10 atrações para conhecer a história de Curitiba

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Atualizado em 23 de outubro de 2017

Caminhando pela capital do Paraná, fica fácil enxergar que seus 324 anos de história são muito mais do que apenas números. Para conhecer a história de Curitiba basta mergulhar em um turismo cultural que é o resultado de um passado e de uma colonização riquíssima, exibindo traços de diferentes etnias e nações até hoje.

Por aqui, a cultura miscigenada está em todo lugar. A arquitetura da cidade tem traços específicos, a gastronomia é um atrativo à parte e o que dizer do tal jeitinho de falar curitibano? Bem, até isso tem uma explicação histórica. Dizem que os moradores daqui queriam muito que todos fossem compreendidos e, por isso, falavam cada sílaba de maneira bem clara, resultando no sotaque tão característico.

Passear pelos atrativos que contam a história de Curitiba, vai enriquecer sua mente. É pensar na memória de cada um desses lugares, no papel que isso teve para o Brasil e na perspectiva de que, sim, somos todos diferentes, mas somos melhores juntos.

Agora que você já sabe que deve reservar um lugarzinho no coração para essa cidade, já pode ver que existem várias atrações na cidade que lembram sua colonização e os povos que influenciaram a Curitiba que, hoje, conhecemos.

Nas manhãs de domingo, no Memorial de Curitiba, a Fundação Cultural promove o Pavilhão Étnico, reunindo apresentações folclóricas de vários países e etnias. Esse é um bom ponto de partida para o seu passeio pela história de Curitiba. A partir daqui, são muitas as opções para se encantar pela cidade.

Conheça a história de Curitiba

10 atrações para conhecer a história de Curitiba

Parque Tingui

A história desse parque já começa no nome. Tingui significa nariz afinado e é uma homenagem ao primeiro povo indígena que morou aqui. Os índios tinguis eram guerreiros e tinham muita habilidade para construir armas e utensílios usando pedras.

Em uma das entradas do parque, você pode ver a estátua do cacique Tindiquera, obra do artista plástico Elvo Benito Damo. A lenda por trás de Tindiquera diz que, ninguém menos que o líder dos tinguis, foi quem apontou aos colonizadores o lugar onde deveria ser fundada a vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, onde nasceu Curitiba.

Uma tarde no parque, que ocupa 380 mil metros quadrados, é um programa relaxante. Por aqui, você pode alugar bicicletas e aproveitar as ciclovias ou deitar na beira de um dos lagos enquanto lê um livro. Desse jeito, conhecer um pouco da história de Curitiba fica fácil.

O parque fica entre as ruas Fredolin Wolf e José Valle, ao longo do Rio Barigui no bairro São João.

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Bosque Portugal

Portugal tem um papel marcante na história do Brasil, e por aqui não é diferente. Curitiba foi fundada pelos portugueses e a cultura desse povo predominou por muito tempo. Ao caminhar pela cidade, é possível notar a arquitetura colonial portuguesa e os traços de quando os imigrantes estavam aqui.

O bosque Portugal, inaugurado em 1994, tem um painel decorativo e vinte pilares com azulejos pintados à mão, com trechos de poesias de autores brasileiros e lusitanos. A preocupação em manter viva a cultura portuguesa é um reflexo do orgulho que Curitiba tem em ser a cidade que é.

Distrair-se por aqui é fácil e, com certeza, prazeroso. Uma ótima opção de turismo cultural em Curitiba.

O bosque fica na Rua Fagundes Varela, no bairro Jardim Social.

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Praça Zumbi dos Palmares

Novamente, Curitiba reflete o Brasil. Foi assim com a colonização portuguesa e é assim com o marco da cultura africana. Por aqui, a África também é forte.

Os costumes africanos enriquecem a gastronomia, a música, a dança e diversos outros traços brasileiros. Mas, se quiser ver de maneira mais pontual a África em Curitiba, você pode visitar a Praça Zumbi dos Palmares. O local é uma homenagem ao ícone da resistência contra a escravidão. São 54 totens, com quatro metros de altura cada, simbolizando as nações africanas.

O mapa do continente africano está ilustrado no chão e, nas extremidades ficam duas colunas representando a educação e a cultura, valores importantes para a formação de qualquer sociedade.

A praça foi inaugurada em 2010 e fica na Rua Elói Orestes Zeglin, no bairro Pinheirinho.

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Portal Italiano

Na segunda metade do século 19 os italianos chegaram e, contribuindo para a rica cultura de Curitiba, ganharam seu espaço na cidade. Caminhando pelos bairros Santa Felicidade, Pilarzinho, Umbará e alguns outros, você consegue ver claramente a herança dos imigrantes da Itália.

Em homenagem a luta dessas pessoas, que vieram para cá em busca de uma vida melhor, o Portal Italiano foi inaugurado, em 1990. A estrutura, que lembra um castelinho, fica na entrada do bairro Santa Felicidade e essa localização não é atoa. Santa Felicidade é simplesmente o maior polo gastronômico de Curitiba e uma referência da cultura italiana por aqui.

Para ver o portal, basta ir a Avenida Manoel Ribas, no bairro Mercês.

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Bosque Alemão

Mais um povo que fez da cultura de Curitiba o que é hoje, os alemães vieram para cá a partir de 1833 e, logo que chegaram, começaram a inovar construindo enormes casarões. Algumas dessas casas ainda existem e dão um charme extra ao bairro de São Francisco. A própria sede do Instituto Municipal de Turismo é uma construção alemã.

