Intercâmbio na Irlanda: o que mudou?

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Atualizado em 1 de julho de 2015

Não é de hoje que muitos brasileiros querem fazer intercâmbio na Irlanda. O país ocupa lugar de destaque na lista dos destinos mais procurados principalmente porque é um dos poucos que facilita a entrada de estudantes que chegam ao país para estudar inglês, além de oferecer a eles a opção de trabalhar.

Segundo levantamento realizado em fevereiro de 2015, mais de 10 mil brasileiros fazem intercâmbio na Irlanda. “Estamos falando de uma ilha de língua inglesa na Europa, o que facilita viagens para conhecer outros países. O visto é sem burocracia e o fato de poder trabalhar ajuda muito, sem falar no custo de vida mais barato do que a maioria dos destinos. Imagina poder viver com 600 euros por mês? A receptividade do povo e as paisagens com beleza naturais e histórica só deixam tudo ainda mais interessante”, avalia o diretor de marketing internacional da Seda Intercâmbios, Hélicon Alvares.

Porém, mudanças recentes nas regras para obtenção do visto geraram incertezas em quem estava planejando fazer um intercâmbio na Irlanda. Com o efeito de algumas medidas valendo já neste mês – e outras que começam a valer em outubro – a reforma exige mais planejamento por parte dos intercambistas, mas, por outro lado, cobra das escolas mais organização, segurança financeira e qualidade de ensino.

Vale lembrar que essas mudanças acontecem depois que o fechamento de várias instituições de ensino no país deixou milhares de estudantes sem curso e sem reembolso do dinheiro pago às escolas.

Intercâmbio na Irlanda: o que mudou?

A principal mudança para os alunos é a redução do visto de um ano para oito meses. A permissão de trabalho de vinte semanais durante o curso continua.

Como medida preventiva, o governo irlandês torna obrigatório a partir de outubro o seguro Learner Protection. Ele é uma segurança que as escolas devem oferecer aos alunos a opção de transferência do curso para outra instituição ou de ter o dinheiro reembolsado em caso de cancelamento ou do fechamento da unidade.

Quando uma determinada seguradora avalia uma instituição e certifica sua qualidade de ensino, o estudante tem certeza do retorno do investimento em caso de imprevistos. Considerando que nenhuma seguradora certificaria uma instituição com problemas, o Learner Protection também é garantia de qualidade”, diz Hélicon.

Sem dúvida alguma, a escolha de uma boa escola faz diferença para o aprendizado no exterior. Uma opção é considerar as certificações de qualidade. No caso da Irlanda, o ACELs. A quantidade de aluno em sala também é importante – no máximo quinze – e toda a estrutura deve oferecer conforto.

Antes de viajar você deve, ainda, fazer uma busca por informações detalhadas sobre o país, sua cultura e o endereço da escola. Isso é fundamental.

A escola é a segunda casa do intercambista, por isso, a instituição precisa fazer com que o estudante sinta prazer em usufruir dos seus espaços. A ideia é que ele queira participar de atividades extras oferecidas pela escola para viver a imersão do idioma e interagir com outras culturas”, completa.

Uma recomendação essencial para que você alcance seus objetivos e evite aborrecimentos é contar com ajuda profissional. No caso das agências de intercâmbio, o suporte acontece desde a escolha do destino e só acaba quando você retorna ao Brasil.