierra, deve estar familiarizado com o mapa mostrado aqui na reportagem. Agora não sei se está concluída ou será construída a malha ferroviária até Lapaz.

    Olhando a malha ferroviária do Brasil ela está construía até Corumbá.

    Creio que saia sim dos papéis esse projeto, pois vai aliviar e muito produtos chineses.

    E se liberarem para passageiros, será uma viagem e tanto!

    Ficamos no aguardo!

  7. É obvio que o atraso brasileiro, em investimento em ferrovias,em parte são os lobistas do construtivismo automotor ! Mas também de certa forma,este atraso vem muito a conspirar para uma nova mudança de paradigma, este modelo atual mecanicista-racionalista nos coloca frente a uma crise ambiental sem precedentes na história,portanto o Brasil sem saber,já está adaptado a este novo paradigma Ambiental, e que deve urgentemente desconstruir esse exossistema globalizado baseado na confiança ilimitada da ciência e da tecnologia,construir mega estradas,mega canais mega obras construtivistas sem planejamento ambiental é acelerar a completa destruição e o saturamento de todos os recursos naturais e o próprio meio ambiente saudável vital para todas as espécies ! Não sobreviveremos neste sistema de progresso a qualquer custo! É interessante viver o nosso presente,sem estimar os impactos futuros,mas isso definitivamente não está certo!

  8. Syllas Sucesso de Souza on

    Se depender do administradores brasileiros nunca saíra. Prova disso é a ferrovia norte sul a transposição do rio São Francisco. Já fiz essa viagem de carro. Rondonia, Acre e Peru. As estradas no Peru todas ótima e sinalizadas. No Brasil uma porcaria cheia de Buracos não tem sinalização. Para atravessar aço Rio Madeira demora horas esperando a balsa. Brasil um país atrasado em logística.

  9. Adauto Felisario Munhoz (G_Fil 1S14 S1) on

    Até uma nova ferrovia ser construída leva muito tempo. É só usar os trilhos da Sorocabana de São Paulo até Bauru e de lá entrar nos trilhos da Noroeste do Brasil e seguir até a Bolívia e de lá fazer as conexões dom as ferrovias bolivianas e peruanas. Um trem bem confortável vale a pena independente do tempo da viagem. Essa obsessão por não transportar passageiros é que assusta, é questionável para favorecer as empresas de ônibus. Já passou da hora dessa máfia acabar. É preciso dar um basta nisso.

  10. Se levarmos em conta que a Norte-Sul que tem a função de conectar só o Brasil de ponta a ponta já faz décadas que está sendo construída e até agora não foi concluída, imagina uma ferrovia interligando três países! O destino desse projeto é o mesmo dos outros, a gaveta! Por enquanto, teremos que nos contentar com a Vitória-Minas e a EFC lá no Maranhão kkkkk…

  11. Projeto que visa lucratividade com eficiência logística para transporte de carga, preterindo o transporte de passageiros e o incremento do turismo, como já ocorre em São Paulo na antiga EFSJ, que opera transporte de carga, explorado pela MRS, a qual não abre de forma alguma para o serviço de passageiros, que com certeza seria de grande incentivo ao pólo turístico da Vila de Paranapiacaba, rico acervo da história da ferrovia do nosso país. Tomemos como o exemplo a Serra Verde de Curitiba.
    Tenho esperanças que um dia possamos voltar a ter mais esta opção de meio de transporte, seguro, barato e nostálgico!

    • Oi Edilson,

      Creio que só para passageiros não seria viável economicamente. O ideal é mesmo conciliar os dois. Os três de passageiros hoje no Brasil não são assim um exemplo de lucratividade porque nunca houve um interesse nisso.

      Abraço.

  12. Cacau dos Santos on

    “Embora seja quase impossível estimar o montante do investimento…”, tecla SAP: Não vai rolar.
    Pena. Mais um ótimo projeto deixado de lado. Isso é Brasil.

  13. A idéia é ligar o Porto de Santos ao de Antofagasta, aproveitando a atual ferrovia que vai de Rondonópolis ao Porto de Santos, sob a concessão da RUMO/ALL…

  14. Nunca entendi o motivo para o Brasil não investir mais em ferrovias e por ter sucateado as que existiam.
    Opa! Pera aí! Eu lembrei. Lobby das grandes montadoras.
    Espero que isso mude.
    Queremos (e merecemos) mais trens!
    =D

    • Na realidade esta mais ligado ao estímulo de consumo de petróleo. O governo precisava fazer com que houvesse demanda de petróleo. Os desvios de verbas que foram feitos na FEPASA e RFFSA, também ajudaram para acabar com a ferrovia.
      A FEPASA e a RFFSA não eram auto-sustentáveis, Possuiam um alto custo de manutenção e baixo desempenho, ainda mais nos trechos que eram eletrificados…

  15. Quando tinha 20 anos fiz uma viagem pela América Latina. Era 1974… Viajávamos normalmente de trem salvo quando havia quedas de barreiras.
    Fiz a travessia de Antofagasta, no Chile, a Salta, na Argentina.
    Queria conhecer o Observatório de Palo Alto bem na Fronteira nos Andes.
    Depois passei o ano de 1985 viajando pela Europa via Europass… Difícil foi acostumar-me à nossa realidade.

    • Infelizmente não aproveitamos bem as possibilidades do transporte ferroviário, André. Uma viagem de trem além de mais barata e ‘a viagem’. É inesquecível.

      Um abraço.

Escreva um comentário