Lugares místicos e cheios de lendas

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Atualizado em 2 de julho de 2015

Muitos lugares são famosos por suas histórias místicas. Países, cidades e vilarejos inteiros são o centro de lendas – ou como você preferir chama-las – que instigam a curiosidade humana e que ainda permanecem verdadeiros mistérios. Porém, o melhor disso tudo é que ainda podemos ver essas preciosidades com nossos próprios olhos e, em alguns casos, até mesmo tocá-las.

E, pensando em quão intrigantes são essas histórias, eu lhe convido a fazer um passeio rápido comigo por alguns lugares místicos que já visitei. Dai você vai perceber que a criatividade do povo não tem mesmo limites.

Peru e seus lugares místicos

Na minha lista de países carregados de esoterismo, o Peru ocupa a primeira posição. Aqui, muito mais do que a famosa cidade de Machu Picchu, vamos encontrar fenomenais elementos que nos deixarão de cabeça quente se tentarmos, por ventura, decifrar os seus mistérios. Vamos começar pelas Linhas de Nazca, essas imensas imagens desenhadas no deserto peruano que só podem ser percebidas como tal quando sobrevoadas. Parece brincadeira? Espere então pare ver o enorme candelabro rabiscado nas areias do deserto de Paracas. Ele está lá há alguns séculos e nem o vento e nem as escassas chuvas o danificam.

Se você acha pouco, talvez consiga me explicar como essas civilizações que tinham tão poucos instrumentos conseguiam cortar e lapidar pedras que pesam toneladas fazendo que o encaixe entre elas fosse tão perfeito que nem mesmo a água é capaz de penetrar suas fendas. Sem pensar em como eles conseguiam carrega-las até o topo das montanhas organizando-as com precisão. Melhor não pensar muito sobre isso.

Lugares místicos

As linhas de Nazca, no Peru.

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O candelabro desenhado nas areias de Paracas.

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Sem explicação: como conseguiam transportar pedras tão grandes?

As pirâmides do Egito

Do outro lado do Atlântico está, provavelmente, a mais famosa construção mística do planeta: as pirâmides do Egito. Na verdade, as mais famosas são as que estão na planície de Guiza, a poucos quilômetros do Cairo. O conjunto formado pelas três pirâmides é a única das Sete Maravilhas do Mundo que sobreviveu ao tempo, às guerras e às catástrofes naturais. As demais, ou não existem ou são apenas vestígios.

Conhecidas como as Grandes Pirâmides, elas na verdade são um aglomerado de nove – sendo seis bem menores – e vários cemitérios. Alguns historiadores – baseados em lendas populares – defendem que as pirâmides tenham sido construídas por escravos, porém há estudiosos que defendem que elas foram construídas por egípcios livres que não tinham muita oferta de trabalho nos meses de baixa do Rio Nilo. Talvez, a única informação concordante entre todos os egiptólogos seja a de que as três majestosas pirâmides foram construídas para servirem como túmulos dos faraós Queóps, Quéfren e Menkaure, todos da mesma família.

Estudos mais recentes mostram que, ao contrário do que se pensa, as pirâmides têm oito lados, e não apenas quatro. Além disso, as tumbas ficam estrategicamente posicionadas para constelações definidas por seus futuros moradores ainda em vida.

Lugares místicos

Pirâmides do Egito: um mistério para a eternidade.

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A Planície de Gizé fica pertinho do Cairo e o passeio pode ser feito a cavalo.

Lendas bolivianas

Na Bolívia, a lenda contada sobre a origem do Salar de Uyuni é, no mínimo, triste. Aqui, a bela índia Tapuna, depois de ter sido abandonada por Cosuña, que levou também o seu filho, chorou sem parar e suas lágrimas se juntaram ao leite que escorria dos seus seios dando origem ao salar.

Já na capital, La Paz, o misticismo tem endereço certo. Conhecida como Rua das Bruxas, essa via no Centro da cidade abriga centenas de lojinhas especializadas em produtos utilizados em rituais pagãos herdados dos ancestrais incas. É curioso ver sapos, filhotes de lhamas e tantas outras mercadorias serem comercializadas ao ar livre e o mais interessante é que elas, as chamadas bruxas, podem te ensinar as receitas dessas poções mágicas.

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O lendário Salar de Uyuni: lágrimas e leite.

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A Rua das Bruxas, em La Paz.

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Sapos dissecados e outros ingrediente são vendidas nas lojinhas.

Os geoglifos acrianos

O nosso Brasil não está fora dessa lista misteriosa. Sabemos de muitas histórias contadas de norte a sul do país que trazem consigo um pouco da crendice popular. Quando visitei o Acre, eu sobrevoei de balão os geoglifos de Rio Branco.  Essas imensas estruturas geométricas escavadas no solo ainda são um grande mistério e alvo de pesquisas que começaram ainda na década de 1970, quando foi feito o primeiro sobrevoo.

Nesse mundo de incertezas, a única segurança revelada pelos primeiros estudos é que eles foram construídos por civilizações que habitavam a região, muito provavelmente, antes da formação de toda a densa selva que cobria cada canto dessas terras.

Em todo o Estado somam-se mais de 180 sítios arqueológicos onde já foram identificados esses tipos de desenhos. Espalhados de norte a sul pelo território acriano, porém concentrados em sua porção oriental, a visão ideal é a partir do alto. Em virtude disso, uma torre de observação vai ser construída no local. Mas, antes, um estudo minucioso varre toda a região em busca de novos vestígios dessa civilização desconhecida.

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Geoglifos de Rio Branco, no Acre.

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A floresta que, provavelmente, ainda cobre centenas de geoglifos.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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