Um amor chamado Campina Grande

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Atualizado em 8 de março de 2017

A segunda cidade mais importante da Paraíba é um verdadeiro amor. Isso fica claro quando alguém que nasceu aqui abre a boca para falar dela: a paixão salta para fora em forma de palavras e, então, Campina Grande logo passa a ocupar um lugar afetivo em nossa imaginação.

Com seus quase 500 mil habitantes, a cidade é um dos polos industriais mais importantes do nordeste. Bem cuidada, alegre e cheia de cultura, Campina Grande se orgulha por sediar uma das festas mais fascinantes do país, o São João, que acontece no mês de junho.

Apesar de estar no agreste paraibano, Campina – como a chamam os mais próximos – tem um clima bem peculiar. É que a cidade fica a uma altitude de 500 metros acima do nível do mar, e é isso que faz o inverno ser mais friozinho aqui, com mínimas de 18 graus.

Eu confesso que me surpreendi com a cidade. Com prédios modernos e boas opções de lazer, ela merece sua visita. Então, anote as dicas do que fazer em Campina Grande.

O que fazer em Campina Grande

Açude Velho | Uma das paradas imperdíveis é esse imenso lago que fica no coração da cidade. Em seus arredores estão o Museu de Arte Popular – última obra de Niemeyer – o Parque da Criança e a Praça Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, que homenageia esses dois mestres da música brasileira.

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O Açude Velho.

Um amor chamado Campina Grande

As esculturas da Praça que homenageia dois grandes músicos brasileiros.

Museu de Arte Popular | Como o próprio nome diz, nesse museu você vai encontrar uma grande diversidade de manifestações artísticas do povo paraibano. Música, escultura, literatura e muito mais ocupam os espaços desenhados pelo maior arquiteto brasileiro. Veja outras informações na página do Museu no facebook.

Um amor chamado Campina Grande

Fachada do prédio desenhado por Oscar Niemeyer.

Um amor chamado Campina Grande

A literatura de cordel.

Um amor chamado Campina Grande

Parte do acervo do museu.

Museu de Artes Assis Chateaubriand | Esse museu de arte contemporânea leva o nome de seu idealizador e tem exposições itinerantes com obras de artistas nacionais e internacionais. Se eu fosse você, tiraria algumas horas para conhecer este lugar. Para saber mais, acesse a página do Museu no facebook.

Um amor chamado Campina Grande

Uma das salas do Museu Chateaubriand.

Pedra do Ingá | O pequeno distrito de Pedra Lavrada, no caminho entre João Pessoa e Campina Grande, guarda um enigma que nem o mais curioso dos homens foi capaz de solucionar. Conhecida popularmente como Pedra do Ingá, a dona de tal mistério tem dezenas de imagens rupestres esculpidas ao longo de seus 24 metros de comprimento.

São figuras que aparentemente não fazem muito sentido, mas estudos comparativos revelaram que algumas inscrições encontradas aqui são semelhantes aos desenhos feitos pelos povos da Ilha de Páscoa, no Chile. Veja as informações completas em: Pedra do Ingá: mistério no interior da Paraíba.

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A Pedra do Ingá.

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Os misteriosos desenhos.

Planeje sua viagem a Campina Grande

Como chegar | De carro, saindo de João Pessoa, pegue a BR-230 no sentido Campina Grande. De Pernambuco, siga pela BR-104. De ônibus, as empresas Gontijo e Itapemirim fazem os traslados até a cidade.

Quando ir | No verão chove mais e as temperaturas são altas, sempre perto dos 30 graus. No inverno, por causa da altitude, o clima é mais fresco, com mínimas de 18 graus. Em junho, acontece o maior São João do país e, por isso, é muito importante fazer suas reservas com antecedência.

Onde comer | Quando estiver por aqui, não deixe de comer o bolo de rapadura do Das Graças. Esse charmoso café também serve refeições.

Um amor chamado Campina Grande

O bolo de rapadura do Das Graças.

Onde ficar | O Garden Hotel é o maior da cidade, mas há também o Hotel Villagene, que tem um excelente custo benefício. Veja a lista com todas as opções de hospedagem na cidade.

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

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