Bagagem: não perca a sua mala

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Atualizado em 13 de julho de 2015

Extravio de bagagem é um dos piores acontecimentos na vida de um viajante. Na maioria das vezes ela é encontrada, mas você passa por apuros. Para evitar que sua mala extravie ou, se isso acontecer, que ela seja encontrada rapidamente, certifique-se de que ela está bem identificada. Para isso, use uma etiqueta com todos os seus dados. Os extravios de bagagem acontecem mais nos casos em que há conexão aérea. Quanto menor o tempo entre a chegada de um voo e a partida do outro, maiores são as chances disso acontece. Veja algumas atitudes que pode te ajudar a evitar o transtorno de ter sua bagagem extraviada:

Ao fazer o check-in, preste atenção se o comprovante de entrega de sua mala está correto e guarde-o em um lugar seguro. Repare bem na mala que você está utilizando para conseguir descrevê-la caso precise. Além da etiqueta do lado de fora, coloque outra também dentro da mala. Essa providência é útil porque malas cujas etiquetas se perdem são arrombadas pelos órgãos de segurança. Com a crescente preocupação com o terrorismo, em certos países ela será aberta mesmo se tiver etiqueta.

Se sua mala não aparecer na esteira rolante depois do desembarque, apresente imediatamente a sua queixa no balcão da companhia aérea. Caso você tenha em mãos o endereço e o telefone de onde irá se hospedar, tudo será mais simples. Salvo raras exceções, a bagagem lhe será entregue no lugar que você indicar, entre 24 e 48 horas. No Brasil, de acordo com a resolução da ANAC [§ 1º do artigo 35 da Portaria nº 676/GC-5, de 13/11/2000], caso seja localizada pela empresa aérea, a bagagem deverá ser devolvida de acordo com o endereço informado pelo passageiro em documento fornecido pela empresa, conhecido como Registro de Irregularidade de Bagagem – RIB, ou em qualquer outra comunicação por escrito.

Como devo proceder em caso de bagagem danificada?

Procure a empresa aérea para relatar o fato logo que constatar o problema, durante o desembarque. Preencha o registro de Irregularidade de Bagagem – RIB ou faça outra comunicação por escrito e encaminhe à companhia aérea.

Qual o melhor tipo de mala?

De forma geral, a mala ideal é aquela com duas ou quatro rodas e puxador embutido. Mochila só é prática para quem vai encarar roteiros de aventura, como percorrer a Trilha Inca no Peru, perambular pela Europa de carona ou escalar o Everest. A experiência tem mostrado que uma boa mala de rodinhas é muito melhor.

Independente do tipo de mala ou mochila que você escolher, é bom que tenha bolsos fechados com zíper e algumas divisões internas, muito práticas para separar material de higiene, guia de viagem, mapas e outros objetos úteis.

Quais os limites de bagagem nacionais e internacionais?

Nos voos nacionais, o passageiro poderá despachar, dentro do limite de franquia [peso máximo permitido para bagagens sem o pagamento de valor adicional], bagagens que, no total, não excedam:

30 Kg para a primeira classe, nas aeronaves acima de 31 assentos; 23 kg para as demais classes, nas aeronaves acima de 31 assentos; 18 Kg para as aeronaves de 21 até 30 assentos; 10 Kg para aeronaves de até 20 assentos.

Caso o peso ultrapasse os limites estabelecidos, o transporte da bagagem ficará sujeito à aprovação da empresa e a cobrança por excesso de peso.

O peso total da bagagem de mão não pode exceder 5 quilogramas e a soma de suas dimensões [comprimento + largura + altura]não deve ser superior a 115 centímetros.

Nos voos internacionais aplicam-se dois sistemas de franquia de bagagem: peça ou peso. No sistema de peso, cada passageiro poderá portar, livre de cobrança de valor adicional, bagagem de mão com peso e dimensões apropriadas; No sistema de peça, o passageiro poderá portar, livre de cobrança de taxas, bagagem de mão, desde que a soma das dimensões não exceda 115 centímetros ou 45 polegadas. Entretanto, algumas empresas aéreas, com objetivo de fidelizar os usuários têm atiado de forma diferenciada, por isso lembre-se de consultar a empresaantes de viajar.

Quantas peças de bagagem devo levar?

Leve apenas o que for realmente necessário e adequado, em, no máximo, dois volumes: uma bagagem de mão e uma de compartimento. Isso vai te ajudar na hora de carregá-las, afinal de contas você só tem duas mãos.

O limite para bagagem de compartimento aceito atualmente pelas companhias aéreas na classe econômica é de dois volumes de até 32 quilos cada um por pessoa.

Qual roupa devo levar para minha viagem?

O que levar na sua viagem depende de duas realidades: o clima que você iria encontrar ao desembarcar e o tipo de programa que pretende fazer. Roupas sociais mais elegantes são obrigatórias apenas para quem pretende jantar em restaurantes sofisticados ou vai em soirées de teatro ou vai ficar hospedado em hotéis de luxo.