Os traços da Alemanha vão além do concreto e, por isso, o turismo cultural por aqui inclui uma homenagem a esse povo, que fez parte da história de Curitiba e enriqueceu a capital paranaense. O Bosque Alemão foi inaugurado em 1996 e é onde fica o Oratório de Bach, homenagem ao compositor Johann Sebastian Bach e também a Torre dos Filósofos, homenagem aos grandes pensadores germânicos.

Ainda no bosque, você pode caminhar pela Trilha de João e Maria, os famosos personagens do conto dos irmãos Grimm, e passar pela Casa da Bruxa que, diferente da historinha para crianças, é uma biblioteca infantil com espaço para encenações de contos e fábulas.

O Bosque fica na Rua Francisco Schaffer, no bairro Vista Alegre. Porém, fique atento ao horário, já que ele abre às 8h e fecha às 20h.

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Memorial Polonês

O Memorial Polonês foi inaugurado em 1980, para marcar a visita do Papa João Paulo II. Porém, a história da Polônia por aqui começou bem antes. Os primeiros poloneses chegaram ao Paraná em 1871 e fizeram de Curitiba a maior colônia polonesa do Brasil.

O Memorial é, na verdade, um bosque formado por casas tradicionais polonesas. Dentro de cada uma dessas casas, você vai encontrar antigos artefatos usados pelos imigrantes e ver mais de perto o papel deles no crescimento da cidade. Uma das casas é hoje a Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, a padroeira da Polônia.

Vale a pena tirar um momento do seu dia para perambular pelo bosque e descobrir mais sobre as culturas que estão vivas aqui até hoje.

O Memorial fica na Rua Euclides Bandeira, no bairro Centro Cívico. Os dias para visitação são de terça-feira a domingo, de 9h às 18h.

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Memorial Árabe

Inaugurado em 1996, o Memorial Árabe homenageia esse grupo de imigrantes que também contribuiu para a história de Curitiba. Os árabes vieram para cá logo depois da Segunda Guerra Mundial e os sírios e libaneses no início do século 20. Os traços dessas culturas são muito fortes na gastronomia, com temperos e culinária típica.

A construção, pintada de um vermelho forte deixando a área mais viva, abriga o Farol do Saber Gibran Khalil Gibran, poeta e filósofo libanês que marcou sua época produzindo obras literárias respeitadas em todo o mundo. A entrada do Memorial é feita com vitrais coloridos e, lá dentro, existe um espaço para leitura e uma biblioteca.

Conhecer o Memorial Árabe é indispensável quando você for explorar a história de Curitiba. Para chegar até aqui, procure pela Praça Gibran Khalil Gibran, no bairro Centro Cívico. O Memorial funciona de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 13h.

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Memorial Ucraniano

Dentro do Parque Tingui, aquele que homenageia os índios guerreiros, fica uma praça dedicada à Ucrânia. Os imigrantes ucranianos ocuparam diversos bairros de Curitiba e contribuíram para uma cultura mais rica.

O Memorial Ucraniano foi inaugurado em 1995 e, aqui, existe uma réplica da Igreja Ortodoxa de São Miguel Arcanjo, que fica no interior do Paraná. A estrutura é feita de madeira escura, contrastando com o verde do parque. Dentro da Igreja foi organizado um museu onde você pode ver os tradicionais Pêssankas – Pysanka, em ucraniano -, que são os símbolos de boa fortuna na cultura eslava.

O Memorial fica dentro do Parque Tingui, na Rua Dr. Mba de Ferrante, bairro São João. Você pode visitar o local de terça a domingo, das 10h às 18h.

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Praça da Espanha

Os espanhóis fazem parte da história do Brasil há séculos. Em Curitiba, imigrantes das regiões de Galícia, Andaluzia e Catalunha se dedicaram ao comércio, à gastronomia e às construções, fazendo da capital paranaense sua morada. Hoje, a cultura espanhola se mantem viva e misturada aos traços curitibanos.

Além de sentir os traços da Espanha, é possível ver o talento deles no trabalho com pedras e granitos, já que construíram obras usando mármore na Biblioteca Pública, no Palácio do Governo, no Tribunal de Contas e no Teatro Guaíra.

A homenagem a esse povo é a Praça da Espanha, inaugurada em 1990. Aqui, você vê o Farol do Saber Miguel de Cervantes, onde fica a estátua do busto do famoso escritor. No centro da praça existe uma fonte e, para aproveitar mais o lugar, basta escolher um dos diversos bares e restaurantes ao redor, complementando com um passeio gastronômico.

A Praça fica na Rua Coronel Dulcídio, no bairro Bigorrilho.

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Praça do Japão

A Praça do Japão é um lugar que não deve ficar de fora do seu roteiro pela história de Curitiba. Aqui, a homenagem aos imigrantes japoneses é feita de diversas formas, sempre enaltecendo a beleza e delicadeza dessa cultura.

O Portal Japonês é a entrada da Praça e, a partir daí você tem algumas opções. Aqui, fica o Memorial da Imigração Japonesa, um prédio com arquitetura asiática e um pouco da história dos imigrantes. Você pode visitar a Biblioteca Municipal da Praça do Japão, onde estão disponíveis publicações em japonês, ou a Casa de Chá, onde acontece uma cerimônia do chá toda quinta-feira.

Recentemente, a Praça ganhou a Casa da Cultura, onde você vai conhecer as dobraduras de papel – famosos origamis -, a arte floral e os poemas de três versos, conhecidos como haikai.

A capital paranaense tem a segunda maior comunidade japonesa do Brasil, perdendo somente para São Paulo.

A Praça do Japão fica na Avenida Sete de Setembro, no bairro Água Verde e está aberta todos os dias.

A Casa da Cultura funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, e para participar da cerimônia do Chá, você pode ir de 9h às 16h, toda quinta-feira.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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