A Cachoeira de Matilde, em Alfredo Chaves

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Atualizado em 16 de julho de 2018

Para chegar à famosa Cachoeira de Matilde, percorremos pouco mais de 80 quilômetros até chegar a Alfredo Chaves, cidade da Região Serrana capixaba. Saindo de Vitória, pela BR 262 – que não é duplicada – cortamos Viana, Domingos Martins e Marechal Floriano.

Em Marechal Floriano, paramos na estação Araguaya. Construída em 1903, atualmente é o ponto final da litorina que percorre o trecho da linha de ferro que parte de Viana. O Trem da Montanhas Capixabas, inaugurado recentemente, é a mais nova atração turística do Estado.

ATUALIZAÇÃO | O Trem das Montanhas deixou de funcionar e não há previsão de retorno.

Chegando a Cachoeira

Chegamos a Cachoeira de Matilde. A estrada é toda asfaltada e bem sinalizada. Logo encaramos o primeiro desafio: atravessar uma ponte sobre o Rio Benevente feita apenas com dormentes com a sensação de que a qualquer momento o trem viria.

Passado o primeiro sufoco, seguimos por mais de 1 quilômetro de caminhada sobre a linha de ferro. Pelo caminho, pássaros coloridos se escondiam entre a Mata Atlântica. Ao longe, o som da queda d’água.

Cachoeira de Matilde

A estação Araguaya, em Marechal Floriano.

Cachoeira de Matilde

A longa caminhada sobre a ferrovia.

Cachoeira de Matilde

A vista de Alfredo Chaves.

Seguíamos passo a passo recompensados pela bela paisagem no horizonte. Depois de alguns milhares de passos, chegamos ao túnel. A construção que teve início em 1895 abre caminho sob os trilhos para as águas de um afluente do Benevente se juntarem ao rio, formando a preciosa cachoeira. Seguimos, então, no objetivo de alcançar o outro lado. Tudo escuro. Muito escuro. Pior ainda era imaginar os incontáveis morcegos que dormiam sobre nossas cabeças. Melhor desviar o pensamento e continuar seguindo por seus 90 metros.

Depois do rango, retornamos à estrada. Agora nosso objetivo era contemplar de perto a cachoeira mãe. Matilde, a maior queda livre do Espírito Santo, com 62 metros, ainda é muito pouco divulgada. Talvez por isso sua beleza seja ainda tão preservada. Quem quiser vê-la, ainda mais de perto, pode experimentar descer de rapel bem ali, ao lado da queda d’água.

Cachoeira de Matilde

A entrada para o túnel.

Cachoeira de Matilde

O túnel: escuridão sob os trilhos.

Cachoeira de Matilde

A cachoeira de Matilde.

Já voltando pra casa, decididos dar uma passada pela Cascata do Galo, em Domingos Martins.Nem tão preservada como a cachoeira de Alfredo Chaves, ela tem sua beleza e valor recompensadores.

SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

4 Comentários

  1. Avatar

    Não gosto deste blog.
    É que eu detesto sentir inveja das pessoas.
    Aqui, vc não tem serviço não é????
    Só vive viajando. hahahahaha
    Mas de vc eu gosto numa proporção muito maior que os quilômetros que vc tem percorrido.

  2. Avatar

    Boa tarde! Suo o Renan do blog http://www.vempraitalia.com costei demais do sue blog , das fotos então mais ainda , aqui em Roma além de trabalhar e escrever no meu blog frequento também a universiade de línguas ( não sorba muito tempo para viajar Como você. Mas vou tentar colocar mais fotos tb. Parabéns!

  3. Avatar
    Adilson Junior Designer on

    Essa cochoeira de Matilde é linda mesmo, porém não é a maior em queda livre do ES. Sendo a maior a cachoeira Alta em Cachoeiro de Itapemirim (com impressionantes 90 metros de queda livre), também muito bonita igualmente a de Matilde, vale a pena a visita. Fica a dica! TKS.

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