Leve apenas roupas e sapatos compatíveis com o clima do lugar para onde você vai e com os programas que pretende fazer. Os “países frios” são realmente gelados, mas não no verão. Climas frios exigem um bom casaco impermeável ou de couro forrado, pulôveres e meias de lã. Se o frio for mesmo bravo, pense em botas forradas, gorro que proteja as orelhas e luvas. Como geralmente não usamos esses itens no Brasil, talvez seja interessante adquirílos no país de destino. Também é possível alugar ou comprá-los a preços justos em lojas de roupas usadas, as famosas second hand stores.

Antes de separar as roupas que vai levar, consulte a previsão do tempo (e temperaturas médias) no país para onde você está indo.

Considere que durante a viagem você se sentirá tentado a fazer compras, inclusive de roupas. Guarde espaço em sua bagagem para elas.

Em viagens, anda-se muito! Nada de botinas pesadonas, sapatos apertados, de bico fino, nem de salto muito alto para as mulheres. Sapatos de solado de couro encharcam facilmente após umas horas de marcha em chão molhado; prefira calçados impermeáveis e de solado de borracha.

No caso das mulheres, para usar à noite, vestidos ou saias de lã, sempre de cores combinando com o sapato e que também não amassem muito. E, claro, meias-calças de lã. Dê preferência a roupas que não amassem muito ou – melhor ainda – que não precisem ser passadas.

Não encha sua mala “a olho”, leve somente as roupas que você tem certeza que irá usar, de cores e estilos que combinem entre si e com os sapatos que você está levando.

Como transporto medicamentos?

Quem utiliza medicamento de venda controlada – tarja vermelha ou negra – deve levar uma receita ou atestado médico e a bula. Certos países, como os Estados Unidos, são extremamente rigorosos nesse aspecto e remédios legais aqui no Brasil e em outros países podem ser proibidos. Se você vai para outro país e pretende levar algum medicamento – especialmente psicotrópicos –, informe-se antes no consulado sobre como proceder.

O que são itens proibidos?

Tanto para os voos domésticos como para os voos internacionais, itens proibidos são aqueles artigos que não podem ser transportados junto ao passageiro à aeronave ou serem conduzidos em Área Restrita de Segurança (ARS), como salas de embarque, exceto por pessoas autorizadas e quando necessários para realizar tarefas essenciais, como manutenção, abastecimento de aeronaves, provisões de bordo e serviços de bordo.

Quais são os itens tolerados no transporte aéreo doméstico?

Os itens tolerados são os seguintes:

a) atomizadores (“sprays”) contendo creme de barbear, perfumes ou outro produto de higiene pessoal, sem que exceda a quantidade de quatro frascos por pessoa e que o conteúdo, em cada frasco, seja inferior a 500 ml ou 500 g; b) aparelhos de barbear com lâminas um conjunto de lâminas em cartucho; c) tesouras arredondadas com comprimento inferior a 6 cm; d) canetas tinteiro e lapiseiras pontiagudas, com comprimento inferior a 15 cm; e) lixa de unha metálica, com comprimento inferior a 6 cm, desde que não tenha aresta cortante ou ponta perfurante; f) isqueiro com gás ou com fluído, com comprimento inferior a 6 cm, na quantidade máxima de um por pessoa.

Quais itens são proibidos no transporte aéreo?

Os Itens Proibidos são divididos em seis categorias, conforme descrito a seguir:

Categoria 1 Qualquer arma de fogo; arma de caça; réplica ou imitação de arma, incluindo isqueiro com formato de arma de fogo; arma tipo “paintball” ou similar; arma de mergulho; peça de armas (excluindo lunetas); pistola ou espingarda de ar comprimido; pistola esportiva de partida; pistola de sinalização; dispositivo capaz de gerar corrente elétrica (dispositivo de choque); pistola industrial; bestas; e soqueira de metal.

Categoria 2 Objetos pontiagudos ou cortantes (sabre, tesoura, punhal, espada, faca, objeto multifuncional), com lâmina pontiaguda, dobrável ou retrátil, metálica ou não, com comprimento de lâmina superior a 6 cm, sem considerar o cabo ou outra área de empunhadura; lâmina alongada, com ponta arredondada, sem aresta cortante, metálica ou não, com comprimento superior a 10 cm; navalha e lâmina de barbear, excluindo aparelho em cartucho; equipamento para prática de artes marciais; patins de lâmina; ferramentas tais como: furadeira, cortador retrátil, serra; arpão e lança; flecha, dardo, gancho de ferro, machado, rastelo, espora; pegador e furador de gelo; estilete, chave de fenda; cutelos e canivete; haste de esqui; agulhas hipodérmicas (exceto se houver receita médica); agulha de tricô; e agulha de tecer.

Categoria 3 Instrumentos de ponta arredondada alavanca ou barra metálica similar; ferramentas tais como: martelos, alicates, chave de boca; material esportivo que possa contribuir para uma ameaça, tais como remo, “skate”, vara de pescar, bastão, cacetete e tacos de bilhar, sinuca, beisebol, pólo, golfe,”hockey” etc; soquete; cassetetes; e equipamento para prática de artes marciais.

