Descubra o melhor de Salvador

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Atualizado em 9 de fevereiro de 2018

Salvador é uma terra esplêndida para quem realmente gosta. Não é que eu não goste, mas posso dizer que ela nunca foi uma das minhas capitais prediletas: eu precisei vir aqui três vezes para entender melhor a cidade e só então esclarecer meus sentimentos com ela. Depois de experimentar o melhor de Salvador, me dou o direito de dizer o que penso sem desmerecer os seus valores e os dos baianos.

Não há como negar que há na capital da Bahia uma beleza que lhe é peculiar. Aqui, sol, praia, mar e construções históricas estão juntinhos, e é assim que os cartões-postais mais famosos do Brasil se configuram e nascem.

Reflexo da alma baiana, a capital baiana é a Meca de quem curte um carnaval estendido, agitado e embalado pelo axé, ideal para quem adora gente com bom humor, cheia de paz e de bem com a vida – e é exatamente isso o melhor dessa cidade.

Eu confesso que em todas as vezes que estive por aqui a minha programação foi um tanto quanto tímida. Conheci a região histórica da cidade incluindo o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda. Fui até o Farol da Barra e entrei no mar, como muitos baianos fazem. Daqui, me estiquei até Itapuã, praia famosa nos ritmos da Música Popular Brasileira.

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O elevador Lacerda e o Mercado Modelo.

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Igreja de São Francisco no Pelourinho.

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O Farol da Barra no entardecer.

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Farol da Praia de Itapuã.

Recentemente voltei a Salvador para curtir a área mais boêmia da cidade. Rio Vermelho é um bairro super-tradicional, que concentra bares, restaurantes e boates, além de ser lar das tradicionais baianas que vendem o seu prato mais famoso: o acarajé. No Largo de Santana, todo mundo precisa experimentar o famoso acarajé da Dinha, e no Largo da Mariquita, quem reina é o da Cira.

Falando em coisa gostosa, se for almoçar por aqui uma boa pedida é o arroz de polvo do Boteco do França. Ele fica na esquina de uma ruazinha bem simples, mas o que falta de sofisticação sobra em sabor.

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O prato mais famoso da Bahia.

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A baiana mais famosa do Rio Vermelho

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Uma boa opção é comer o arroz de polvo daqui.

O antigo Mercado do Peixe está reformado e as barraquinhas, onde os pescadores comercializavam o fruto de seu trabalho, deram lugar a restaurantes e quiosques super badalados. E como tudo fica pertinho, esse lugar acabou se tornando uma ótima opção para quem quer fazer um esquenta e gastar a sua noite em uma das baladas da região.

Para quem é mais diurno e preocupado com o corpo, a orla do Rio Vermelho está novinha em folha. Ciclovia, calçadão e quadras de esportes foram instaladas e todo mundo vive por aqui.

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A orla do Rio Vermelho está novinha em folha.

Se você gosta de apreciar a arquitetura histórica de Salvador, nessa região há ótimas opções. Igrejas, casas e prédios públicos centenários inspiram nossos passos e enchem nossos olhos. A antiga Igreja de Santana é uma desses preciosos patrimônios do Rio Vermelho. Construída na primeira metade do século 19, hoje ela é tombada e nela não acontecem mais missas, já que as celebrações foram transferidas para a igreja nova que funciona a poucos metros daqui.

Na frente da antiga igreja há uma escultura em bronze que homenageia o escritor baiano Jorge Amado e sua esposa Zélia Gattai. E por falar em estátua, outra que chama muita atenção por aqui é a de Iemanjá. Ela fica no Largo da Mariquita, e um dos principais pontos de homenagens dos devotos no dia 2 de fevereiro, dia de Iemanjá.

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A estátua de Jorge e Zélia em frente da Igreja de Santana.

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A estátua de Iemanjá no Largo da Mariquita.

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Quando ir | Dá pra visitar Salvador o ano todo, mas entre os meses de abril a julho chove mais. No carnaval a cidade fica lotada – muito mesmo – e tudo fica mais caro: do hotel à água de coco. De dezembro a março as temperaturas alcançam facilmente os 30 graus.

Como chegar | O aeroporto de Salvador fica longe, a cerca de menos 25 quilômetros. Um táxi até o Rio Vermelho custa pelo menos R$ 90. Uma boa opção é usar o serviço de traslado do First Class Bus. Esse ônibus passa de hotel em hotel nos horários marcados e faze o trajeto direto, sem outras paradas, em até uma hora. A passagem custa R$ 33 e você pode usar internet sem fio no deslocamento.

Onde ficar | Eu fiquei hospedado no Ibis Rio Vermelho. Ele está muito bem localizado, tem vista para o mar e fica perto de vários restaurantes, lanchonetes e serviços como farmácia e ponto de ônibus. Daqui para o Largo da Mariquita são cerca de dez minutos a pé. Eu fiz esse post com as melhores opções de hospedagem em Salvador.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

2 Comentários

  1. Lamento você não ter experimentado as diversas opções de Salvador e ter vivido a alma da cidade, ficando restrito ao que os guias para gringos manda visitar.
    Sua experiência foi a mesma de quem vai ao Rio e faz uma rápida visita ao Corcovado, ao Pão de Açúcar e ao Lapa 40°.

    • Altier Moulin

      Oi, Antoniel.

      É assim mesmo, quando estamos turistando, nem sempre conseguimos conhecer tudo e todas as coisas, né?
      Sempre que vou a Salvador é na correria, e acabo conhecendo aos poucos.
      De qualquer forma, o post foi escrito para quem não conhece a cidade e precisa de um norte, um rumo do “basicão”.
      É para essas pessoas que os guias de viagem existem.

      Um abraço.

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