Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

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Atualizado em 11 de outubro de 2017

O principal rio de Anchieta guarda um mistério que deixa muita gente curiosa. Para entender melhor essa história, eu estou no litoral sul do Espírito Santo e vou fazer o passeio pelo Rio Benevente, que começa no píer da colônia de pescadores.

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Anchieta fica a cerca de 80 quilômetros de Vitória e faz divisa com Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha. A cidade teve origem de uma aldeia de índios catequizados pelos padres jesuítas. Chamada inicialmente de Rerigtiba, que, em tupi, significa lugar de muitas ostras, mais tarde teve seu nome mudado para Vila de Benevente.

O nome atual, Anchieta, é uma homenagem a José de Anchieta, padre jesuíta espanhol que viveu boa parte de sua vida na cidade. Eu conto mais sobre a história da cidade e do padre em: Santuário de Anchieta, o apóstolo do Brasil.

Quem conduz o barco é o seu Haroldo. Pescador experiente, ele conhece bem essas águas e, sem pressa, nós vamos subindo o rio e apreciando sua bela paisagem. Aqui, o mangue vermelho com suas raízes suspensas encontra as caudalosas águas do Benevente.

Caranguejos, garças e tantas outras espécies de animais e plantas vivem e se reproduzem aqui. Basta olhar para a copa das árvores que a gente vê filhotes arriscando os primeiros voos.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

O píer da colônia de pescadores de Anchieta.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

A bela paisagem do Rio Benevente.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

A manifestação da vida que vem com o manguezal.

Depois de pouco mais de vinte minutos, já estamos navegando pelo Rio Salinas, ele é um dos afluentes do Benevente e toda essa região é protegida ambientalmente e considerada uma das áreas de manguezal mais importantes do Espírito Santo.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

As raízes aéreas do Mangue Vermelho.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

As garças que se habitam e se reproduzem aqui.

São quase cinquenta minutos de navegação pelo manguezal até que o barco pare. Ele vai ficar aqui, mas eu sigo pela trilha para chegar às ruínas do Rio Benevente. A caminhada é leve e não demora dez minutos até que eu veja uma série de colunas no meio da mata.

Alguns acreditam que essas ruínas serviram para o comércio clandestino de escravos, mas outras histórias contam que era a casa de padres jesuítas e até um antigo armazém de sal. Com tantas versões assim fica realmente difícil saber quem está falando a verdade, mas não importa. O mais legal é que hoje as ruínas estão protegidas e você pode visitá-las em qualquer época do ano.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

A chegada às ruínas depois da trila e da caminhada.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

Há muitas histórias sobre essas colunas.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

Comércio de escravos, casa de jesuítas ou armazém de sal?

Planeje seu passeio pelo Rio Benevente

Quanto custa | O passeio dura cerca de três horas, é feito nos barcos de pesca e custa R$ 120. Para contratar o serviço, você pode se informar na sede da colônia de pescadores que fica na Rua Dom Pedro II, perto da Praça das Garças, pu ligar para o telefone: (28) 3536-1982

Quando ir | É possível fazer o passeio pelo Rio Benevente todos os dias do ano. No verão, especialmente entre dezembro e janeiro, faz muito calor e é bom ir preparado porque alguns barcos não tem sombra.

Anchieta: o passeio pelo Rio Benevente

Placas indicam o caminho para o píer.

Como chegar | Anchieta fica a 85 quilômetros de Vitória. De carro, siga pela Terceira Ponte em direção a Vila Velha e, depois, pela Rodovia do Sol, no sentido Guarapari. Há cobrança de pedágio de R$ 7,70 na Rodovia do Sol. De ônibus, a viagem dura cerca de duas horas e quem faz essa rota é a viação Planeta.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

6 Comentários

  1. Avatar

    fala glorioso altier! pelo seu semblante vc gosta mesmo do que faz, fico feliz por vc.
    Altier, quero te pedir uma pequena explicaçao do Municipio de Anchita. um imigrante italiano chegou em benevinte,02-02 1891 vindo da argentina,seu nome massimo tanes ele tinha 28. ele saiu da argentina,parou no porto do rio e depois segueiu benevente. vamos la,na sua mente seria mais rapido uma pessoa sai dai de benevente indo para itaocara rj, ou saindo do rio, para chegar em itaocara rj. no seculo passado. estou tentando fazer uma ligaçao entre o imigrantes em questao,e minha avo josefina francisca tanes,meu bisavo laurindi tanes e meu trisavo luiz tanes. pesso desculpas. fabiano luiz,email [email protected] muito obrigado

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