Categoria 4 Substância explosivas ou inflamáveis, cápsula explosiva; cartucho gerador de fumaça; detonador e fuzíveis; espoleta; explosivo e réplica ou imitação de explosivo; sinalizador luminoso e pólvora; material pirotécnico e fogos de artifício; aerossol de qualquer substância, exceto os de uso médico e de asseio pessoal; bebida acima de 70% do padrão de graduação alcoólica, por volume; material de ignição ou combustão espontânea; fósforo, exceto em unidades acondicionadas em invólucro para uso cotidiano; sólido inflamável, tais como fósforos e artigos de fácil ignição, em qualquer quantidade; líquidos inflamáveis (ex: gasolina, óleo diesel, fluido de isqueiro, metanol); substância, que em contato com água, emita gases inflamáveis; munições e projéteis; gás comprimido de qualquer espécie, tais como: butano, propano, extintores e cilindros de oxigênio em quaisquer quantidades e recipientes; minas, explosivos plásticos, pólvora, dinamite, materiais militares explosivos e granadas; e aerossol, exceto o de uso médico e pessoal.

Categoria 5 Substâncias químicas e tóxicas, material oxidante, tal como pó de cal, descorante químico e peróxido; cloro para piscinas e banheiras (Jacuzzi); material corrosivo, tal como mercúrio, ácido, alcalóide, bateria com líquido corrosivo, alvejante, em qualquer quantidade (exclusive instrumentos de medição térmica – termômetro); material infeccioso ou biologicamente perigoso (ex: sangue infectado, bactéria ou vírus); material radioativo (isótopos medicinais e comerciais); “sprays” paralisantes (pimenta e lacrimogêneo); substâncias venenosas (tóxicas) e infecciosas, tais como arsênio, cianidas, inseticidas e desfolhantes em quaisquer quantidades; e extintor de incêndio.

Categoria 6 Outros dispositivos de alarme (excluindo dispositivo de relógio de pulso e de equipamentos eletrônicos permitidos a bordo); e material cujo campo magnético seja suficiente para interferir nos equipamentos das aeronaves e que não estejam relacionados entre os dispositivos eletrônicos permitidos, tais como telefone celular, “laptop”, “palmtop”, jogos eletrônicos, “pager”, que são de uso controlado a bordo de aeronaves.

Como é feito o transporte de cadeira de rodas?

Quando houver espaço disponível, a cadeira de rodas deve ser transportada gratuitamente no interior da cabine de passageiros. Caso contrário, será considerada como bagagem prioritária. Lembre-se: antes de viajar, consulte a empresa aérea.

Quero transportar minha bicicleta em um voo doméstico. Como devo fazer?

Informe-se previamente com a empresa aérea sobre as providências necessárias para o transporte de bagagem especial. Artigos esportivos em geral (prancha de surfe, bicicleta, kite surfe, etc), instrumentos musicais, entre outros, deverão ser incluídos na franquia (peso máximo permitido para bagagens sem o pagamento de valor adicional) de bagagem para voos domésticos.

Caso um passageiro queira viajar com uma mala de 20 kg e uma bicicleta de 10 kg, pagará excesso de peso de 7 kg, tendo em vista que a franquia para voos domésticos é de 23 kg.

Quero levar minha prancha de surf e a empresa aérea está me cobrando um valor adicional para o transporte. Essa cobrança é permitida?

Não. A cobrança de taxas especiais para o transporte de pranchas de surf, em voos domésticos, por parte das empresas aéreas, não encontra amparo na legislação vigente. Será cobrado adicional em voos domésticos apenas por excesso de bagagem. Cuidados especiais:

A legislação fiscal de quase todos os países restringe a quantidade de entrada e saída de álcool e de tabaco, de acordo com as normas de seu território. O mesmo ocorre com dinheiro vivo: informe-se antes de transportar somas elevadas de qualquer moeda.

Todo mundo sabe que drogas são proibidas no mundo todo. Em alguns países como Malásia, Indonésia e Singapura, as penas são muito severas e podem chegar à condenação à morte.

Como declaro os bens de valor que levo na bagagem?

Você tem a opção de declarar valores da sua bagagem despachada. Nesse caso, ocorrendo extravio ou dano, você deverá receber o valor declarado e aceito pela empresa. A companhia aérea pode cobrar uma taxa para aceitar essa declaração.

Não podem ser incluídos nessa declaração objetos considerados de valor, tais como: jóias, papéis negociáveis, dinheiro, eletroeletrônicos [como celulares, notebooks, mp3 player, etc.]. Esses objetos devem ser levados na bagagem de mão. Por isso, a empresa está isenta de responsabilidade sobre sua perda ou danificação.

Os residentes no Brasil em viagem temporária ao exterior que estiverem portando como bagagem bens que possam estar sujeitos ao pagamento de tributos quando retornarem ao País, principalmente os de elevado valor – tais como notebooks e câmeras fotográficas –, devem declará-los junto à alfândega do local de partida. Esse procedimento tem o propósito de evitar a tributação de um bem próprio.

Com informações da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC.

SOBRE O AUTOR

Sou jornalista, capixaba e apaixonado pelo universo viajante. Sempre gostei de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Quando criança, sonhava em viajar pelo mundo e, já adulto, isso virou um propósito de vida.

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