Cinco museus brasileiros que visitei e gostei

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Atualizado em 22 de dezembro de 2015

Eu já escrevi sobre os cinco museus gringos que mais gostei. Em diferentes lugares e recontando diferentes histórias, eles devem ocupar um lugar de destaque na sua lista de atividades quando visitar Paris, Joanesburgo, Nova Iorque, Cairo e Buenos Aires. Hoje, eu falo sobre os museus brasileiros que estão no topo da minha lista.

Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Ele é um dos museus mais visitados do nosso país. Inaugurado em 2006, O Museu da Língua Portuguesa se dedica à valorização do idioma que falamos e, para isso, tem uma forma expositiva muito diferente dos museus tradicionais: aqui a tecnologia de ponta e recursos interativos são usados para apresentar o seu rico conteúdo.

Funcionando no prédio que fica ao lado da Estação da Luz, com mais de quatro mil metros quadrados estão aqui a Grande Galeria, um telão com mais de 100 metros de extensão onde são projetados filmes sobre o tema; a Linha do Tempo, cheia de recursos interativos para o visitante conhecer melhor a história da língua; o Mapa dos Falares, o que achei mais interessa pois é possível escolher uma região brasileira conhecendo os diversos sotaques existentes no país. De terça a domingo, 10h às 18h. Entrada gratuita.

ATUALIZAÇÃO | O Museu da Língua Portuguesa está fechado por tempo indeterminado devido ao grave incêndio que o atingiu no dia 21 de dezembro de 2015.
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Sala de projeção do Museu da Língua Portuguesa.

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A Galeria.

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A Linha do Tempo.

Museu da Gente Sergipana, em Aracaju

Prepare-se para uma viagem que começa no sofrido sertão, passa pelos cenários que o Rio São Francisco forma nessa terra seca e chega às paisagens do belo litoral sergipano.

Funcionando em um grandioso prédio às margens do Rio Sergipe, ele segue o mesmo padrão do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e orgulha-se por ser o primeiro museu multimídia das Regiões Norte e Nordeste. Aqui, a tecnologia nos ajuda a entender um pouco mais da rica cultura sergipana e nordestina. Em cada uma das salas, você é acompanhado por um educador que conta os detalhes da culinária, dos patrimônios históricos, dos costumes e de tudo mais que o Estado oferece. De terça a sexta, das 10h às 17h. Aos sábado, domingo e feriados, das 10h às 16h. Entrada franca.

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Artesanato sergipano.

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Jogo que ensina como são preparados os pratos da culinária local.

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Carrossel que mostra as praças sergipanas.

Instituto Inhotim, em Brumadinho

Não sei muito bem se posso chamar o Inhotim, que a 60 quilômetros de Belo Horizonte, de museu. Ele é, na verdade o maior centro de arte contemporânea ao ar livre de toda a América Latina.

As obras, que estão espalhadas pelo Jardim Botânico, possibilitam experiências inovadoras. Aqui, você pode ouvir o som que vem de um buraco com mais de 200 metros de profundidade e apreciar um conjunto de estacas cravadas, sem qualquer ordem, no alto de um monte. No Inhotim suas opções incluem, ainda, andar por um quarto onde tudo é vermelho, inclusive um canário e os peixes do aquário e caminhar sobre estilhaços de vidro se desviando de barreiras quase invisíveis. Sem contar os painéis e um caleidoscópio gigante que gera imagens fantásticas. Nesse post eu explico, com detalhes, como foi a minha visita ao parque.

Museus brasileiros

Aqui é possível ouvir o som que vem da terra.

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Chão de vidros do Inhotim.

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Estacas no alto do morro.

Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre

Às margens do Lago Guaíba esse prédio moderno se destaca. Projeto de um arquiteto português, a Fundação Iberê Camargo atrai nossos olhos. Sem muitos detalhes e tingido de concreto cru, o prédio tem armações externas que parecem braços que envolvem um corpo em um aconchegante abraço. Por dentro esses braços revelam corredores com iluminação na medida – muitas vezes ela vem de pequenas aberturas no concreto que mostram pouco do céu e do lago.

A estrutura é curiosa, assimétrica e parece até um desperdício o tanto de espaços vazios. Mas, tratando-se de arte, o prédio é a própria obra. Não é preciso dizer que uma visita é obrigatória. De terça a domingo, das 12h às 19h. Entrada gratuita.

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Fachada da Fundação Iberê Camargo. Foto: Eugenio Hansen

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A arte em destaque.

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As galerias da Fundação Iberê Camargo.

Casa Cora Coralina, em Goiás

Cora Coralina é o pseudônimo escolhido pela goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas para assinar as suas obras. Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, quando já tinha 75 anos. Mulher simples e doceira de profissão, viveu longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

A casa onde viveu Cora Coralina, que morreu em 1985, fica na cabeceira da ponte sobre o Rio Vermelho e é uma das primeiras construções de Goiás. O local inspirou alguns dos belos poemas de Cora Coralina e hoje abriga um singelo museu que homenageia a artista goiana. De terça a sábado, das 9h às 16h45. Domingos, das 9h às 15h. A entrada custa R$ 5.

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A entrada para o museu Casa de Cora Coralina.

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Escultura de Cora Coralina na janela da casa.

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A fachada da casa à beira do Rio Vermelho.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

4 Comentários

  1. Avatar
    Carlos Eduardo on

    Estive no da Lingua Portuguesa, no Inhotim, e na casa da Cora Coralina (fui aluno do neto dela em Brasilia), se der oportunamente visito os outros dois.
    Valeu a dica.

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