Adrenalina no Brasil Raft Park

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Atualizado em 26 de Fevereiro de 2018

No Brasil Raft Park eu fiz uma das atividades mais divertidas de toda minha vida. Não desmerecendo as outras, claro, mas é que aqui eu me aventurei de quadriciclo e me encantei. Pode parecer estranho falar de encanto com uma atividade tão radical, mas foi isso mesmo que aconteceu.

O parque existe desde 1993, foi construído em meio a muito verde e pertinho do Rio Paranhana. O Cristian, um dos proprietários, foi o primeiro instrutor de rafting no Rio Grande do Sul. Foi ele quem me recebeu e me mostrou um pouco do que o Brasil Raft Park tem a oferecer.

Adrenalina no Brasil Raft Park

O verde está por todo lado no Brasil Raft Park.

Aqui, você logo percebe que o foco é lhe conectar com a natureza. Para isso, muitas vezes, é preciso se desconectar do celular.  A senha da internet sem fio não é fornecida no parque e o 3G não funciona – pelo menos não o meu. Antes que você se desespere, acredite: a internet não lhe fará a menor falta aqui.

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O ambiente foi planejado para nos fazer sentir os elementos da natureza. A começar pelo rio Paranhana, que nos faz companhia na propriedade e se mantém presente com o delicioso som das águas. Nas árvores próximas ao rio estão amarradas algumas redes, nos convidando a curtir o dia com mais leveza.

O restaurante não tem paredes, com intenção de deixar o vento circular o tempo todo. A essência do Brasil Raft Park é lhe mostrar que existe muito mais que o dia a dia estressante. Que a natureza esta aqui, que é divertido ficar no meio do mato e se sujar de terra. E isso é para toda a família. As atividades são adaptadas com versões kids e para a melhor idade.

Adrenalina no Brasil Raft Park

Depois de um dia de adrenalina, nada melhor que relaxar com o som das águas do rio.

Adrenalina no Brasil Raft Park

O raft no Brasil Raft Park tem oito quilômetros de percurso.

Além do que você vê explorando a propriedade, existem outros elementos que fazem do Brasil Raft Park um parque fiel a sua mensagem. Aqui, os copos são recicláveis e, as garrafas de vidro são transformadas em novos copos para os visitantes. A sustentabilidade social é praticada envolvendo o bairro local, comprando produtos de fornecedores da região e incentivando o turismo e o respeito à natureza.

Hora da adrenalina

Por mais irônico que pareça, é neste lugar calmo e tranquilo que você encontra diversas atividades de aventura na Serra Gaúcha, como o quadriciclo. Essa é uma experiência de pura adrenalina e diversão, pilotando um 4×4 por trilhas off-road em meio à mata. Eu me senti em um rali.

Quando começamos a nos preparar, a chuva começou a cair. Mas, eu adianto que quase nenhuma aventura na Serra Gaúcha precisa ser cancelada devido ao mau tempo, principalmente esta. O quadriciclo foi ainda mais divertido com a lama e o verde das árvores mais realçado.

ENTENDA UM POUCO O CLIMA NA SERRA GAÚCHA

O Cristian me explicou calmamente os comandos, sempre garantindo que eu havia entendido. A segurança em todos os parques de aventura que eu fui é sempre prioridade, principalmente nessa atividade, que envolve o controle de um veículo.

Adrenalina no Brasil Raft Park

Em algumas partes, nosso trajeto era lado a lado com o rio.

Colocamos a capa de chuva e a aventura começou. O Critstian seguiu no quadriciclo da frente, com uma GoPro acoplada atrás me filmando e outro guia foi atrás de mim. No começo, demorei a pegar o jeito da aceleração, mas em nenhum momento me senti desamparada. O Cristian o tempo todo me auxiliava e buscava confirmações de que estava tudo bem.

A primeira parte da trilha é um teste, para ver se a gente tem condições de dirigir o quadriciclo e partir para a aventura de verdade. Foi nesse percurso que eu ganhei mais confiança e me apaixonei pela experiência.

Adrenalina no Brasil Raft Park

A chuva deixou a experiência ainda mais sensacional.

Subimos para a segunda fase da trilha, com mais ladeiras e curvas e muita mata. Lá em cima chegamos a um campo aberto, com algumas lombadas e a chuva deixando tudo mais especial. Eu recomendo muito a você se aventurar em um quadriciclo no Brasil Raft Park.

Como funciona o Brasil Raft Park

Quanto custa | O Brasil Raft Park tem todos os passeios organizados na base de reserva. Para quem compra alguma atividade, é preciso pagar R$ 10 de entrada, mais o valor da atividade. Você pode curtir o parque o dia inteiro. Os cardápios do restaurante também funcionam com reserva e são vendidos junto com os passeios.

Para quem só vem aproveitar o lugar, é preciso pagar R$ 20. Mas, já adianto, eles tem atividades de R$ 10 e a intenção é fazer você se envolver, escolhendo fazer alguma atividade e pagando a entrada. Para quem vem com um grupo que fez reserva, mas não vai participar da aventura, é cobrado R$ 15. A área de camping só está liberada para quem compra alguma atividade. Você encontra todas as informações sobre o passeio e as outras atividades que eles oferecem no site da Brasil Raft Park.

Quando ir | A Serra Gaúcha é um destino muito procurado no inverno, de junho a agosto, quando o frio nos faz aproveitar o lado mais tradicional dessa região: a boa comida, os vinhos regionais e as abundantes opções de chocolate são alguns exemplos. No resto do ano, as opções vão muito além, e dá pra fazer muita atividade de aventura e curtir a adrenalina no Brasil Raft Park.

Como chegar | O parque está localizado em Três Coroas, mas eles oferecem serviço de transporte em toda rede metropolitana da Serra Gaúcha, mas é preciso fazer reserva. Além disso, o parque tem parceria com diversos hotéis que lhe indicam como chegar.

Onde ficar | Eu me hospedei no Bangalôs da Serra, um encantador hotel que fica pertinho do centro de Gramado, a cidade mais famosa da Serra Gaúcha. Claro, existem muitas outras boas opções por aqui, mas eu realmente indico este hotel. Para saber porque, leia: Como é se hospedar no hotel Bangalôs da Serra.

Onde comer | Você vai comer muito bem em todas as cidades dessa região. Em Três Coroas, eu conheci do Espaço Tibet, um restaurante incrível que dissemina a cultura e a culinária tibetana. Se quiser saber outras sugestões, veja: Onde comer na Serra Gaúcha.

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SOBRE O AUTOR

Aline Soares

Estudante de jornalismo e apaixonada por lugares que ainda não conheço, sempre me encantei por culturas e costumes diferentes, e é isso que eu mais quero explorar. Hoje, quando viajo, tento me manter presente, aproveitar o momento e não deixar nada passar.

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