Seis filmes sobre a Bolívia

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Atualizado em 11 de novembro de 2016

Com uma produção bem distante dos grandes mercados, a Bolívia ainda aparece timidamente no cinema internacional. Mas, garimpando aqui e ali, a gente encontra filmes interessantes e que abordam diversos aspectos da história e da cultura do país, como os dessa lista de filmes sobre a Bolívia.

Seis filmes sobre a Bolívia

O narcotráfico e o jeito leve dos bolivianos de viverem a vida é o destaque de Quem matou a lhama branca?, o filme de maior bilheteria do país. Esquecidos fala da ditadura no país, e Especialista em Crise, produção norte-americana, mostra os bastidores das eleições presidenciais de 2002.

O romance aparece em Os Andes não acreditam em Deus e em Escreva postais a Copacabana (todos em tradução livre). O Libertador, o único que não foi rodado na Bolívia, conta a história de Simón Bolívar, revolucionário que deu nome ao país.

Seis filmes sobre a Bolívia

Especialista em crise

Produzido por George Clooney e com Sandra Bullock no papel de protagonista, o filme mostra a acirrada disputa presidencial de 2002, quando Evo Morales foi derrotado nas urnas graças à intervenção da estrategista norte-americana Jane Bodine.

Apesar de aposentada, ela decide voltar à atividade para fazer com que Pedro Castillo vença a disputa presidencial. Para isso, Jane manipula a opinião pública e torna o candidato mais popular. Com piadas sarcásticas e até um toque de humor negro, o filme é leve e divertido, mas mostra um lado cruel das campanhas eleitorais na América do Sul.

Título original: Our Brand is Crisis
Diretor: David Gordon Green
Estreia: 2014
Duração: 18 minutos
Gênero: Comédia
País: Estados Unidos

Seis filmes sobre a Bolívia

Esquecidos

Durante os anos 1970-80, a América do Sul viveu sobre fortes ditaduras. Para combater as crescentes ondas revolucionários que surgiam em países como Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, foi instalada a Operação Condor. O filme é baseado no relato de um general do exército boliviano que, depois de muitos anos, decide contar ao seu único filho todos os pecados que cometeu naquele tempo.

Título original: Olvidados
Diretor: Carlos Bolado
Estreia: 2013
Duração: 112 minutos
Gênero: Drama
País: Bolívia

Seis filmes sobre a Bolívia

O Libertador

Apesar de não ter sido filmado na Bolívia, esse filme é muito interessante para quem quer conhecer melhor a história antes da fundação do país. Simón Bolivar, personagem principal de O Libertador, lutou incansavelmente contra o imperialismo espanhol na América do Sul e promoveu campanhas libertárias em várias regiões do continente.

Bolívar era venezuelano, mas ajudou na independência de países como Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia e Panamá. Filmado em 2007, ele foi o representante da Venezuela no Oscar 2015, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, mas não recebeu a indicação.

Título original: El Libertador
Diretor: Alberto Arvelo
Estreia: 2014
Duração: 123 minutos
Gênero: Drama biográfico
País: Venezuela e Espanha

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Os Andes não acreditam em Deus

Baseado no romance de Adolfo Costa du Rels, escrito em 1974, o filme se passa nos anos 1920, na cidade de Uyuni, no altiplano boliviano, entre montanhas e o imenso deserto de sal. O mocinho é Alfonso Claros, um jovem escritor que foi educado na França e que chega a Uyuni para fazer fortuna na mineração.

Ele começa um caso com a mestiça Claudina, mas o romance não sobrevive ao preconceito local. Claudina, então, se volta para Joaquín, um amigo de Alfonso, destruindo a amizade entre os dois homens. Vinte anos mais tarde, Alfonso está a caminho de assumir a posição de embaixador boliviano na França, quando seu trem para em Uyuni. Ele encontra Joaquín por acidente, e revive toda a história que envolve seu amor proibido com Claudina

Título original: Los Andes no creen en Dios
Diretor: Antonio Eguino
Estreia: 2007
Duração: 105 minutos
Gênero: Drama
País: Bolivia

Seis filmes sobre a Bolívia

Escreva postais a Copacabana

A jovem Alfonsina tem apenas 14 anos e vive em Copacabana, uma pequena cidade na margem do imenso Lago Titicaca. Com sua melhor amiga, Tere, a adolescente planeja deixar sua pacata cidade para conhecer o mundo. Mas, até que a garota esteja pronta para isso, elas colecionam cartões-portais de outros países, por onde viajam sem sair do lugar. Escrever postais para Copacabana é um filme visualmente rico, narrativamente interessante e emocionalmente eficaz.

Título original: Escríbeme postales a Copacabana
Diretor: Thomas Kronthaler
Estreia: 2009
Duração: 96 minutos
Gênero: Romance
País: Bolívia

Seis filmes sobre a Bolívia

Quem matou a lhama branca?

Dirigido pelo boliviano Rodrigo Bellott esse é o filme de maior bilheteria já produzido na Bolívia e conta a história de Jacinto e Domitila, os mais famosos criminosos do país. Contratados para transportar 50 quilos de cocaína para a fronteira brasileira, os traficantes embarcam em uma viagem que irá levá-los a questionar seu futuro criminoso enquanto atravessam a selva amazônica e as montanhas da Cordilheira dos Andes.

¿Quién mató a la Llamita Blanca? é uma comédia de baixo orçamento, com interpretações precárias, mas que, em muitos aspectos, retrata o cotidiano dos bolivianos.

Título original: ¿Quién mató a la Llamita Blanca?
Diretor: Rodrigo Bellott
Estreia: 2006
Duração: 112 minutos
Gênero: Comédia
País: Bolívia

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SOBRE O AUTOR

Altier Moulin

Sou um jornalista que gosta de contar histórias e de extrair do cotidiano um valor que muitos não percebem. Desde menino, meu desejo era viajar pelo mundo. Já adulto, descobri que isso não era apenas um sentimento, mas um propósito de vida.

4 Comentários

    • Altier Moulin

      Sim, Ester.

      No Brasil, esse filme se chama Conflitos das Águas.

      “Conflito das Águas conta a história de uma equipe de cinegrafistas que viajam a Cochabamba, na Bolívia, para fazer um filme a respeito da conquista espanhola, mas acabam envolvidos em uma revolta popular por causa da privatização no abastecimento de água na região. As personagens principais, Sebastián (Gael García Bernal) e Costa (Luis Tosar), desenvolvem seus conflitos cada qual de uma maneira singular e discrepante, a medida em se vêem mergulhados na difícil tarefa de produzir o filme e lidar com o caos crescente”. Fonte: Papo de Cinema

      Obrigado!

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