Clássicos: músicas que são uma viagem

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Atualizado em 23 de abril de 2020

Quem nunca viajou simplesmente fechando os olhos e ouvindo uma bela canção? Acredito que todos nós já experimentamos essa façanha guiados pela voz de artistas que contam histórias de amor e retratam a beleza de determinados lugares ao redor do mundo. Pensando nisso, resolvi fazer este post com algumas músicas clássicas que me levam para longe. Tenho certeza que algumas delas também vão trazer à sua memória amáveis lembranças desses lugares.

Buenos Aires: Don’t cry for me Argentina

Embora tenha ficado mundialmente famosa na voz de Madonna, ao interpretar no cinemas a aclamada Evita Peron, essa canção foi gravada inicialmente em 1976. De lá para cá, ela fez parte de inúmeras montagens nos palcos do mundo inteiro. É impossível visitar a Casa Rosada, em Buenos Aires, e não se lembrar dessa música. Depois disso, sempre que você ouvi-la, será ela quem vai te levar de volta às sacadas da sede do governo argentino.

Na versão abaixo – que é a minha preferida – a sensível a voz de Karen Carpenter traz vida à canção de Andrew Lloyd Webber. Esta gravação foi feita em 1977, para o seu disco Passage.

Rio de Janeiro: Garota de Ipanema

O nosso Rio de Janeiro, que o mundo inteiro aprendeu a amar, é cenário de uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior. É verdade que escolher apenas uma canção para simbolizar uma cidade como o Rio de Janeiro é um desafio do qual não saímos sem cometer injustiças. Só pra ter uma ideia de como a lista é competitiva, estamos falando de Samba do Avião, de Tom Jobim; Ela é Carioca, de Tom e Vinícius; Aquele Abraço, de Gilberto Gil; W/Brasil, de Jorge Bem Jor; Do Leme ao Pontal, de Tim Maia; e Rio 40 Graus, de Fernanda Abreu, para citar apenas algumas.

Garota de Ipanema foi gravada originalmente em 1963 e de lá para cá muitos artistas têm regravado essa canção que é símbolo da vida carioca. Quer experimentar? Feche os olhos ao ouvi-la e imagine o mar, as montanhas e o calçadão da praia carioca. Essa versão que escolhi é cantada, em inglês, por Bebel Gilberto.

Paris: Non je ne regrette rien

Edith Piaf é considerada a alma da música francesa. É dela a imortal interpretação de clássicos como Ne me quitte pas e Non je ne regrette rien. Ambos são verdadeiros hinos melódicos, cheios de nuances e romantismo, como a capital francesa. A versão que fez parte do meu playlist quando visitei Paris é a da brasileiríssima Michele Wankenne. Ouça!

Joanesburgo: Pata Pata

Pata Pata é o nome de uma dança muito comum nos subúrbios de Joanesburgo, na África do Sul. Sem dúvida, essa é a mais famosa canção de Miriam Makeba, artista sul-africana que tanto lutou contra o regime do Apartheid. Miriam, que também é conhecida como Mama África, era – e ainda é – adorada por multidões em todo o continente africano. Ela gravou centenas de músicas em dialetos locais, em inglês e também em português. Suas canções não raramente traziam o emblema de sua luta por questões sociais.

Eu conheci Pata Pata quando planejava a minha viagem ao continente africano e, desde então, ela se tornou uma referência sonora do calor humano e da alegria desse povo. Abaixo, você ouve a versão cantada pela Natu Band, mas a versão remixada da música de Miriam Makeba ainda hoje toca nas boates de Jozi, como também é chamada a cidade de Joanesburgo.

Nova Iorque: Theme from New York, New York

É difícil fugir do cliché quando se pensa em New York City, o coração do mundo. Ainda hoje a potente voz de Frank Sinatra marca nossa memória musical e supera qualquer outra canção que tenha a Big Apple como tema – e olha que não são poucas. A cidade que nunca dorme, nessa versão que escolhi, é cantada por Arthur Philipe.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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